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domingo, 12 de agosto de 2012

OS CAVALEIROS DO ZODÍACO: BATALHA PELO SANTUÁRIO!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 3
Ano de Lançamento: 2011 (Japão), 2012 (Brasil)
Produtora: Namco/Bandai
Revisão: seguindo a nossa série especial sobre os jogos deste importante anime (clique aqui para ver nosso post especial sobre os jogos anteriores da série), trazemos hoje o atual lançamento dos Defensores de Atena. Lançado exclusivamente para o Playstation 3 como Saint Seiya Senki no Japão no ano passado, o jogo despertou muita expectativa ao ser anunciado. Depois de dois competentes mas apenas razoáveis jogos no Playstation 2, a versão para a sétima geração gerou esperança de ser o jogo definitivo da série. O primeiro trailer entretanto criou um pouco de apreensão. O vídeo mostrava Seiya de Pégaso enfrentando uma legião de soldados, num estilo que lembrava muito Dynasty Warriors. Houve polêmica se o jogo seria apenas isso ou se haveria mais. Este ano o jogo foi oficialmente lançado no Brasil com o título de Os Cavaleiros do Zodíaco: Batalha pelo Santuário. O que pudemos conferir é que à primeira vista o game realmente é muitíssimo inspirado em Dynasty Warriors, mas os demais aspectos serão discutidos em tempo na Jogabilidade. O jogo de passa durante a batalha pelas Doze Casas (novamente), sendo possível controlar os cavaleiros de Bronze durante grandes confrontos contra os soldados do santuário e, claro, os poderosos Cavaleiros de Ouro, liderados pelo Mestre do Mal. Para quem não está ligado ou não se lembra, o Mestre do Santuário tentou assassinar Atena 13 anos antes do presente da série. Esta foi salva pelo Cavaleiro de Ouro de Sagitário Aiolos, que antes de morrer entregou o bebê Atena e sua armadura ao turista Mitsumasa Kido. Kido recebeu a missão de treinar jovens para se tornarem cavaleiros e proteger Atena do mal que se apossara do Santuário. Após batalhas contra os cavaleiros de Prata, Atena e os cinco cavaleiros de Bronze (Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Shun de Andrômeda, Hyoga de Cisne e Ikki de Fênix) avançam rumo ao Santuário para confrontar o Mestre. No entanto, logo na chegada eles ficam sabendo que para chegar no Mestre precisarão subir as Doze Casas do Zodíaco, protegidas pelos Doze lendários Cavaleiros de Ouro, os mais poderosos de todo o santuário e os únicos capazes de se mover à velocidade da Luz e atingir o sétimo sentido. Para piorar as coisas Atena é atingida no peito pela flecha dourada, restando-lhe apenas doze horas de vida, tempo limite que seus sagrados guerreiros tem para vencer os Cavaleiros de Ouro e chegar ao salão do  Grande Mestre.

Jogabilidade: varia basicamente entre dois momentos: as escadarias e os templos (casas). Durante as escadarias o personagem deverá combater legiões de soldados de diferentes características (padrão, pequeno, grande, com flecha, chicote, etc). Ao final de cada escadaria há um chefe, usualmente algum cavaleiro Negro. Já durante a fase da Casa Zodiacal ocorre o combate contra o Cavaleiro de Ouro responsável pela casa (com as exceções de Áries, Libra e Sagitário, conforme o desenho). A luta em si varia bastante dependendo do Cavaleiro, mas consiste basicamente em esquivar os ataques, concentrar o cosmo, ativar o sétimo sentido e golpear com o ataque escolhido. Os comandos do jogo são bem simples, os combos alternam golpes fracos e fortes, podendo ser executados no ar. Cada cavaleiro possui dois ou três golpes especiais, que consomem a barra do cosmo. Esta pode ser carregada aplicando sequências ou concentrando o cosmo. Para usar golpes mais fortes pode-se ativar o sétimo sentido, que deixa o tempo mais lento (permitindo ver os golpes na velocidade da luz) e aumenta muito a potência dos golpes. Caso haja precisão entre os movimentos de cosmo, sétimo sentido e golpe, uma cena especial é mostrada, aumentando consideravelmente o dano causado. O game possui várias opções de início. O Modo História permite subir as Doze Casas exatamente como no anime, controlando personagens pré-determinados. Após um rápido tutorial na Casa de Áries, o jogo segue o padrão descrito anteriormente de escadaria - casa zodiacal. Apesar de repetitivo na parte dos soldados, cada Cavaleiro de Ouro tem sua particularidade, sendo que a forma de vencê-lo é muito fiel a usada no desenho. Após completar a Saga das Doze Casas outras aventuras serão destravadas no modo História, mas não comentaremos quais para não estragar eventuais surpresas (ou decepções). Além deste existe o modo missão, que traz os mais variados desafios para que o jogador complete sozinho ou com um amigo, havendo a possibilidade de jogar online via PSN. Em cada batalha os cavaleiros ganham level e pontos que podem ser usados após para melhorar golpes, atributos ou equipar habilidades inatas para a equipe. Quanto aos personagens, segue mais ou menos os mesmos do Chapter Sanctuary do PS2, contando com os Cavaleiros de Bronze e de Ouro, além dos cavaleiros negros, Marin, Shina e Misty, muitos dos quais devem ser destravados completando as missões extras. Além dos personagens secretos, existem muitas opções de unlockables, como filmes, modelos e os lendários brinquedos.

Pros: a jogabilidade, já consagrada em outros jogos, é bastante intuitiva e rápida de se adaptar. Os vários níveis de dificuldade garantem o desafio mesmo para os mais viciados.  As batalhas contra os Cavaleiros de Ouro são épicas, retratando fielmente as lutas dos animes. Somado a isso, os cinematics são extremamente bem feitos, relembrando muitas das cenas vistas na TV. A trilha sonora é exatamente a mesma da série, contando com clássicos da Fase do Santuário como Pegasus Fantasy e Blue Forever. Os sons das batalhas são igualmente fiéis e a dublagem (japonesa exclusiva) é muito bem feita. As opções de evolução permitem que se melhore atributos de qualquer cavaleiro, deixando que o jogador personalize os seus favoritos. Além disso, recentes acréscimos em DLCs prometem deixar o jogo cada vez maior e mais completo. Resta esperar.

Contras: como todo o jogo neste estilo, ele fatalmente se tornará repetitivo após algum tempo, em geral pouco. Durante os combates com os soldados, vários cavaleiros negros aparecem para o confronto apenas para aumentar o tamanho do jogo. Em um universo tão rico e com as capacidades de um PS3, considero inadmissível apelar para sucessivos confrontos contra Pégaso Negro e até Águia Negra e Serpente Negra, que sequer existem no original. Por último, mesmo os muitos modos de história acabam caindo na mesma fórmula exército de soldados - cavaleiro de Ouro.

Screenshots:




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Trailer:



Considerações Finais: Conforme o video acima mostra (altamente recomendado aos fãs!), a Batalha pelo Santuário é um bom jogo, apresenta várias opções de história e modos de desafio. Teve um trabalho bem feito na questão sonora e gráfica, sendo o primeiro a conseguir criar uma fórmula de luta que se assemelha à vista no anime. Mesmo assim ficou longe de ser o jogo dos sonhos dos fãs, principalmente por mais uma vez retratar um limitado período do desenho. Quem assistiu pouco ou prefere outros animes seguramente tem opções melhores para investir seu tempo e dinheiro, já que precisará de cerca de 10 horas para completar a campanha principal, muito pouco para um game da sétima geração que apresenta limitadas opções de multiplayer online. Por outro lado, aqueles que tiveram sua infância marcada pelos Defensores de Atena não podem deixar de conferir este jogo, podendo aguardar boas horas de diversão garantida e cenas antológicas que remetem imediatamente ao original. Então queime seu cosmo até o Sétimo Sentido e avance contra os poderosos Cavaleiros de Ouro!

sábado, 11 de agosto de 2012

OS CAVALEIROS DO ZODÍACO NOS VIDEOGAMES!


Revisão: os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya - "Santo Seiya") é um anime de grande sucesso mundial, que especialmente aqui no Brasil marcou a infância de muita gente. Foi seu enorme sucesso que abriu as portas para a verdadeira invasão de animes que temos até hoje. A história foi originalmente produzida em mangá pelo roteirista Masami Kurumada e publicada na lendária revista Shonen Jump de 1986 a 1991. O anime por sua vez foi produzido pela Toei Animation de 86 a 89. No Brasil, a série chegou em 1994 e foi o primeiro anime a ser passado em horário nobre e com muita publicidade. Foi exibido inicialmente pela extinta TV Manchete, a sede da invasão cultural japonesa, já que apostou em muitos outros animes e, antes deles, nas séries japonesas (Tokusatsu). Mangá e anime apresentavam algumas diferenças, como detalhes de armaduras, certos cavaleiros incluídos para deixar a série maior, e até algumas sagas próprias. O anime possui a saga de Asgard entre o Santuário e Poseidon, e no mangá existe ainda a Saga de Hades, não produzida para a TV na época. Como todo programa voltado à população infantil, a série rendeu muitos produtos, como roupas, cards, jogos de tabuleiro, revistas, albuns e os brinquedos, o sonho de consumo de muita gente na época, dificultado pelos altos preços. Como não poderia deixar de ser, foram produzidos muitos jogos para os videogames daquele tempo. O objetivo desta review especial é justamente relembrar (ou até apresentar) os mais relevantes desses jogos, alguns muito bons, ainda que pouco famosos.











Como qualquer série produzida no final dos anos 80, o primeiro jogo foi para o NES, baseado nos primeiros episódios do anime. Ougon Densetsu era seu nome e retratava os eventos da Guerra Galáctica. Sua sequência, Kanketsu Han, retrata as Doze Casas, disparado a Saga que mais jogos gerou. Anos mais tarde foi lançado o Ougon Densetsu Perfect Edition, que reunia ambos os jogos em uma versão ampliada e melhorada. Seguiu-se um RPG para o GameBoy, de muito potencial mas com limitações técnicas inerentes. Como a série foi produzida no Japão por pouco tempo, houve lançamentos apenas para consoles de menor potência, bem diferente do ocorrido em Dragon Ball, por exemplo, que teve lançamentos para praticamente todos os sistemas já produzidos. Claro que isso também se explica pelo maior sucesso de DB no Japão, diferente do que ocorreu no Brasil onde foi exibido muito tempo depois. Após longos anos sem nenhuma novidade, em meados dos anos 2000 Masami Kurumada anunciou a produção do anime da saga de Hades, até então apenas mostrada no mangá. Isso desencadeou a produção de mais dois jogos, desta vez de luta para o Playstation 2, os primeiros a atingir relativo sucesso e ter alcance mundial. Com o título de volta às mídias, muitos outros capítulos da série foram anunciados, como a versão mangá da "Saga G" e "Lost Canvas", além do filme "Prólogo do Céu", que introduziria a promissora batalha entre os cavaleiros de Atena e as forças de Zeus, irado pelo desrespeito dos humanos aos deuses. No entanto, os fãs estão aguardando a continuação deste filme até hoje, havendo possibilidade de produção no próximo ano, assim como outras sagas já anunciadas mas não desenvolvidas. Seguimos agora com os principais lançamentos baseados no anime/mangá, listados em ordem cronológica. Todos os jogos foram produzidos pela Bandai ou pela Namco/Bandai.


1. SAINT SEIYA OUGON DENSETSU!
Gênero: Aventura/RPG
Ano de Lançamento: 1987
Plataforma: NES

Jogabilidade: este jogo retrata fielmente a primeira fase do anime, durante a Guerra Galática e o combate com os Cavaleiros Negros. O sistema de jogo é bastante complexo, com elementos side-scrolling em determinadas pontos, exigindo precisão no salto e combate com múltiplos oponentes. Já nos chefes, a luta segue um estilo similar a um RPG de turnos. Chegou a ser lançado fora do Japão, mas não obteve muito sucesso porque a série ainda era exibida em um pequeno número de países. Foi relançado junto com o seu sucessor no jogo chamado Saint Seiya Ougon Perfect Edition.

Pros: o jogo é bem divertido apesar das limitações óbvias. A oscilação side-scrolling/RPG foi uma ideia inovadora e que deu bastante certo (e incrivelmente reaproveitada até certo ponto no mais recente lançamento).

Contras: o jogo é uma adaptação de um momento muito limitado do anime, curto mesmo para a época.




2. SAINT SEIYA OUGON DENSETSU KANKETSU HEN!
Gênero: Aventura/RPG
Ano de Lançamento: 1988
Plataforma: NES
Jogabilidade: no ano seguinte, a Bandai lança o Kanketsu Hen, desta vez baseado na Saga das Doze Casas. O estilo do jogo se manteve muito semelhante ao anterior, um side-scrolling de plataforma seguido de batalhas contra chefes em estilo RPG baseado em turnos. Foi relançado junto com o anterior no pacote Ougon Perfect Edition.

Pros: similar ao anterior, este jogo é surpreendentemente bom, ainda que nunca tenha alcançado adequado sucesso ou reconhecimento. Superadas as barreiras tecnológicas eles são bastante divertidos. Com a popularização dos emuladores de NES (clique aqui para ver a nossa matéria), este jogo se torna acessível a qualquer fã curioso. Além disso, o jogo foi traduzido por fãs, o que aumenta ainda mais a acessibilidade a quem queira desfrutar deste jogo.

Contras: a dificuldade do jogo (marcante nos jogos mais antigos) pode assustar um pouco. Além disso se trata de um jogo de 20 anos atrás, então apenas os mais fanáticos encontrarão motivação para jogá-lo.




3. SAINT SEIYA PARADISE!
Gênero: RPG
Ano de Lançamento: 1992
Plataforma: Gameboy
Jogabilidade: Paradise é um RPG no estilo clássico similar a Final Fantasy lançado para o GameBoy. Retrata uma grande quantidade de episódios do anime, iniciando no roubo da armadura de Sagitário pelos cavaleiros Negros e se estendendo até a luta final contra Poseidon e seus marinas. Em cada batalha os personagens ganham experiência, que acumulada se torna level. Em determinados níveis as armaduras evoluem, conforme visto no desenho. Os atributos são bem simples, envolvendo ataque, defesa, velocidade, HP e cosmo. O que chama atenção nesse jogo é a gigantesca quantidade de Key Itens necessários para completar os puzzles. Estes, aliás, são incrivelmente complexos para um jogo desta capacidade e normalmente exigem que o jogador saiba pensar sobre o anime para conseguir proceder.

Pros: considero Paradise o segundo melhor jogo da série já produzido, respeitando, claro, todas as limitações técnicas. Apresenta muita complexidade nos seus enigmas e tem um sistema bem divertido e gratificante de subir de nível. A enorme quantidade de inimigos presentes impressiona para um jogo tão antigo. Além disso, a exemplo do Ougon Densetsu, o jogo foi hackeado e traduzido, o que o torna também acessível aos fãs.

Contras: o jogo tem como principais problemas os aspectos gráficos, já que apresenta personagens deformados (pequenos, Chibi) e é em preto e branco. Mais um jogo que mereceria um remake.




4. SAINT SEIYA TYPING RYU SEI KEN!
Gênero: passatempo
Ano de Lançamento: 2003
Plataforma: PC

Jogabilidade: um jogo muito obscuro lançado exclusivamente para PC no Japão. Consiste basicamente em digitar rapidamente palavras que aparecem na tela para vencer seus inimigos. De todos os jogos, este foi o único que nunca joguei, portanto não há muito o que dizer. O jogo é de fato pouco mais que um passatempo então não cabem as análises mais aprofundadas do blog.


5. SAINT SEIYA: CHAPTER SANCTUARY!
Gênero: Luta
Ano de Lançamento: 2005
Plataforma: Playstation 2
Jogabilidade: Chapter Sanctuary é um jogo de luta para Playstation 2 que retrata a batalha das Doze Casas. O jogo tentou criar uma maneira diferente dos demais jogos de luta, similar ao mostrado na série, o mesmo que Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi fez com perfeição. O resultado foi um jogo razoavelmente divertido, com batalhas lentas e especiais difíceis de entrar, já que necessitam pressionar o botão Círculo por muito tempo enquanto a luta corre. Quadrado e Triângulo aplicam as variadas sequências e há golpes baseados no uso do direcional (similar ao visto em jogos como Street Fighter). Há  vários modos de jogo, entre eles a história, o duelo contra um amigo, e o modo que se controla os Cavaleiros de Ouro que devem barrar a progressão dos Cavaleiros de Atena. O jogo conta com os cinco cavaleiros de bronze, os doze de ouro, os cavaleiros negros, mais Marin, Shina, Misty de Lagarto e os cavaleiros de aço (?). A trilha sonora é genial, repleta dos temas da série, e as cinematic são longas e lindíssimas, adaptando fielmente os momentos mais marcantes do anime.

Pros: o jogo garante diversão aos fãs principalmente pela semelhança extrema ao anime, seja em trilha sonora, cinematics, abertura ou nos golpes especiais. A qualidade gráfica do jogo também auxilia neste fator, já que pequenos detalhes de armadura e cenário foram fielmente adaptados. A forma de combat, ainda que não a ideal para o 2-player, é bastante parecida com a do anime e os golpes são fiéis ao extremo, de modo que grandes fãs poderão se divertir por horas.

Contras: a lentidão dos personagens e a demora para carregar os golpes especiais tornam o jogo pouco atrativo para o modo versus entre amigos. Portanto, quem não é fã da série possui uma extensa lista de opções melhores no estilo.





6. SAINT SEIYA: THE HADES!
Gênero: Luta
Ano de Lançamento: 2006
Plataforma: Playstation 2


Jogabilidade: o segundo jogo de luta para o Playstation 2 conseguiu superar os problemas de lentidão e dificuldade em aplicar os especiais, apresentando um gameplay muito mais satisfatório. Os golpes especiais são agora baseados em combinações de R2 e L2 com os botões triângulo e circulo, o que simplifica a aplicação. No entanto, ao contrário do que o nome sugere, o jogo não se baseia na saga de Hades completa, apenas na primeira fase, que inclui a batalha pelas Doze Casas (de novo!). Dessa forma acaba havendo pouca variação entre os personagens deste e do anterior, apresentando os cavaleiros de Ouro Negro, os cavaleiros de Bronze (em três versões de armaduras), os cavaleiros de Ouro tradicionais, além de Marin e Shina, e dos espectros Radamanthys, Minos e Aiacos.

Pros: superada a decepção pelo pequeno número de espectros e ausência dos inimigos finais do mangá (Hipnos, Thanatos e o próprio Hades), o jogo é bem divertido, tem uma jogabilidade de fácil adaptação, personagens mais ágeis e em maior número. Isso tudo favorece o modo de 2 jogadores, acrescentando em desafio e táticas.

Contras: os cinematics, ainda que bons, não impressionam tanto, muito pelo pequeno período mostrado. O modo história conta com sucessivas batalhas contra o espectro Radamanthys, já que o jogo tem muitos heróis para poucos vilões.



Considerações Finais: Os Cavaleiros do Zodíaco foi sem dúvida o anime mais importante aqui no Brasil pela época em que foi exibido e pela influência que teve na geração dos anos 90. Fato é que até hoje nenhum conseguiu bater seu sucesso em nossas terras. Além de inspirar uma série de outros desenhos que tinham armaduras como pano de fundo (Shurato e Samurai Troopers foram os de mais sucesso por aqui), a série colocou ainda em evidência a Mitologia Grega, hoje tão comum em filmes, séries e jogos. Em meio a tantos produtos bons da série (incluindo é claro a série em si), ver esta pequena lista de jogos deixa a impressão de que ainda está faltando o jogo definitivo, já que todos apresentam problemas técnicos em algum elemento, ou se tornam rapidamente repetitivos, como foi o caso dos dois últimos. Um novo jogo, chamado inicialmente Saint Seiya Online, foi anunciado para o PC e está previsto para o ano que vem. Este texto especial é uma homenagem do PrettyCoolGames.Blogspot a este anime que marca a vida de muita gente até hoje. Resta-nos esperar que mais e mais games sobre a saga dos Defensores de Atena surjam, para deleite dos fãs e entretenimento dos gamers em geral. Em breve voltaremos com mais sobre o universo Cavaleiros do Zodíaco. Para ver a postagem sobre A Batalha pelo Santuário, lançado este ano aqui no Brasil para o PS3, clique aqui. Confiram!


domingo, 10 de junho de 2012

.HACK//. IMOQ (INFECTION, MUTATION, OUTBREAK & QUARANTINE)!

Escrito por: Time Keeper
Postado por: Mr.Gameworld


Gênero: Action RPG
Plataforma: PS2
Ano de lançamento: 2003
Produtora: CyberConect2


Revisão: Pra quem gosta de RPG, aqui vai uma cesta cheia de jogos chamada de .Hack//. Esses jogos me confundiam de inicio, porque eles não tem uma numeração, fazendo com que eu nem comprasse, na triste época que eu não tinha PC pra baixar jogos. Então eu conversei com um amigo que já entendia do assunto e ele me ajudou a conseguir começar pelo 1° jogo. Posteriormente eu fiquei sabendo que existiam outros .Hacks// antes desse 1° jogo, o Infection, mas não são tratado na forma de jogos, então consideremos esse o 1°. O jogo trata a historia de um RPG online chamado “The World”, que seria o top de linha no ramo. Você entra na pele de um jovem chamado Kite, que esta começando o jogo por recomendação de um amigo, cujo nick no jogo é Orca. Ele o explica o básico do jogo, por ser veterano nele, enquanto os dois entram em uma dungeon típica de MMO’s, até que aparece um monstro estranho perseguindo uma garota que não se encaixava no perfil de uma jogadora, e então Orca decide enfrentar o monstro para salva-la, mas ele não consegue sequer ataca-lo, e então ele morre no jogo. Tudo bem ele morreu no jogo, só relogar, né? Acontece que após esse evento, Yasuhiko, o Orca, entrou em estado de coma. Após o evento no jogo, a garota pede ajuda a Kite e lhe da um bracelete estranho. Kite fica com muito medo, mas decide continuar a jogar, porque acredita que poderá encontrar as causas do coma, e a solução para livrar seu amigo dele.

Jogabilidade: .Hack// é um jogo bem ativo. Acredito que isso seja por conta que ele queira retratar um RPG online. Você se move livremente pelo campo, podendo escolher um monstro e partir pra o ataque. Alguns monstros vêm de portais amarelos, situados em muitos cantos dos mapas e dungeons, outros raros vêm do campo mesmo. Para ter acesso a dungeons e outros lugares você precisa colocar uma sequencia de códigos em um portal de transporte. São palavras chave que você consegue de alguma maneira ou outra, que juntas lhe dão acesso a lugares diferentes, dependendo da ordem posta. Existe toda uma gama de magias que podem ser utilizadas no combate, apesar de que a pessoa só acostuma com os nomes delas bem depois. Juk rom, por exemplo, é uma magia de vento, tudo haver com vento eu diria. As magias não são aprendidas, mas sim vem junto aos equipamentos. As vezes é difícil trocar um equipamento porque ele tem magias boas, e é preciso usar magias nesse jogo. Como você pode jogar com grupos, existe ordens que se podem dar a eles, como focar na cura manter distância dos inimigos. Em alguns casos é preciso dar ordens diretas para que seus aliados usem alguma magia que você queira usar. O grande diferencial do jogo é o bracelete de Kite, mencionado acima, por que ele vai lhe fazer mexer com o que é proibido no jogo, e regularizar o que não pode acontecer nele. Existem monstros “bugados” que são imortais por conta de algum vírus. Você pode matar esses monstros usando o data drain do bracelete de Kite. Como é um drain, ele irá sugar o código malicioso para si, se tornando uma irregularidade. Se você usar muitos data drains em um curto período de tempo é game over. Quanto ao que é proibido no jogo... Isso será visto no jogo em si.

Prós: Um ótimo enredo (que me inseriu completamente no jogo), com muitos mistérios, com vários personagens agindo da sua própria forma para alcançar objetivos. As batalhas são muito interessantes, com muitas dublagens e mensagens em forma de balões enviadas pelos personagens como comentários (até com emoticons XD). A trilha sonora da um clima muito sério ao jogo, mas isso a torna agradável de certo modo.

Contras: É um jogo extremamente difícil no começo (acho que esse é o contra que tira muita gente da série). Enfrentar um simples monstro no começo é praticamente duelar para ver quem sobrevive, porque joga sozinho. Eu achei que o primeiro chefe era de fato imortal por conta da dificuldade, fora que alguns ataques dele dão instant kill por conta do life que ele tira. Mas à medida que o jogo vai avançando vai ficando mais fácil, você acha amigos que vão lhe ajudar e muito. Outra coisa estranha é a forma com que Kite ataca os monstros, de certa forma é algo que faz com que você não entenda direito o que exatamente você esta fazendo. Quase que eu desisto da série por conta desse problema. Mas me acostumei graças à vontade de conhecer mais o enredo.

Screenshots:











Trailer:



Considerações Finais: .Hack// é uma ótima série que pelo menos me prendeu bastante do começo ao fim, eu não só terminei os 4 primeiros, como fui atrás do anime antes do G.U. (.Hack//Roots), e joguei os 3 títulos da série. Tudo isso em sequência. E é essa dica que eu dou pra quem estiver pensando em começar esses jogos, procure não só os jogos como os mangás, os animes e as novels, porque esses 4 jogos, ou 7 contando com os G.U., são apenas capítulos de uma história muito mais complexa. A chave para tanta história é justamente o fato de se passar em um MMO. A história se passa tanto dentro como fora dele. E muitos personagens criam outros chars visando alcançar objetivos.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

SUPER ROBOT WARS: ORIGINAL GENERATIONS!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Tactics RPG
Plataforma: Playstation 2
Ano de Lançamento: 2007 
Produtora: Banpresto
Revisão: apesar de pouco conhecida por aqui, Super Robot Wars é uma franquia idolatrada na "Terra do Sol-Nascente", tendo diversos games, brinquedos, mangás, animes e tudo que algo de realmente famoso no Japão merece. A série tem anos e anos de história, com o primeiro game lançado em 1991 para Game Boy, sendo que por tradição seus games se tratam de Crossovers (reunião de personagens de outras franquias) que costumam reunir protagonistas de diversos animes de Mechs como Gundam, Evangelion, Patlabor, etc. Pois foi em  2002 que a produtora Banpresto resolveu criar uma subdivisão na série, com personagens originais criados pela própria Banpresto, que recebeu o nome de Original Generation. Os dois primeiros lançamentos aconteceram no GBA, mas alguns anos depois ganharam um Remake para PS2 (a historia inteira dos dois games em apenas um), que é justamente o conteúdo dessa review. A história da série Original Generation tem inicio em uma era onde a humanidade tentava expandir seus conhecimentos com explorações espaciais. Após dois meteoros caírem nos solos do planeta Terra, em meio a algumas pesquisas a Federação Terrestre descobriu uma avançada tecnologia chamada de Extra-Over Tecnology (EOT). Porem, um terceiro meteoro cai no Pacifico alguns anos mais tarde. Após algumas análises, o cientista Bian Zoldark alerta a Federação sobre a possibilidade de um futuro ataque alienígena. Temendo os riscos que os aliens poderiam trazer, uma grande corrida na produção de Personal Troopers (como são chamados os Mechs no game) tem inicio, como uma forma de defesa. E é justamente nesse ponto que diversos pilotos começam a aparecer, incluindo os "protagonistas" (na verdade todos os personagens participam de uma forma tão ativa no enredo que fica até mesmo dificil eleger protagonistas) Kyosuke Nanbu e Ryusei Date, que terão um destino em comum: lutar pela sobrevivência da humanidade, pois os donos da tecnologia espacial estarão prestes a vir recuperá-la! Ligue seu PS2 e prepare-se para um game emocionante!

Jogabilidade: logo que a primeira batalha começar, você poderá tranquilamente pensar que SRW: OGs é igual a qualquer outro Tactics RPG. Porem, as peculiaridades do titulo começarão a dar as caras ainda nos primeiro minutos de gameplay. Primeiramente, diferentemente de boa parte dos games do gênero, os ataques não serão necessariamente executados cara-a-cara com o inimigo, pois não existe um ataque padrão (ou seja: o tradicional comando "Attack" que executa um golpe que vale para qualquer personagem), mas sim golpes únicos de cada Mech e armamentos que poderão ser equipados em qualquer unidade (que tem suas áreas de ataque pré-determinadas). No momento de atacar, você poderá selecionar o ataque que quer utilizar em uma lista que mostra inclusive o dano base de cada um deles e a quantidade de EN necessária (se um ataque não estiver disponivel no inicio do combate, use outro para acumular EN e usa-lo mais tarde), sendo que o dano pode variar para menos ou mais dependendo da defesa do inimigo, o solo que seu Mech se encontra, etc. Boa parte deles terá uma área de alcance semelhante a das magias dos Tactics RPGs convencionais, fazendo com que você possa atacar a longa distância. Obviamente existem muitos ataques que devem ser executados diretamente de frente para o inimigo (com apenas uma posição de diferença, como os ataques padrões de outros games do gênero), mas eles realmente são minorias e devem ser usados com muito cuidado. A distancia normalmente será sua melhor amiga contra boa parte das tropas inimigas. Bolar boas estratégias sempre é uma prioridade, pois a única forma de curar seus Mechs é fazendo o uso de itens que são raríssimos até certo ponto do game (consequentemente tendo de ser economizados a todo o custo) ou com Skills específicos para isso. Por falar em Skills, eles funcionam da seguinte forma: nesse game quem evolui não são exatamente as unidades de combate (ou seja: os Mechs), mas sim os pilotos. A cada Level adquirido, seu piloto ganhará alguns atributos extras, além de alguns pontos que poderão ser utilizados para comprar novos Skills. Os Skills de certa forma afetam os Mechs (por exemplo os de cura ou os que dobram o ATK Power), mas ter um Mech ruim pilotado por um personagem com bons Skills não muda muita coisa. A combinação de bons pilotos + bons Mechs sim é o ideal. Por isso, você deve sempre estar atento para gastar os pontos de customização de seus Mechs (que poderão ser utilizados para aumentar todos os atributos deles). Porem, devo lembrar que os pontos só serão adquiridos em grande quantidade quando seu personagem destruir um inimigo. Ou seja: a experiência em SRW só compensa mesmo em caso de morte, e não no simples ato de atacar. Por isso, sempre dê oportunidade de matar os inimigos para todos aqueles que você julga úteis. Uma serie de outros detalhes poderia ser citada, mas aos poucos você irá aprender jogando. Por sorte, apesar do game ser inteiramente em Japonês, a navegação pelos menus é bem simples (apesar de inicialmente não parecer). Com um pouco de tentativa e erro, em pouco tempo você estará mexendo em tudo como se soubesse ler Japonês (digo isso para quem não sabe, assim como eu, obviamente).

Pros: os gráficos são excelentes, construídos em um modelo extremamente característico (e simplesmente apaixonante); os ataques são incríveis e não economizam em efeitos visuais, como explosões e uma série de outros detalhes que dão um ar épico para os combates; existe uma grande variedade de personagens (grande mesmo), todos com suas devidas unidades de combate (seus Mechs), além de alguns Mechs extras que você ganhará, fazendo com que você possa colocar pilotos que tem Mechs ruins neles; a trilha sonora é incrivel (caso você queira saber, minha favorita de toda a historia dos games), além do fato de que cada personagem tem uma musica tema. Ou seja: você não ficará ouvindo a mesma musica durante horas na batalha como acontece em boa parte dos Tactics; o game é muito grande, além de exigir excelentes estratégias por parte dos jogadores (especialmente para os chefes, que alias, são muito frequentes. Os mais "normais" costumam ter cerca de 70.000 de HP); o Storyline é sensacional. Porém, se você não sabe ler Japonês assim como eu, indico a você esse site: http://srwog.velv.net/ . Nele você irá encontrar tudo sobre TODOS os personagens, Mechs e consequentemente sobre o enredo em si com pesquisas bem simples (porem tenha uma coisa em mente: você pode encontrar Spoilers. Lê-los é por sua conta e risco. Apenas não digam que eu não avisei); as dublagens são maravilhosas, não deixando nada a desejar.

Contra: se você tem uma obsessão por alcançar Leveis altíssimos em todos os jogos, melhor esquecer isso quando for jogar esse game. Digo isso por que diferentemente de boa parte dos Tactics RPGs, SRW:OGs não te dará a oportunidade de voltar em missões passadas, o que consequentemente quer dizer que você vai evoluir apenas ao decorrer do game e terá de fazer um planejamento maior para permitir que pilotos que ficaram para trás tenham a chance de derrotar alguns inimigos a mais para também evoluírem. Você pode aproveitar algumas eventuais batalhas com reforços inimigos infinitos, mas ainda sim não chega a valer muito a pena (até mesmo porque não é uma boa idéia brincar com os inimigos desse game, salvo raras exceções). Mas como eu disse acima, os Leveis em si alteram praticamente só os pilotos. Ou seja: ter um piloto super evoluído com um Mech fraco não resolve nada!

Screenshots:











Screenshots (Versão original de Gameboy Advance):








 Trailer:


Considerações Finais: Esse é mais um dos meus games! Além de ser de longe meu Tactics RPG favorito, ele também é um dos meus games favoritos em uma visão geral de tudo que joguei até hoje (alias, meu amigo Edu-Jb deve estar cheio de tanto que me ouviu falar de SRW). Digo a você com toda a certeza que Super Robot Wars: Original Generations apresenta uma série de motivos para você se apaixonar por ele!  Os personagens são extremamente marcantes, os Mechs tem um designe sensacional, o enredo é excelente e os efeitos visuais são únicos! Por isso, se você procura um Tactics RPG diferente, desafiador, muito grande, com um belo Storyline (mesmo não sabendo Japonês, com o site que indiquei, garanto que você vai entender tudo do inicio ao fim. Basta saber usá-lo) e que visualmente seja um show aparte, NÃO deixe de jogar esse game! E se gosta de Mechs, melhor ainda! Esse mora realmente no fundo do coração do Mr.Gameworld! Logo trarei a vocês a continuação dele: Original Generation: Gaiden! Deixem seus comentários!


quinta-feira, 5 de abril de 2012

SANDS OF DESTRUCTION (WORLD DESTRUCTION)!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: RPG
Plataforma: Nintendo DS
Ano de Lançamento: 2008 
Produtora: SEGA
Revisão: Sands Of Destruction foi um dos games mais esperados pelo Mr.Gameworld. Desde que foram divulgadas as primeiras Screenshots, esse que vos fala já estava correndo por todos os sites mais atualizados de noticias de videogame para saber mais sobre seu lançamento. Porque de tanta expectativa? As repostas poderiam ser várias, mas entre elas devo citar: 1) Logo a primeira vista o game já mostra que veio para trazer de volta um estilo muito clássico de gráficos, lembrando muitos RPGs que fizeram historia no estilo. 2) A equipe responsável  por sua produção já diz tudo! Entre os envolvidos poderíamos citar as equipes responsáveis por Grandia, Etrian Odyssey e Luminous Arc, além de algumas lendas que já estiveram envolvidas em clássicos como Chrono Trigger/Cross, Xenogears/Xenosaga, entre outros. Ou seja: só os caras que sabem muito bem o que fazem! A historia tem inicio com uma grande reunião da organização militar conhecida como World Salvation Committe, um exercito de Ferals (raça composta por seres de aparência meio humana, meio fera) que tem como principal objetivo mostrar ao mundo a soberania de sua raça. Porem, a reunião é interrompida por Morte Asherah, uma belíssima, sarcástica e sanguinária seguidora da organização World Annihilation Front. Após um combate entre Morte e os Ferals Naja e Rajiv, diversas cartas começam a cair do céu. Com uma delas em mãos, Morte comemora afirmando que o mundo já poderia ser destruído e vai embora. A historia então apresenta aos jogadores o jovem Kyrie, morador de um pacato vilarejo, que logo irá descobrir coisas que nem mesmo ele sabe a respeito de si próprio. E você irá descobrir o verdadeiro destino de Kyrie e Morte (assim como o de toda a humanidade)! O planeta só terá uma salvação para livrar-se das lutas e guerras baseadas em preconceito e egoísmo! Prepare-se para uma aventura cheia de surpresas, um sistema de batalhas muito interessante e um enredo muito bem produzido! Mais um dos títulos que moram no coração do Mr.Gameworld!

Jogabilidade: a jogabilidade de Sands Of Destruction é realmente muito interessante. Além de reunir as já tradicionais caracteristicas de boa parte dos RPGs (uso de itens, magias, etc), você terá a sua disposição um sistema de combos que funciona da seguinte forma: ao chegar o turno dos seus personagens, você poderá executar um ataque com algum dos dois botões possíveis, sendo que um representa um golpe forte (com possibilidades de jogar seus inimigos para o ar) e um fraco. Se você acertar um ataque em seu inimigo, um pequeno círculo aparecerá no canto da tela, representando uma nova chance de ataque. Atacando novamente, um determinado combo será executado (que depende da ordem dos botões que você apertou). Se novamente um outro circulo aparecer, mais um ataque poderá ser encaixado em seu combo, e assim sucessivamente. Será possivel acumular cinco círculos, assim dando ao seu personagem a possibilidade de executar seu ataque especial, onde você deverá apertar rapidamente uma ordem certa de botões (se apertar corretamente, danos enormes serão alcançados)! Vale lembrar que assim como as magias, novos combos poderão ser comprados com o uso de pontos que você ganha em sua evolução, sendo que também existe a possibilidade de aumentar os danos dos ataques que serão executados nos combos aumentando seus Leveis (aumentando também a eficiência deles para serem encaixados com o proximo ataque da sequência). Além disso, ao longo das cidades você encontrará alguns ferreiros que poderão fundir certos itens com suas armas para dar a elas novos atributos (danos Elementais, +ATK, + SPEED, etc). Porem, fique muito atento para não utilizar esses itens em armas não muito úteis, pois  tais itens costumam ser raros. Um fato muito interessante é que Sands Of Destruction soube aproveitar de uma maneira genial as duas telas do DS, pois os combates utilizam ambas para mostrar os cenários ou inimigos (monstros gigantes, por exemplo, ocupam as duas telas. Monstros voadores aparecem na tela de cima). Poderíamos resumir a jogabilidade de Sands Of Destruction da seguinte forma: uma jogabilidade aparentemente tradicional, mas que conseguiu dar uma cara única para os combates devido ao interessantíssimo sistema de combos que funciona de uma forma muito peculiar e natural (sem muitas dificuldades para o jogador conseguir se adaptar)!

Pros: gráficos muito interessantes, que voltam a moda antiga de se fazer RPGs, com personagens construídos em belos gráficos 2D e cenários que fazem uma boa mescla entre 2D e 3D; a trilha sonora é excelente e não economiza em emoção (o que já era de se esperar, pois ela ficou por conta de Yasunori Mitsuda, que anos antes já havia sido responsável por Chrono Trigger, Chrono Cross, Xenogears, Xenosaga: Episode I, entre outros); o enredo é excelente, cheio de reviravoltas e revelações surpreendentes, sendo que o Storyline foi desenvolvido por Masato Kato, que anos antes foi o parceiro de Tetsuya Takahashi no enredo de Xenogears; a jogabilidade é muito divertida e interessante; os produtores certamente souberam explorar muito bem o uso das duas telas do Nintendo DS, dividindo o ambiente de batalha em ambas as telas (e por vezes, até mesmo alguns inimigos grandes demais para uma tela só).

Contras: depois que você começa a chegar a um Level alto, o game começa a ficar bem fácil (especialmente se seus personagens estiverem com bons equipamentos e combos), sendo que nem mesmo boa parte dos chefes deverá ser um grande problema na segunda metade do game. Isso poderá incomodar um pouco os que procuram por um RPG desafiador, mas não deverá ser um problema para quem procura um RPG divertido com uma excelente produção em Jogabilidade/Storyline; apesar dos dubladores terem feito um trabalho bom, a qualidade de áudio das vozes deixa um pouco a desejar.

Screenshots:













Trailer:


Considerações Finais: Sands Of Destruction me trouxe semanas e semanas de expectativa, procurando informações sobre seu lançamento nos EUA. Eu tinha quase certeza de que mais um excelente RPG estava para chegar ao Nintendo DS (alias, um verdadeiro destaque dos videogames quando o assunto é RPG). Quando finalmente tive a oportunidade de jogá-lo, tudo que eu já imaginava se confirmou: Sands Of Destruction foi um game excelente, com um enredo excelente e graficamente perfeito para os que procuram RPGs feitos no maior estilo clássico do gênero (nada de superproduções, mas um visual agradável e nostálgico)! Esse ficará em minha memória, pois sem dúvida foi um dos games que mais me agradou nos últimos anos em minhas inúmeras aventuras no mundo dos RPGs! Se ainda não jogou, não deixe de jogar, especialmente se você gosta de enredos apocalípticos, cheios de teorias de conspiração, reviravoltas, etc (afinal, o Storyline do game foi uma criação de Masato Kato)! Deixem seus comentários! Aaaaaaaaaah! Para quem gosta, vale lembrar que Sands Of Destruction também tem um anime! Então era isso. Até mais pessoal!


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