segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILENT HILL: HOMECOMING!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, Microsoft Windows
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Konami

Revisão: Homecoming é o sexto lançamento da série Silent Hill e o primeiro para a sétima geração. A franquia já havia mudado seus rumos desde The Room, e após o apenas razoável Origins a expectativa sobre este jogo era bem grande. O jogo permanece com a proposta de mundança dos jogos anteriores, trazendo uma série de inovações que serão discutidas mais adiante. O jogador assume o comando de Alex Shepherd, um soldado das forças especiais. Logos nas primeiras cenas, Alex é levado por sinistras criaturas no que parece ser uma bizarra instituição hospitalar. Após conseguir se libertar, Alex é surpreendido por seu irmão Josh, que inexplicavelmente foge dele. Seu terror entretanto se revela apenas um pesadelo, quando acorda na carona do caminhoneiro Travis Grady (protagonista de SH Origins, o que gera ainda mais polêmica diante do discutível final do referido jogo). Alex chega à sua cidade natal, Shepherd Glen, após um período de internação hospitalar por ferimentos sofridos em batalha. Entretanto, encontra a cidade, vizinha de Silent Hill, virtualmente abandonada, exceto por bizarras criaturas. Além disso, parecia que o tempo não havia passado desde que saira anos atrás. Ao chegar em casa, encontra apenas sua mãe, em um estado de confusão mental avançado. Sem saber a localização de seu irmão mais novo e de seu pai, Alex parte pela cidade, reencontrando antigos moradores (entre eles sua antiga paixão Elle Holloway) e descobrindo os segredos da fundação de sua cidade, intimamente ligados com sua famosa vizinha. Contando com uma equipe de produção relativamente nova (exceto pelo já confirmado Akira Yamaoka na trila sonora), sendo o primeiro jogo produzido nos EUA, o jogo teve uma relativa aproximação do filme, principalmente pela presença das enfermeiras, da maneira como a cidade se transforma no mundo sombrio, e da reaparição (de certa forma inexplicada) do Pyramid Head. Mesmo assim o jogo gerou muita desconfiança e descontentamento por parte dos fãs mais antigos.

Jogabilidade: o jogo tem talvez a melhor jogabilidade de todos os Silent Hill. Por ser um militar, Alex é perito em armas de fogo e brancas. Para as primeiras, a mira é totalmente manual e a região do corpo atingida afeta diretamente o dano sofrido. São raras, entretanto, havendo pistola, espingarda e rifle. Já as armas brancas são mais variadas, divididas entre facas, machados e bastões. Várias combinações de golpes fracos e fortes podem ser utilizados na luta contra os monstros, incluindo a opção de esquiva. Além do óbvio uso para enfrentar os inimigos, essas armas são essenciais para a resolução de parte dos enigmas. Estes, a exemplo do que ocorre desde Silent Hill 3, costumam ser mais simples que nos dois primeiros e suas respostas estão em um local muito próximo de onde é utilizado. O que não significa que são fáceis de resolver. A exploração da cidade é similar a de Origins, é possível andar por muitos lugares mas só dá pra explorar mesmo aqueles pré-estabelecidos pelo storyline. Os diálogos são o grande diferencial de Homecoming, já que todos eles podem ser escolhidos pelo jogador. Essas escolhas, combinadas com duas decisões maiores, culminam em um dos quatro finais principais, que variam entre o bom e os intermediários (que por vezes são mais interessantes e coerentes que o bom). Além destes, há também o final UFO, tradicional da série.

Pros: o jogo apresenta um roteiro marcante, já tradicional da série, com muitas revelações sobre o passado de Alex e da cidade. A possibilidade de escolha de falas garante a interação do jogador com o personagem, algo inédito na série até então. As melhorias na jogabilidade asseguram um nível de ação que nunca havia existido, ainda que também demande maior habilidade. Os finais são bem variados, bastante coerentes em relação ao roteiro, o que fará com que os fanáticos queiram ver todos eles, garantindo muito mais tempo de jogo. O visual do jogo colabora para o clima de terror, havendo uma série de cenas violentas e perturbadoras. Os enigmas são mais simples quando comparados aos dos primeiros jogos, mas exigem um moderado grau de raciocínio e até compreensão do roteiro. Como sempre, a trilha sonora dá um show, marca registrada da série.

Contras: o jogo apresenta uma evolução lenta, só depois de algumas horas a história se torna envolvente de verdade. Por isso, as primeiras partes podem ser extremamente lineares dependendo de cada jogador. Algums monstros tendem a ser apelativos em alguns momentos, pela primeira vez na série, o que acaba por testar a paciência de quem era habituado com a forma mais tranquila que os outros jogos foram conduzidos.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Silent Hill Homecoming é mais um bom jogo de terror, seguindo fiel à forma em que foram feitos os seus antecessores. No entanto, os fãs mais fanáticos não se agradaram muito pela exploração e enigmas não seguirem a mesma linha do excepcional primeiro Silent Hill. Mesmo assim, recomendo muito este game aos fãs que ainda não o experimentaram, mesmo não sendo tão marcante, trata-se de um bom jogo que representa muito bem esta importante série no PSX e no PS2. Mesmo com uma considerável redução no "terror psicológico", o jogo ainda consegue manter um adequado nível de tensão, especialmente conforme se aproxima do final do jogo e das decisões chave.


2 comentários:

  1. Eu gostei desse jogo, não chegou a satisfazer akela vontade deixada pelos tres primeiros, mas é um bom jogo, mas particularmente gostei mais do Origins. Ainda não joguei o Downpur, mas parece interessanteo ance da garoa... já jogaram?

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    Respostas
    1. Cara, o Origins me incomoda pela maneira como o roteiro é conduzido, às vezes tu nem sabe o que está fazendo. Tipo, passa a Lisa, o Travis decide falar com ela, ao invés de chamá-la, ele a persegue até o Sanatório. Depois de lá, ele acha um bilhete pro teatro e decide ir pra lá. Sabe? No Homecoming tem uns momentos mais ou menos assim, mas geralmente tu sabe o que o cara tá fazendo naquele lugar e qual o objetivo maior. Se fosse colocar em "ordem hierárquica", Homecoming seria o quarto colocado, perdendo justamente para a trilogia clássica.

      O Downpour eu tenho mas não tive tempo ainda, o pouco que joguei para testar revelou uma violência absurda, diferente dos outros. Veremos, dizem que é melhor, mas isso vai de cada um. O certo é que também é bem diferente dos primeiros.

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