quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ICO!


Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2001, 2011
Produtora: Team ICO/Sony
Revisão: em 2001 o Playstation 2 dava seus primeiros passos no mercado dos videogames. Salvo algumas exceções de games que já apresentavam gráficos totalmente a frente de seu tempo, a parte visual do videogame ficava dentro dos padrões que se esperava: uma grande melhoria do Playstation, com gráficos 3D melhor trabalhos e mais naturais. Parece absurdo pensar que foi nesse estágio que ICO (uma produção da Team ICO em parceria com a Sony) foi lançado. O título apresentou aos Gamers da época um estilo gráfico fascinante, que pode hoje ser considerado um dos pontos mais elevado do videogame da sexta geração, além de tudo criando um novo motor gráfico que foi utilizado mais tarde em Shadow Of The Colossus (o “sucessor espiritual” de ICO), onde incomparáveis e belíssimos efeitos de sombra e luz puderam ser apreciados, marcando para sempre a história de uma produtora até então desconhecida.  E não somente a história da produtora foi marcada com a chegada de ICO, mas também a dos videogames, sendo que hoje, ICO e Shadow Of The Colossus juntos (inclusive disponíveis na versão HD Collection lançada para Playstation 3) compõem, para muitos, o topo da lista das maiores obras de arte da história dos jogos eletrônicos, graças a primazia de sua produção geral (que conheceremos em detalhes ao longo dessa página). A envolvente história de ICO tem inicio com um menino de cifres sendo levado para uma ilha distante, para ser sacrificado em um ritual tradicional, pois segundo as crenças dos vilarejos locais, as crianças que nasciam com cifres seriam uma praga para as pessoas que ali habitavam. Chegando à ilha, o menino (chamado Ico, que dá nome ao game) é levado para o centro de um gigantesco castelo abandonado, onde é colocado dentro de um enorme ídolo para ser sacrificado. Desesperado com a situação, Ico balança o objeto e consegue derrubá-lo, quebrando-o com a queda, assim escapando de seu interior. Ao subir as escadarias rumo à torre do castelo, o garoto percebe que algo estava preso dentro de uma jaula. Aproximando-se, ele descobre que era uma menina. Ico então explora o local, até que consegue derrubar a jaula, libertando a bela garota de aparência misteriosa (que logo será identificada como Yorda por uma outra personagem importantíssima para o enredo). Logo em seus primeiro passos em liberdade, Yorda acaba sendo atacada por seres compostos de sombra, que tentam a todo o custo levá-la para um estranho portal dimensional de escuridão. Ico salva Yorda, e a jornada dos dois começa, com apenas um objetivo: encontrar uma forma de escapar do castelo, abrindo seus portões, selados por uma poderosa magia estabelecida pela diabólica Rainha do local! Então, prepare-se para uma aventura emocionante, onde a interação com o ambiente e com Yorda é o ponto mais alto, o que gera um envolvimento presenciado em poucas obras de sua geração (e especialmente de seu ano de lançamento, tão precoce)!

Jogabilidade: além da parte gráfica, a jogabilidade também é fascinante! Aqui você terá algo que poderia ser facilmente definido como uma volta aos conceitos mais clássicos dos Plataformers, e mais especificamente dos Cinematic Plataformers (mais realistas em termos de movimentação e possibilidades de exploração). Os cenários sempre serão os Puzzles do game, sendo que usar a cabeça é uma exigência constante para ultrapassar certos obstáculos ou alcançar lugares inicialmente inacessíveis. E o mais interessante de tudo é que o game dá ao jogador uma liberdade imensa para explorar, sem grandes restrições, onde um jogo de tentativa e erro torna as coisas ainda mais interessantes. Mas talvez o ponto mais alto do Gameplay fique por conta do trabalho em dupla com Yorda, pensado de uma forma absolutamente genial. A menina se comunica com Ico em uma língua incompreensível (representada pela ausência de legendas, que apresentam somente estranhos símbolos). Portanto, a atenção para os gestos feitos pela garota é sempre algo de extrema importância, pois ela indica onde podem estar as soluções para os Puzzles através de alguns movimentos, apontando para algum lugar, por exemplo, tentando também se comunicar com algumas frases (que com o passar do game se tornam naturais para os ouvidos dos mais atentos). Isso por si só já gera um envolvimento entre os dois protagonistas, que é potencializado por alguns comandos e possibilidades interessantes. Talvez o principal deles seja algo que DEVERIA existir em TODOS os games onde você deve proteger alguém: Ico pode segurar a mão de Yorda, assim não sendo necessário esperá-la chegar até você! Será possivel também chamar a menina através do botão determinado para a interação com ela. Se ela estiver perto, certamente virá correndo até você. Se estiver longe, gritará para você conseguir encontrá-la com mais facilidade (sim: ela definitivamente é o NPC mais carismático dos videogames que já joguei!). A lógica dos Puzzles de alguns lugares do castelo exige os poderes misteriosos de Yorda, que podem abrir as portas verdes compostas por ídolos. Nesses locais, normalmente Ico deverá ir primeiro, abrindo caminho para a menina, que obviamente é mais frágil, não podendo se pendurar em lugares perigosos ou saltar por grandes penhascos. E é ai que entra outro comando interessante: Ico poderá chamar Yorda para o outro lado de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para que ambos possam subir, em um esquema bem clássico de Puzzles de blocos), segurando sua mão e puxando-a para o local em questão. Caso ela não consiga chegar até você, balançará a cabeça e dirá algo que serve como um "não". Mas os grandes perigos do castelo estão mesmo nos Monstros de Sombras, que quando aparecem, tentarão a todo o custo levar Yorda para os buracos que se abrem no chão, de onde eles saem. Proteger a menina passa a ser sua prioridade nesse momento, pois se ela for levada... GAME OVER para você! Ico terá uma pedaço de madeira como arma (inicialmente) com o qual poderá fazer combos de alguns golpes, tudo em um esquema bem simples. Além disso, muitos Puzzles estarão ligados ao fogo, que pode ser pego na tal madeira, sendo que mesmo depois de conseguir sua outra arma, você terá de coletar a madeira temporariamente para resolver alguns desses enigmas. De resto, só o game mesmo poderá lhe mostrar, com seus conceitos inovadores e divertidos! segurando sua m de blocosgaror de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para a garora subi

Pros: os gráficos tem uma definição que chega a ser absurda para um game de 2001. Tudo graficamente chama a atenção, como os belíssimos efeitos da luz do Sol, os mínimos detalhes de sombra nos cenários e especialmente personagens (sendo que qualquer alteração nos raios Solares pode ser percebida), as paisagens (destaque para as águas, que impressionam demais por tamanha perfeição) e, além de tudo, o fato de que um simples vento nas roupas/cabelos dos protagonistas pode ser visto com clareza; o sistema de exploração e os Puzzles que compõem a aventura são geniais, ambos exigindo dedicação, atenção e raciocínio (além de que a exploração impressiona por ser extremamente extensa e complexa); Yorda é uma ótima companheira. Quer que eu seja sincero? Sempre detestei cuidar de NPCs nos games, mas Yorda mudou meus conceitos. Ela possivelmente seja uma das criaturas mais carismáticas dos games, sendo as quase 6 horas de companheirismo realmente muito divertidas (mesmo os erros dela são divertidos, até porque ela costuma ser bastante inteligente – mais um ponto positivo: excelente AI); o enredo é simples, mas chama muito a atenção, especialmente por conta do misterioso envolvimento criando entre os protagonistas, que gera expectativas nos jogadores com um clima de apego emocional genialmente bem pensado (como visto em poucas obras até o momento); a trilha sonora, com belos sons ambientes, cumpre com perfeição seu papel, dando uma ambientação ainda melhor para a exploração no enorme castelo solitário.

Contras: quem jogou e zerou ICO, sabe que temos que forçar muito para encontrar um contra nesse game. O máximo que eu poderia dizer aqui nessa sessão é que o jogo poderia ser um pouco maior, pois é consideravelmente curto. Nada que chegue perto de comprometê-lo em uma visão geral, mas se fosse mais longo, poderíamos apreciá-lo por mais tempo, o que seria ótimo, sem dúvida.  

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Se me pedisse para resumir ICO em uma palavra, minha resposta seria “fascínio”. E nesse caso não me refiro somente a parte visual, que sempre é o mais lembrado, pois o game vai além disso, tendo trazido uma jogabilidade muito agradável e envolvente, representando uma transmissão para o 3D de um estilo que talvez tenha se perdido no tempo (lembrando os conceitos dos falecidos e esquecidos Cinematic Plataformers), onde os maiores desafios ficam por conta dos próprios cenários e os Puzzles que neles se encontram. Ainda mais emoção é trazida a sua tela pela relação perfeitamente bem desenvolvida e estabelecida entre o jogador e a misteriosa menina Yorda, que torna a aventura ainda mais atraente! Uma das provas que temos de que “simplicidade” não é o contrário de uma grande produção, pois a Team ICO vem mostrando desde aqui, do ano de 2001, que super produções e verdades obras primas podem partir daquilo que se utiliza do que muitos consideram “menos” no mundo dos games (com poucos inimigos e clima de constante solidão). Um jogo altamente recomendado, e além disso: obrigatório para os donos de um PS2! Muito obrigado por acompanhar o PrettyCoolGames.Blogspot! Nos vemos na minha próxima review! E aproveite para conferir minha review de Shadow Of TheColossus também (basta clicar no nome do game, logo ai atrás)! Até mais, Gamers de Plantão! Nos vemos por aqui!


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

YAKUZA!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: Amusement Vision/Sega


Revisão: conhecido como Ryu Ga Gotoku (Like a Dragon) no Japão, Yakuza é uma série de jogos de ação/luta produzido pela Sega exclusivamente para os videogames da Sony. Usando a famosa máfia japonesa como temática, o jogo narra a história de Kazuma Kiryu, membro do clã Fuma que estava prestes a fundar sua própria família após anos de trabalho. Kiryu tinha uma forte amizade com Akira Nishiki, também Yakuza, e Yumi Sawamura, seu amor de infância. No entanto, sua vida virou pelo avesso quando Sohei Dojima, líder do clã Tojo (a família dominante), sequestra Yumi e tenta estuprá-la. Nishiki parte para salvá-la e acaba matando seu chefe. Antes das autoridades chegarem, Kiryu manda Nishiki fugir com Yumi e assume a culpa. Graças a seu antigo chefe Shintaro Fuma ele acaba na cadeia ao invés de morto. Após 10 anos na prisão, Kiryu retorna a região de Shijuku de Tóquio esperando reencontrar seus amigos. No entanto, o que acaba vendo é sua família desmoronando após o desaparecimento de 10 bilhões de yenes e da morte do atual chefe Masaru Sera. Seu antigo amigo Nishiki reaparece muito diferente do que fora e parece intimamente ligado aos eventos. Na tentativa de reencontrar a desaparecida Yumi, Kazuma acaba encontrando a menina Haruka, suposta sobrinha desta, e que procurava sua mãe Mizuki. Em um ambiente selvagem, cercado por inimigos, Kazuma tenta reencontrar uma razão para seguir vivendo, juntando os pedaços de seu passado e conseguindo novos amigos em uma sociedade conturbada e turbulenta. O jogo é ambientando em uma limitada localização da cidade de Tóquio, mas a retrata de uma maneira ímpar, havendo muitos prédios, lojas, luzes e pessoas nas ruas. O jogo foi lançado originalmente em 2005, sendo relançado no pacote HD Collection junto com Yakuza 2 este ano para Playstation 3.

Jogabilidade: a exploração da cidade é similar ao estilo mundo livre, porém mais limitado pelo tamanho de Shinjuku e pela impossibilidade de realizar saltos. A variedade de prédios que podem ser esplorados é muito grande, com amplas opções de lojas, restaurantes, sorveterias, cafeterias, supermercados, bares, casinos, casas de lutas e etc. É possível andar livremente pela cidade e completar uma série de minigames e missões opcionais enquanto se realiza as missões da história. Quando há necessidade de lutar, uma tela diferente se abre e o ambiente se torna mais limitado. Neste momento o jogo se torna um beat'em up 3D tradicional, sendo possível usar elementos do cenário e do inventário para auxíliar nos combates. Cada luta garante pontos de experiência que podem ser usados mais tarde para ampliar as habilidades de Kiryu em determinados atributos, melhorando ou ampliando seu arsenal de ataques. O inventário é limitado e o excedente de itens pode ser armazendado em um baú no bar Serena. Além das missões do jogo e extras ainda existe a possibilidade do namoro nos bares, em uma maneira típica japonesa de "hostress", e a coleção de chaves do armário central, cada uma garantindo importantes itens. Em alguns momentos do jogo Kiryu será acompanhado por Haruka enquanto explora a cidade. A presença dela "tranca" alguns locais (clubes noturnos) e abre possibilidade de uma série de jogos extras, destaque para a máquina de pescar bichos de pelúcia. Tudo isso garante a diversão e aumenta a confiança da menina no nosso protagonista. Não é possível digirir veículos ou trocar de roupa. A cada vez que se come ou bebe algo diferente uma variável quantidade de experiência é ganha, além de recuperar a barra de vida. Bebidas alcoólicas, se consumidas em excesso, diminuem temporariamente algumas habilidades de luta.

Pros: Yakuza é mais um dos games que se destaca pelo seu roteiro digno de uma grande obra do cinema. É, claro, amplamente inspirado nos filmes de ação do final dos anos 80 e início dos 90. Apesar de turrão e pouco expressivo, a história de Kazuma é capaz de comover os gamers, em um dos roteiros mais envolventes da história dos videogames. Toda a ambientação de uma cidade japonesa é incrível, o mesmo valendo para os personagens e suas expressões faciais típicas. O trabalho de dublagem é outro destaque, em especial o original japonês que, obviamente, faz mais sentido. A qualidade gráfica e sonora é visível para qualquer um que olhe os primeiros minutos de um trailer. As missões extras e os encontros tornam o jogo maior e mais interessante para quem quiser completá-los, ainda que possam ser tranquilamente dispensados por quem não quiser. Por último, as batalhas são divertidas (com raras exceções) e a experiência ganha garante uma grande progressão nas habilidades de Kiryu do início ao final do jogo.

Contras: o sistema de batalhas aleatórias lembra o de muitos RPGs, o que nem sempre é satisfatório. As armas de fogo foram bem pouco trabalhadas. Mesmo não sendo o foco do jogo poderia haver um trabalho melhor nessa área, já que a única vantagem das armas de fogo é a distância. Além disso, como normalmente acontece, algumas missões opcionais são realmente frustrantes.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: Yakuza é o primeiro jogo de uma recente e já clássica série dos consoles da Sony, que recentemente recebeu mais um título, Ryu Ga Gotoku 5. Um excelente trabalho em produção e um roteiro cativante tornam este jogo um daqueles obrigatórios para quem possuir o PS2 ou o PS3. Um grande sucesso de público e crítica e um dos maiores sucessos da Sega atualmente. Certamente um dos games que mais me marcou, recomendo a todos os fãs de ação. O game gerou mais uma continuação no PS2 e mais três no PS3, além de outros spin-offs no PSP e no PS3. Em breve voltaremos com outros títulos da série.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BULLY (SCHOLARSHIP EDITION)!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Wii, XBox360 e PC (Scholarship Edition)
Ano de Lançamento: 2006, 2008
Produtora: RockStar Games
Revisão: GTA foi uma das séries mais famosas de todos os tempos. E como uma obra da RockStar, obviamente após seu sucesso, a produtora decidiu investir em peso na criação de outros títulos que se utilizaram dos conceitos de "mundo aberto" ou "mundo livre", com ampla exploração e um ar de simulação da vida real (ainda que os exemplos dados não sejam lá os melhores... hehehe). Entre todos esses investimentos estava Bully, que conseguiu dar um tapa na cara da midia, que logo que o game foi anunciado se manifestou com acusações de que esse seria um "GTA com uniforme de colegial". Pois eles estavam totalmente enganados, pois Bully se mostrou uma produção bastante a parte de GTA (os motivos veremos mais além). Trazendo aos jogadores uma simulação da época do colegial com o clima já peculiar da RockStar, o game causou muitas polêmicas, ganhando restrições de vendas em todo o mundo e sendo quase proibido aqui pelo Brasil (pra variar, não é?), o que só não aconteceu por fortes discussões quanto ao assunto. Mais polêmica ainda veio por parte dos nossos "amigos" da Gamespot, que trouxeram a notícia da possível proibição com uma irônica manchete que dizia algo como "Com suas enormes festas, praias de Topless e favelas sem lei, o Brasil tem fama de lugar onde pode tudo... ou quase tudo", o que irritou alguns leitores Brasileiros (que feio, Gamespot...). Mas deixando as polêmicas de lado, vamos ao enredo do game: tudo se inicia quando o jovem Jimmy Hopkins é transferido para o famoso e respeitado colégio interno, Bullworth Academy. Contrariado com a ideia de morar no colégio por algum tempo até alcançar seu diploma, Jimmy chega ao local já arrumando confusões. O diretor da instituição alerta o garoto para ficar longe de problemas, afirmando que se fizesse o contrário, teria de se ver com ele. Após conhecer um pouco da escola, a mando do próprio diretor, Hopkins acaba brigando com os metidos do grupo de alunos conhecidos como "Bullies". Após ser pego por um dos inspetores, Hopkins é mandado para o dormitório para trocar suas roupas pelo uniforme. Lá, Jimmy conhece o estranho, prepotente e megalomaníaco Gary Smith, que se oferece como amigo, avisando que o Bullworth era um local onde amigos eram algo importante (e os motivos eram mais do que obvios). Assim, Jimmy se une a Gary! Juntos eles irão arranjar confusões com todos os grupos do colégio, em busca de serem os mais respeitados estudantes do local! E é assim que você começa nessa divertida aventura, que além do inicial lançamento para Playstation 2, ainda teve relançamento para Wii, Xbox360 e PC, em uma versão chamada de Scholarship Edition, que trazia algumas missões extras, assim como outros conteúdos não encontrados na primeira versão (aulas extras, roupas novas, novos alunos, etc).

Jogabilidade: deixando de lado o clima mais urbano de briga de gangues visto em GTA (pelo menos até certo ponto), Bully apresenta uma jogabilidade 100% focada na vida escolar, com diversos elementos de "simulação da vida real", sendo possível fazer amigos, arranjar namoradas, trabalhar, e obviamente, estudar. Ainda que muitos desses elementos não sejam exatamente uma novidade para os mais experientes nos games da Rockstar, eles foram trabalhados de uma maneira tão característica que conseguem se distanciar bastante de suas origens. Podemos perceber isso, por exemplo, no fato de que é possível literalmente interagir com qualquer aluno da escola (e por vezes até mesmo algumas pessoas das ruas, a partir do momento que os portões da escola se abrem), comunicando-se com eles de forma positiva ou negativa, o que pode gerar amizades ou brigas. Isso ajuda a dar uma impressão de que todo mundo está ali por um motivo, o que é muito interessante, chamando a atenção logo nos primeiros momentos. No topo da tela, você terá um mini-mapa, que lhe ajudará a encontrar suas missões ou avisar sobre as aulas disponíveis no momento (caso não ouça o alarme). Alias, as aulas são muito importantes para a customização do personagem e avanço no game. Ainda que até certo ponto não seja obrigatório completar 100% das aulas com as melhores notas possíveis, os benefícios por tal feito compensam muito! Cada uma das aulas trás certos "Upgrades" para Jimmy, como por exemplo, as de artes, que o ensinam a conquistar as garotas com mais facilidade (chegando ao ponto em que qualquer garota da escola pode ser uma namorada), assim como as aulas de química dão alguns novos itens, como bombas, muito úteis ao decorrer do jogo. Além dessas, outras serão visitadas, cada uma com seus benefícios. Como em diversos games da Rockstar, aqui você também terá um meio de transporte para facilitar suas buscas pela grande cidade do game. Esse será a bicicleta, que poderá ser customizada com o passar do jogo graças as aulas de mecânica. Vale lembrar também que existem lojas espalhadas pelo mapa, o que inclui as famosas lojas de roupas. O dinheiro pode ser adquirido nas missões, mas em maiores quantias por meio do trabalho. Alguns NPCs do jogo oferecem trabalhos para Jimmy, sendo os mais comuns o de entregador de jornal e o de cortador de grama (sendo esse último feito também como punição por maus modos na escola). Jimmy terá uma boa quantidade de "armas" ao seu dispor, como dinamites, bombas de mal cheiro, ovos e um estilingue. Além delas, terá também um Skate, que na ausência de uma bicicleta, ajuda bastante em longos percursos. Mas fique de olho: brigar, andar de Skate ou namorar nas dependências da escola não é permitido. Se um monitor lhe pegar fazendo alguma dessas coisas, ele tentará levá-lo para o diretor. É ai que entram os armários e as lixeiras (ou melhor... você entra nelas), que servem como esconderijos infalíveis!

Pros: os gráficos são ótimos, por muitos considerados um Top dentro da Rockstar da era PS2, com um estilo diferente do tradicional e bastante detalhado; as lutas são muito interessantes, com muitos elementos mais realistas e comandos mais intuitivos, menos automatizados, o que agrada aqueles que procuram um game com um foco bem grande em tal quesito (fora as possibilidades de uso do ambiente à seu favor, como jogar seus inimigos nas lixeiras!); a simulação da vida escolar ficou perfeita, com inúmeras possibilidades de zuar os colegas, aulas interessantes, jogos e grupo bem distribuídos de alunos, todos com suas "rixas" e características de aparência e personalidade (coisa típica nas escolas dos tempos modernos); no aspecto NPCs, Bully ganha de muitas outras produções de seu gênero. Nenhum aluno é um "Zé Ninguém", pois como já foi dito, a interação com eles é muito bem produzida; o enredo, ainda que simples, é muito agradável, lembrando o cinema americano no estilo colegial; as missões (e especialmente os combates contra os chefes) são muito variadas, impedindo o game de cair na monotonia. 

Contras: o primeiro "problema" do jogo é o cronograma de aulas no inicio da jogatina, que é realmente muito corrido, com uma aula atrás da outra, quase não dando tempo de você se divertir com outras coisas. Mas talvez o ponto mais irritante do game seja a inteligencia artificial, que varia de excelente para péssima em questão de segundos! Digo isso porque por vezes os alunos tem surtos psicóticos, arranjando problemas para você por simplesmente ter esbarrado neles! E alguns segundos depois, passam cumprimentando você como amigos íntimos... vai entender, não é? Acho que faltou uma dosagem correta nesse aspecto.

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Trailer:


Considerações Finais: Talvez o game mais polêmico da Rockstar, justamente por abordar uma parte da vida do ser humano onde passar a ideia de educação e bons modos é o grande objetivo daqueles que estão à frente dos grandes grupos de adolescentes e jovens. Mas como costumo dizer, videogames são videogames, vida real é vida real (e quem não sabe diferenciar esses dois mundos, certamente deve procurar algum tipo de tratamento... rápido, agora!). Saindo desse assunto absolutamente ridículo, digo que Bully é um game excelente, fora dos padrões mais comuns de sua produtora. Muitos elementos inovadores podem aqui ser encontrados, proporcionando um gameplay com muita diversão, muita interação com os personagens do game, um excelente sistema de lutas e um tom de humor sarcastíco (tipico das produções da nossa querida Rockstar)! Se ainda não experimentou uma boa jogatina em Bully, corra para fazer isso! Você verá poucas coisas no mundo dos videogames parecidas com ele (ou talvez nenhuma)! Um excelente game, recomendado mesmo! E não se esqueçam crianças: nada de jogar pessoas nas lixeiras, soar os alarmes de incêndio do colégio para assustar os colegas ou trancar os outros nos armários, pois "Bulling" não é legal! Um abraço a todos! Até mais!


domingo, 16 de setembro de 2012

SILENT HILL 4: THE ROOM!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2, PC
Ano de Lançamento: 2004
Produtora: Konami
Revisão: o quarto jogo da série Silent Hill chegou ao mercado com uma proposta diferente de seus antecessores. Permanecia, claro, o clima perturbador típico da série, mas diversas características foram alteradas. Talvez a principal delas tenha sido o cenário. Os eventos de The Room ocorrem principalmente em Ashfield, uma cidade vizinha a Silent Hill. A história começa relatando a feliz chegada de Henry Townshend a seu novo apartamento. No entanto, três dias após a mudança Henry não foi capaz de deixar sua casa, ficando incomunicável com o mundo externo. Sua única pista é uma mensagem na porta escrito "Não saia. Walter". Além disso, apresentava pesadelos recorrentes sobre monstros saindo de suas paredes. Henry estava a um passo de perder a sanidade quando um misterioso buraco surge em seu banheiro. Sem nada a perder, Henry entra neste e misteriosamente sai no Metrô próximo a seu prédio. Lá encontra a provocante Cynthia Velásquez, que aparentemente acredita que tudo não passa de um pesadelo. Os dois começam então a procurar uma maneira de escapar do metrô enquanto são atacados por bizarras criaturas. No entanto, após uma pausa no banheiro os dois acabam se separando (que tipo de cara respeita restrições como banheiro feminino numa situação dessas??). Após muita procura ele a encontra agonizando em uma sala após ser esfaqueada, com o número 16121 marcado no peito. Henry  se vê no meio de um misterioso ritual que envolve assassinatos em série e sacrifício humano. A busca por respostas, sua única chance de sobreviver neste terrível mundo, o leva às pesquisas de Joseph Schreiber, o antigo morador do quarto 302, local que parece estar intimamente ligado ao culto macabro. Com o tempo todo o prédio acaba envolvido, especialmente o explosivo Richard Braintree, o zelador Frank Sunderland (que supostamente seria o pai de James Sunderland, protagonista de Silent Hill 2), e Eileen Galvin, vizinha de Henry pela qual ele rapidamente se apega emocionalmente. Quem é o misterioso Walter, qual a intenção de seu ritual sinistro e qual a relação disso com o quarto 302 são algumas das perguntas que Henry terá que responder na desesperada tentativa de escapar de seu pesadelo. O interessante da história do jogo é que ela se baseia em dois pequenos textos sem grande importância presentes em jogos anteriores. Em Silent Hill 2, no lixo dos apartamentos, James acha um jornal com a história de Walter Sullivan, um homem que se suicidou após matar duas crianças seguindo a "vontade do diabo". Já em Silent Hill 3 Heather lê a história da casa que "cuida" de crianças, a Hope House (no SH4 chamada de Wish House), escrita por Joseph Schreiber. Essa casa, logicamente, está diretamente ligada a antiga religião de Silent Hill conhecida como A Ordem.  Apenas um detalhe, mas que torna ainda mais interessante o roteiro deste game.

Jogabilidade: há uma clara divisão entre dois ambientes: os mundos (metrô, floresta, prisão, apartamentos, prédio, hospital), onde a exploração ocorre no padrão 3D similar aos anteriores e a movimentação é livre, respeitando os limites do cenário; e o apartamento 302, um ambiente inicialmente seguro que traz interação com diversos enigmas apresentados nos mundos. A exploração do último ocorre em primeira pessoa. Em casa é possível repousar (recupera a vida), salvar o jogo, trocar itens no baú ou interagir com os diversos utensílios da casa. Após determinado evento, no entanto, essa sensação de segurança acaba, já que fantasmas aleatórios passam a assombrar diversos cômodos, em um clima bastante inspirado no clássico Poltergeist. Em sua jornada o protagonista pode retornar para seu apartamento toda vez que encontra buracos. O combate contra os monstros é basicamente por armas brancas, como é tradicional na série. Nesse sentido, Henry é especialmente limitado, tendo movimentação lenta e golpes descoordenados. Há apenas duas armas de fogo, que devem ser guardadas para monstros especiais ou o último chefe. A Inteligência Artificial do jogo é bem precária, eu diria que talvez seja a pior que eu me lembro. Os monstros são muito burros, não tendem a cercar o jogador e atacam de maneira desordenada. E não são raras as vezes que o antagonista principal do jogo ataca outros monstros, livrando o caminho de Henry. O que pode parecer uma coisa boa em princípio torna-se infernal quando a mesma AI controla algum outro personagem que deve acompanhar Henry. Dessa forma, seu parceiro desarmado sempre tenderá a se colocar na maior situação de perigo possível. Se considerarmos que não é possível dar comandos a estes personagens e que o final bom depende do quanto você "cuida" de um deles, teremos realmente um grande problema. Falando em finais, o jogo tem 4, todos "sérios" (não há final ufo ou dog desta vez). O enredo do jogo é relativamente linear, ainda que haja grandes revelações elas tendem a não ser tão impactantes, especialmente se compararmos com os dois primeiros.

Pros: o trabalho gráfico neste jogo é ótimo, entre os melhores da sexta geração. A trilha sonora, tradicionalmente feita por Akira Yamaoka, está incrível, ainda que isso não seja novidade a fãs da série. A interação dos enigmas com o apartamento é uma ideia sensacional (inclusive utilizada por outras franquias mais tarde), exige bom raciocínio lógico e exploração das coisas básicas que cada casa tem. A exploração deste ambiente em primeira pessoa auxilia muito o suspense. Aliás, falando na casa, as assombrações presentes da metade em diante tornam o game ainda mais perturbador, além de tornar cada jogada potencialmente diferente pela característica randômica delas. As revelações sobre os assassinatos são bem interessantes e os personagens conseguem ser razoavelmente cativantes, garantindo que boa parte dos jogadores consiga aproveitar bem seus grandes momentos. Por último, resta dizer que o clima perturbador é muito forte neste jogo, de forma diferente de seus antecessores, mas de intensidade semelhante. Assim como ocorre em SH2, boa parte dos monstros apresentados tem uma complexa história por trás, explicada ao longo do jogo.

Contras: o que mais me incomoda é a já referida questão da inteligência artificial, que será responsável por algumas horas de jogo perdidas, se não o jogo todo ao comprometer irreversivelmente o final desejado. Ainda que o roteiro em si me pareça bom, a maneira como ele é conduzido é cansativa, os diálogos por vezes são entediantes (what the hell...) e expressão dos personagens dá muito a impressão que são "atores ruins" (ponto negativo também para a dublagem). A mudança no foco da exploração do jogo e a ausência doa enigmas clássicos geralmente é motivo de reclamação por parte dos fãs mais tradicionais, além da ausência de chefes (o que é MUITO relativo). Por último, os fantasmas aleatórios, interessantíssimos, podem ser mais um fator de frustração, já que alguns são raríssimos (o do telefone e o do retrato por exemplo), enquanto outros aparecem até 4 vezes na mesma jogada.

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Silent Hill 4 é uma grande mudança de foco na série. Boatos de Internet (até onde sei apenas boatos) dizem que ele deveria ser um jogo à parte chamado The Room e que o título Silent Hill foi incluído de última hora para aumentar as vendas. Não sei se é verdade, mas não seria surpresa. A história por vezes até tenta forçar  uma relação com os anteriores, mas é algo bem fraco. Tamanha mudança dividiu público e crítica.  Alguns o consideram inovador e divertido enquanto outros praticamente acham um insulto à série. Eu fico com os primeiros, considero The Room um bom jogo de terror, com vários momentos interessantes e perturbadores, mas com sérios problemas na jogabilidade e com um enredo mais simples e direto. Tal roteiro torna as jogadas sequentes cada vez mais fracas, diferente do que ocorre nos outros em que a cada vez que se completa se descobre coisas novas. Mas fãs da série e do estilo não podem deixar de conferir mais um dos grandes (e extintos?) bons jogos de terror que povoavam amplamente a quinta e a sexta geração.


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SOMA BRINGER!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Action RPG
Plataforma: Nintendo DS
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Monolith Soft/Nintendo

Revisão: como alguns já devem saber, recentemente a empresa Monolith foi comprada pela Nintendo, que ajudou financeiramente a produtora a crescer e se manter no mercado, competindo com outras grandes produtoras. Graças a essa parceria temos hoje, por exemplo, o maravilhoso Xenoblade. Mas o game que marcou o início dessa união foi Soma Bringer (lançado em 2008 para Nintendo DS), que foi oficialmente o primeiro game da Monolith com marca também da Nintendo. Como em outros dos games da Monolith (Xenosaga, por exemplo), em Soma Bringer novamente o senhor Tetsuya Takahashi assume o papel de roteirista e diretor, tendo à seu lado mais uma vez seus fiéis parceiros de trabalho, com destaque para Soraya Saga (também roteirista e diretora) e Yasunori Mitsuda (ícone das trilhas sonoras de RPGs). Como um game de Tetsuya Takahashi, Soma Bringer segue uma linha de enredo extremamente complexa, com muitos mistérios, questionamentos filosóficos, profundidade na apresentação dos personagens e temas pouco convencionais, fora dos clichês (características já famosas em suas produções). Porem, dessa vez Tetsuya decidiu deixar um pouco de lado o sistema Turn Based dos RPGs, partindo para um sistema Action bem tradicional (lembrando alguns consagrados títulos do gênero). Soma Bringer tem inicio com uma narrativa sobre o grande continente de Barnea, que recentemente havia sofrido com um ataque devastador de uma desconhecida raça chamada de Visitors (seres parasitários, que tomam o corpo de outros seres vivos para garantirem sua sobrevivência no planeta). Com a chegada de tais seres, a poderosa energia Soma passa a se tornar desequilibrada, causando frequêntes problemas para diversas cidades do continente. Em busca de uma solução para conter as anomalias da Soma (que acima de tudo era uma fonte de energia indispensável para a humanidade e sua tecnologia), a organização Secundady cria uma divisão militar conhecida como Pharzuph, que tem como objetivo manter o equilíbrio da Soma. O novato na equipe é Welt, que parte em sua primeira missão como membro da Pharzuph, onde o objetivo era investigar as causas do surgimento de Visitors na região da floresta de Junel, justamente onde você assumirá o controle dessa aventura e começará a conhecer os mistérios que fazem parte de mais um enredo espetacular de Tetsuya Takahashi, que passará a se desenrolar com diversas perguntas, muitas vindas da misteriosa menina chamada Idea, rodeada de enigmas que nem mesmo ela sabe como desvendar (portanto, prepare-se para muita emoção)! Já aviso que esse é recomendadíssimo!

Jogabilidade: o gameplay segue uma tendência Action RPG, onde seus ataques, magias e uso de itens acontecerão em tempo real, sem a necessidade de abrir menus. Basicamente no inicio da aventura você poderá escolher entre 6 guerreiros diferentes (Welt, Forte,  Jadis, Granada, Einsatz ou Cadenza). Assim que escolher o(a) de sua preferência, você poderá escolher a classe a qual ele(a) pertencerá, sendo que cada classe tem sua características, habilidade e armas. As classes são: Gunners (usam armas de fogo e arcos); Battlers (todos os tipos de espadas); Corps (espada + escudos e lanças); Darks (lanças e machados); Kampfs (dual de espadas e garras); Somas (os magos, que dominam todas as magias dos elementos). Seu personagem jogável será o que você escolheu, e você poderá desenvolver suas habilidade e Status conforme preferir. Digo isso porque existe um sistema interessante de Upgrades das características dos personagens, feitos a partir dos pontos que você ganha ao longo de sua evolução. A cada Level, você ganhará exatos 3 Character Points (CP) e 3 Ability Points (AP). Os CPs servem para aumentar os Status básicos (ATK, DEF, SKL, STR, MAG, VIT). Já os APs servem para adquirir/potencializar as habilidades, sendo que quanto mais alto for o Level dessas, mais eficientes serão. Dentre as habilidades estão as de ataque, de defesa e algumas magias, que variam muito de classe para classe (podendo ser magias de ataque ou que causam Status negativos, ou mesmo magias de suporte, como as de cura ou as que dão Boosts nos Status do grupo). No momento que você tiver suas habilidades adquiridas, você poderá programá-las no menu de batalha, onde cada botão de seu Nintendo DS irá acionar uma delas (A, B, X e Y). Será possivel fazer até 4 menus diferentes, possibilitando a utilização de 4 combinações de habilidades de acesso simples durante os combates. O mesmo poderá ser feito com os itens, que também terão um menu rápido, onde você poderá colocar os que utiliza com mais frequência. Vale lembrar que muitos itens serão encontrados durante o percurso pelas Dungeons. Levando em consideração que o inventário não é muito grande, você deverá retornar algumas vezes para o navio Schildröte (ou para o vilarejo mais próximo) com o objetivo de depositar/vender os itens. Para isso você poderá utilizar os Soma Gates (portais com capacidade de teleporte), encontrados ao longo das missões, que muito facilitam esse processo. Para terminar as explicações, devo lembrar que você poderá levar sempre 2 personagens com você. Eles também poderão ser customizados, porem não da mesma forma: você apenas poderá modificar o estilo de ataque e as táticas que eles utilizarão, sendo que isso também normalmente mudará suas habilidades/magias e equipamentos. Novos estilos serão adquiridos sempre a cada 10 Leveis, fazendo com que você possa optar entre diferentes táticas para seu grupo (melhorando os combates conforme suas preferências).

Pros: graficamente o game é maravilhoso, com cenários bonitos e variados, além de inimigos e personagens muito bem produzidos (tudo isso desenvolvido em um estilo gráfico incomum, misturando elementos de Cell-Shading com o 2D mais tradicional, sempre baseados em muitas cores); a trilha sonora é fascinante. Alias, não poderia ser diferente, sendo que o responsável pelas canções da obra foi Yasunori Mitsuda, que não costuma cometer erros; o estilo de jogabilidade é interessantíssimo, com diversas características que agradarão à todos que procuram um Action RPG desenvolvido dentro do melhor padrão do gênero, contando com uma boa customização dos personagens e um sistema de combates extremamente agradável (você se divertirá a todo o tempo lutando!); as Boss Battles são emocionantes, além do fato de que os chefes serão em sua maioria enormes, mostrando mais uma vez o empenho da equipe responsável pela parte visual; o enredo é incrível, com as características que marcam as obras de Tetsuya Takahashi (profundidade e riqueza de detalhes no conhecimento do enredo e personagens, que se mostram todos vitais para o andamento dos fatos); a quantidade de armas e equipamentos é gigante, com opções para todos os gostos.

Contras: por vezes, a administração dos itens/equipamentos é muito complicada! Isso ocorre especialmente pela grande variação de Status das armas/equipamentos, causada por suas cores (que as define quase como itens diferentes, mesmo que sejam claramente a mesma arma/armadura). Sendo assim, muitas vezes você ganhará uma arma que é melhor que a sua por um mínimo detalhe, mas ao mesmo tempo, alguma coisa nela é pior (algo semelhante ao que acontecia em Diablo, por exemplo, normalmente com armas "não identificadas"). Isso possivelmente fará com que você leve consigo mais de uma arma especialmente, gerando menos espaço em seu inventário. Mas nada que algumas voltas ao navio ou vilarejo não resolvam (por sorte os Soma Gates tornam esse processo super rápido e nada cansativo!).

Screenshots:













Trailer:


Considerações Finais: Aqui está mais uma obra que alcançou um posto diferente entre meus games favoritos! Mais um enredo extraordinário vindo de um verdadeiro gênio dos roteiros/direções. Uma longa jornada que me proporcionou momentos de extremas emoções (misturadas entre alegrias e tristezas, passadas pelos fatos muito bem apresentados ao longo do Storyline). Novamente, uma característica dos games de Takahashi se mostra muito forte aqui: profundidade! Portanto, digo a todos os que procuram um RPG verdadeiramente completo: não deixem passar esse game! Garanto à todos os leitores que essa é mais uma obra genial, que deve ser jogada por fãs do gênero RPG como um todo e, mais ainda, por fãs dos Action RPGs! Além de todas as maravilhas apresentadas na historia, a jogabilidade ainda potencializa as notas positivas, pois ela é extremamente viciante, fazendo com que você não consiga mais parar de jogar! Portanto, não esqueçam nunca desse nome: Soma Bringer! Simplesmente um RPG sensacional (que em detalhes assim, é encontrado quase como uma exclusividade por aqui, no PrettyCoolGames)! Deixem seus comentários! Nos vemos na próxima postagem, Gamers de Plantão! Até mais! E não deixem de conferir minhas postagens de outras grandes obras-primas do senhor Takahashi: Xenosaga I: Der Wille Zur Macht e Xenosaga II: Jenseits Von Gut Und Böse (só clicar)!


domingo, 9 de setembro de 2012

DRAGON AGE II

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Action RPG
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, PC
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Bioware


Revisão: o primeiro jogo da série Dragon Age foi lançado em 2009, elevando ao máximo dos potencial dos RPGs de múltiplos caminhos lançados pela Bioware. O jogo atingiu tamanha popularidade que foi considerado o RPG da década por muitos, sendo garantida sua continuidade. O segundo game foi lançado dois anos depois e se passa novamente em Thedas, um mundo amplamente inspirado na mitologia nórdica e nos contos de Tolkien. Não se trata de uma continuação direta de Origins, mas sim de eventos paralelos. Durante o ataque do Archdemon e dos Darkspawn a Ferelden, muitas famílias fugiram e procuraram abrigo em reinos vizinhos. Para maiores detalhes do enredo por trás do primeiro jogo clique aqui para ler a minha review. Logo no início do jogo, o aventureiro anão Varric é sequestrado por um grupo chamado A Ordem, sendo interrogado sobre o paradeiro do "campeão". O jogo é então narrado retrospectivamente pelo anão. Você assumirá o controle de Hawke, um dos refugiados que tenta desesperadamente deixar Ferelden com sua mãe e com seus irmãos, o cavaleiro Carver e a bela maga Bethany. É possível editar a classe de Hawke (guerreiro, mago ou ladino), sexo e aparência, mas ele obrigatoriamente será humano e começará neste contexto, com possibilidades muito mais limitadas que no primeiro. Durante a escapada, Hawke e sua família encontram a brava Aveline e seu marido Wesley. A partir de então, os eventos serão baseados na escolha da profissão e dos diálogos. Mas obrigatoriamente Hawke acabará na cidade de Kirkwall. Num território  hostil, repleto de corruptos e bandidos prontos a explorar os refugiados, Hawke deve encontrar uma forma de se estabelecer com sua família, além de resolver os problemas da conturbada cidade, dividida entre a ordem religiosa (The Chantry) e a ordem militar (The Templars). No caminho, Hawke contará com apoio de sua família, de sua amiga Aveline, do anão Varric, da pirata Isabela, da elfa Merril, do elfo escravo Fenris e do mago Anders. Dragon Age 2 representou uma tentativa de popularizar ainda mais a série, retirando muito das opções e interação do primeiro jogo para dar lugar a gráficos e efeitos sonoros muito melhorados e uma jogabilidade mais simples, conforme veremos adiante. Além disso, abandonou o "conto do herói" utilizado no jogo anterior, abordando temas como domínio da Igreja sobre o Estado, Militarismo, preconceito de raça e liberdade religiosa, tendo portando uma visão mais adulta.

Jogabilidade: a base do jogo segue sendo o Advanced Dungeons & Dragons, assim como o anterior. A grande inovação de Dragon Age 2 foi no controle dos personagens. Muitos jogadores tiveram dificuldade de adaptação ao primeiro, onde o personagem ficava frente a frente com o inimigo bastante exposto enquanto trocavam golpes. O segundo se transformou em um Action RPG bem característico, exigindo destreza nas alavancas para evitar os golpes dos inimigos. Na verdade, o sistema de batalhas pode ser comparado com o Hack'n'Slash, já que o clássico "smash buttons" está igualmente presente. A Inteligência Artificial também foi simplificada de modo a tornar mais fáceis as táticas programadas. As armas que podem ser equipadas são restritas a classe. Dessa forma, não é possível mesclar as profissões criando, por exemplo, um mago guerreiro. Apenas Hawke pode trocar de armadura, os demais trocarão em pontos específicos do jogo e não podem ser removidos. As opções de habilidade são vinculadas a subespecialidades, podendo ser livremente escolhidas. A cada level up você poderá aumentar os atributos de seus personagens e acrescentar um golpe/habilidade. De resto, a jogabilidade segue as mesmas regras, o grupo pode ter até quatro pessoas, sendo um controlado diretamente pelo jogador e três pela AI. É possível dar comandos aos membros do grupo, assim como definir como deve se portar frente à batalha. Como no anterior, as falas de Hawke devem ser escolhidas pelo jogador, sendo que isso permitirá melhorar ou piorar o relacionamento com o(s) personagem(ns) envolvido(s), variando de rival a aliado, havendo a possibilidade envolvimento romântico em alguns casos.

Pros: a jogabilidade foi muito melhorada, de fácil compreensão e adaptação, exigindo precisão e habilidades manuais, além das tradicionais táticas. Novamente todas as falas de Hawke devem ser escolhidas, resultando em diversas opções de diálogos. Mas dessa vez todas elas são dubladas, sendo que o tom de voz depende da opção mais vezes escolhida, podendo ser bondoso, rude ou irônico. Os cenários são amplos e muitas vezes variáveis dependendo do momento em que se entra neles. Como é tradicional neste gênero, o jogo é repleto de side-missions, extras e DLCs, que ampliam ainda mais o já gigantesco mundo de Dragon Age e ajudam a explicar melhor a história de alguns personagens. A temática mais adulta do roteiro, ainda que fuja um pouco do comum neste tipo de conto, ajuda a tornar o jogo mais envolvente e reflexivo.

Contras: acho seguro dizer que quem jogou o primeiro jogo e o achou muito bom terá algumas decepções com sua sequência. Além de um ambiente consideravelmente menor (apenas uma grande cidade), há poucas opções na edição do personagem (obrigatoriamente humano), e as decisões tomadas ao longo do jogo resultam em poucas possibilidades reais no final (4 ou 5 dependendo do ponto de vista). As escolhas de relacionamentos são fracas, muito porque os personagens do jogo são menos complexos e suas relações bem pouco abordadas.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Dragon Age II a meu ver representou uma simplificação desnecessária de Origins. Foi uma provável tentativa de atrair um público mais amplo através de um sistema de jogo menos complexo. O resultado foi a reclamação dos fãs tradicionais do primeiro título, resultando em menor popularidade e sucesso. O roteiro também acabou por desagradar alguns por narrar a história de um refugiado tentando ganhar a vida, diferente do primeiro que fazia o clássico relato do conto do herói (mesmo que não seja lá muito original). Mesmo assim é um jogo divertido e acessível a um amplo número de gamers por suas características de ação. A possibilidade de relacionamentos e os múltiplos caminhos seguem sendo característica da série e da produtora. Assim como ocorreu com Origins, várias DLCs foram lançadas com intuito de ampliar o jogo. Apesar de não ser um épico como o primeiro, é com certeza um bom jogo que merece ser conferido por gamers em geral. Ainda mais neste momento, quando muita expectativa é criada em cima da Bioware pela produção de Dragon Age 3. Aos fãs resta esperar e ver!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SUPER MARIO WORLD!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura, Side-Scrolling
Plataforma: Super Nintendo, Gameboy Advance
Ano de Lançamento: 1990 (SNES), 2001 (GBA)
Produtora: Nintendo
Revisão: que tal continuar lendo sobre uma das franquias mais importantes para a história, evolução e popularização dos videogames? Então, vamos nessa, hoje com o lendário e aclamado Super Mario World, lançado inicialmente em 1990, fazendo fama no Super Nintendo (e não esqueça de ler também minha review de Super Mario World 2: Yoshi's Island). Esse talvez tenha sido o game mais importante para minha infância nos videogames e, consequentemente, para o meu interesse em tal assunto. Muito joguei esse jogo, e acredito que muitos Gamers aqui ligados podem dizer o mesmo, não é? Eu mesmo, quando criança (cá entre nós), já inventei algumas dores de barriga para não ir na aula para passar a tarde jogando Super Mario... e agora estou aqui admitindo meus pecados (risos). Mas deixando o papo furado de lado, vamos direto ao ponto: Super Mario World inicia-se com as férias dos conhecidos irmãos Mario e Luigi, que após um duro trabalho de salvar a Princess Toadstool, decidem descansar em um lugar chamado Dinossaur Land (uma das províncias do Reino dos Cogumelos, habitada por diversas espécies de dinossauros). Porém, como já era habitual, a Princesa some sem dar sinal de onde poderia ter ido. Mario e Luigi procuram por ela em diversos lugares, até que encontram um ovo, onde um Yoshi estava aprisionado. O Yoshi explica que uma maldição havia caído sobre a Dinossaur Land, e que outros diversos Yoshis também estavam aprisionados, correndo perigo. Sabendo que a maldição (e também o sequestro da Princesa Toadstool) só poderiam estar ligados ao Rei Koopa Bowser, Mario parte em sua missão para salvar a Princesa e a Dinossaur Land, para assim trazer a paz absoluta para o local, livrando os Yoshis e a Princesa das garras dos servos de Bowser! Esse é um game espetacular, com tudo que há de melhor nessa sensacional série (que como era de se esperar de qualquer Game-maníaco, também uma das minhas favoritas)! Vale lembrar que ele foi relançado na coleção Mario Advance, que trouxe alguns dos principais títulos da franquia para o portátil Gameboy Advance. Esse especificamente foi relançado em Super Mario Advance 2, de 2001. Então, dadas as informações desse tópico, venha comigo agora para conhecer a jogabilidade!

Jogabilidade: tradicionalmente, Mario era uma personificação exata dos conceitos de um game de plataforma, com diversos buracos espalhados pelos cenários (e outros obstáculos a serem ultrapassados) e locais onde você podia saltar para fazer uma exploração no sentido 2D Side-Scrolling. Nesse título, tudo isso também se fez presente. Porem, muitas inovações também surgiram, e agora vamos observar justamente elas. Primeiramente, devo começar pelo dinossauro Yoshi, que aqui tem um papel importante também. Em algumas fases, você encontrará um Yoshi preso nos clássicos Blocos. Ao bater no Bloco, Yoshi saltará de dentro dele, saindo de seu ovo logo em seguida. Então, será possível pular nas costas de Yoshi para "cavalgar" nele. Yoshi, além de ser mais forte e rápido que Mario, também pode engolir alguns objetos (assim como alguns inimigos mais fracos, que morrem com apenas um golpe). Dentro dos principais objetos que Yoshi pode engolir, é importante citar os cascos dos Koopas, sendo que dependendo da cor do casco, um efeito diferente será adquirido: os cascos vermelhos fazem Yoshi cuspir fogo (o que mata boa parte dos inimigos instantaneamente); o casco verde é simplesmente cuspido em linha reta (também matando os inimigos que estiverem em seu percurso); o casco azul faz Yoshi ganhar asas, podendo voar, obviamente (o que ajuda no alcance de segredos que as fases escondem); e por fim, o raríssimo casco amarelo fará com que Yoshi ganhe o dobro de sua força (com um pisão que mata qualquer inimigo que estiver perto dele no momento do pulo + queda). Um Yoshi poderá ser levado para qualquer fase, sendo que ao termino de uma fase, Mario continua montado nele. Você poderá andar pelos enormes mapas, selecionar uma fase e Yoshi ainda estará com você. O único local que Yoshi não entra são os Castelos dos chefes, filhos de Bowser. Além de Yoshi, Mario também terá o auxilio de alguns itens (caso perca o Yoshi, o que acontece levando um dano qualquer) já clássicos na série, como a flor que faz Mario soltar bolas de fogo ou o Cogumelo que faz ele crescer. Mas dessa vez, você verá também o item que se tornou o favorito de qualquer um que jogou esse game: a pena, que faz Mario ganhar uma capa mágica, capaz de fazê-lo voar! Assim você poderá explorar muito mais as fases, e encontrar muitos dos segredos que fazem você alcançar o 100% do game ao seu final! 

Pros: assim como qualquer outro game de Mario, esse é diversão garantida, sendo que tudo contribui para esse feito (gráficos estilizados e extremamente bonitos, trilha sonora empolgante, inimigos e personagens divertidos, psicodelia para todos os lados, etc); a jogabilidade fluí muito bem, sendo de fácil adaptação para qualquer jogador, além de contar com muitos itens e possibilidades novas para os jogadores mais antigos da série; o World Map é enorme, com fases para todos os gostos (castelos dos fantasmas Boo's, Castelos dos filhos de Bowser, florestas, montanhas, cavernas e as tão odiadas fases da água!); as fases contam com muitos segredos, como caminhos secretos que podem levá-lo a pontos totalmente distintos, estendendo-se até mesmo para locais antes nunca visitados no próprio World Map. Tantos mistérios certamente adicionam uma bela dose de desafio, diversão e exploração para aquilo que para muitos menos informados, parecia simples; as Boss Battles são sempre interessante, bem mais variadas em comparação aos games mais antigos, onde a varição era bem pequena. Aqui você terá de usar diferentes estratégias para passar dos chefes e avançar em sua aventura.

Contras: talvez o único contra que poderia ser percebido nesse game é a dificuldade de encontrar certos locais secretos. Eu mesmo o zerei umas 5 vezes para chegar a algumas conclusões, pois alguns locais secretos estão escondidos até demais! A boa notícia é que realmente vale a pena fazer o 100% (sonho de infância de qualquer criança de teve parte de sua vida no SNES), pois o final muda para algo realmente compensador! Não vou dizer o que muda para não estragar a surpresa, pois bom mesmo é descobrir por você mesmo!

Screenshots:












Trailer:


Considerações Finais: Esse é certamente um dos games mais famosos, importantes e históricos dos videogames, e eu me sinto quase um idiota afirmando aqui o obvio que todos já sabem! Acho difícil  (ou impossível, talvez) imaginar alguém que não conheça esse jogo, pois ele esteve por anos e anos (e continua até hoje) estampado nas principais propagandas de games do SNES. Assim como ele me marcou muito, fazendo minha infância ainda mais divertida do que naturalmente seria, imagino que tenha sido assim para muitos outros que tiveram uma boa relação com o Super Nintendo. Se Mario já era um sucesso mesmo antes de 1990, aqui ele alcançou o seu posto máximo (de símbolo não somente da Nintendo, mas também dos videogames e sua importância), de onde o bigodudo possivelmente nunca será tirado! Um game que vale muito a pena, por completo, apresentando desafio com uma dose cavalar de diversão! Impossível não gostar! Deixem seus comentários! Até mais pessoal! Nos vemos na próxima postagem!


domingo, 2 de setembro de 2012

METAL GEAR SOLID 3: SNAKE EATER!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Espionagem
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3, Xbox 360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2004
Produtora: Konami

Revisão: idealizada por Hideo Kojima e iniciada ainda nos anos 80 para o pouco conhecido MSX-2, a série Metal Gear só alcançou o devido reconhecimento com o lançamento de Metal Gear Solid Snake para o Playstation (clique aqui para ver a review do primeiro da série Solid para o psx). O jogo conquistou uma série de fãs, sendo em 2001 produzida a sua sequência direta. Sons of Liberty fez muito sucesso tanto em crítica quanto em público, muito pela qualidade gráfica incomparável em relação a seus contemporâneos e o roteiro surpreendente e instigante (clique aqui para ver nossa review de MGS2). O final deste entretanto intrigou muitos fãs, que ansiosamente esperavam pela continuação da saga dos Patriotas. Em 2004 a Konami lançou o tão aguardado Metal Gear Solid 3. Recebendo o subtítulo de Snake Eater, o jogo tem início quando o agente Jack (Snake) se infiltra em uma base soviética para tentar libertar o Dr. Sokolov, um cientista especializado em armas que não desejava mais se envolver em conflitos. O ano é 1963, no auge da Guerra Fria, pouco tempo depois do episódio da Crise dos Mísseis de Cuba, que quase deflagrou uma guerra nuclear. Justamente pelas delicadas relações entre leste e oeste, a missão de Snake não poderia ser descoberta. Se capturado, não haverá apoio. Para completar sua tarefa Snake contará com ajuda de especialistas como o Major Tom (Zero, futuramente), a Paramédica e sua mentora The Boss, a lendária heroína que liderou o grupo responsável pela vitória dos Aliados na Normandia em 1944. A "Virtuous Mission", como ficou conhecida, acabou em um grande fracasso após o envolvimento do maníaco general russo Volgin e da traição da Boss, que deliberadamente entregou armamentos nucleares a ele. O evento acabou desencadeando a liberação de uma ogiva americana em solo soviético. Tal ato de guerra exigia uma retaliação russa. Após  recuperar-se de muitos ferimentos, Snake recebe sua mais importante missão até então: retornar a Groznyj Grad, liberar o dr. Sokolov e matar sua mentora. Apenas isso evitará a guerra entre EUA e URSS. Desta vez, a missão Snake Eater conta também com a bela agente dupla Eva, decidida a conquistar o confuso coração de Snake, dividido entre sua mentora e sua missão para com o seu país. Assim como seu antecessor, a qualidade sonora e gráfica ficam muito a frente de outros jogos do período. Isso tudo somado a uma jogabilidade muito realista e um roteiro envolvente e emocionante fazem deste um dos melhores jogos de todos os tempos. Com o grande sucesso alcançado, em 2005 foi lançada a edição comemorativa Subsistence, um pacote especial com três discos incluindo o jogo original Snake Eater, várias missões VR extras e o relançamento dos jogos originais do MSX-2, Metal Gear e Metal Gear 2 Solid Snake (clique aqui para ver a review destes revolucionários jogos).

Jogabilidade: Snake se movimenta exatamente como Raiden em MGS2, pela alavanca sensível à pressão. Snake é especialista em um estilo de luta chamado Close Quarter Combat (CQC). Isso abre muitas possibilidades de desarmar, capturar e nocautear oponentes, ideal para uma missão de infiltração em uma floresta. Neste ponto está a grande falha da jogabilidade, criticada por fãs de outros jogos do estilo. Por usar a velha câmera alta fixa, alguns movimentos são imprecisos e a visão é muito dificultada. A tecnologia é condizente com os anos 60, então a mira das armas é precária e não há o radar salvador que mostra a posição do inimigo. Será necessária muita acurácia nos tiros e constante uso da visão em primeira pessoa. Radares de movimento até existem, mas em uma selva o que não falta é animais se mexendo. O que nos leva finalmente para uma das grandes genialidades do jogo. O ambiente em volta de Snake é simplesmente fantástico. Mínimos detalhes de fauna e flora foram colocados de uma maneira genial, simulando com perfeição o que seria esperarado de uma missão na floresta. Portanto árvores frutíferas, grama, mato, anfíbios, cobras (peçonhentas ou não), pássaros, pequenos roedores e insetos farão parte do cenário e devem ser considerados antes de um ataque a um sentinela distraído, já que todo o ambiente interage de uma maneira única com os personagens. Snake possui duas barras. Uma delas de vida, gasta ao ser atingido, recupera-se com o tempo. A segunda é a energia, gasta-se com o tempo e recupera-se comendo. Portanto, não existem os clássicos "itens de cura". Ao ser atingido, Snake não poderá contar com nada a não ser o seu próprio corpo para se recuperar. Isso dificulta mas acrescenta um grau de realidade ímpar, raramente visto em jogos, antes ou depois. Ao receber dano (injury), Snake deverá usar equipamentos necessários para se restabelecer, seja antídotos para envenenamento ou medicações para acelerar a recuperação, seja realizando pequenos procedimentos cirúrgicos, como remover balas, estancar e desinfetar sangramentos e por aí vai. Não bastasse tudo isso, o jogo ainda usa um novo sistema de camuflagem. Snake pode trocar a cor de sua roupa e maquiagem facial conforme o local onde se encontra, dificultando a visão dos inimigos. A movimentação pelos cenários se dá pelo sistema de "telas", como nos anteriores. No entanto não foi utilizado o clássico sistema de portas e  cartões de autorização. As poucas portas trancadas devem ser abertas com chaves, o que acaba com o tradicional vai e vem de prédios e estruturas, comum nos quatro jogos anteriores da série.

Pros: o enredo do jogo e os seus personagens são apresentados de uma forma que fará o jogador se adaptar e se apegar muito rapidamente ao roteiro. As revelações sobre Snake e a teoria da conspiração envolvida serão responsáveis por tirar o sono de muita gente, como já é comum nos roteiros de Kojima. Voltar ao controle de Snake, de novo na inconfundível voz de David Hayter, foi um grande alívio para muitos fãs, descontentes com o protagonista anterior. Além disso, as questões gráficas e sonoras, em toda sua riqueza de detalhes, poderiam tranquilamente ser comparadas a um game da sétima geração, tamanha a perfeição. O ambiente do jogo é amplo e há sempre muitos meios de se passar pelos oponentes. O CQC, após ser totalmente dominado pelo jogador, permitirá grandes emboscadas e tornará o jogo muito mais intuitivo e dinâmico. As Boss Battles são destaque na série e neste jogo elas ganham importância extra. Além de muito frequentes, quase todas são muito divertidas e desafiadoras (destaque para o sniper The End e o piromaníaco The Fury). O contexto histórico utilizado é interessantíssimo, retratando um dos mais importantes e delicados momentos da Guerra Fria. Por último cabe ressaltar que a trilha sonora é maravilhosa e as citações de filmes antigos (por parte da paramédica) garante uma adequada dose de humor (ainda que alguns discordem).

Contras: a maior decepção ficou por parte dos fãs que queriam ver Snake Eater ser a continuação direta de Sons of Liberty, o que viria apenas mais tarde em Guns of Patriots para o PS3, dando seguimento a saga dos Patriotas. Além disso, pequenos bugs na jogabilidade impedem o máximo aproveitamento do incrível e inédito sistema de jogo criado.

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Trailer:


Considerações Finais:  Snake Eater é o meu jogo favorito entre todos por ser muito divertido e por apresentar um sólido e consistente roteiro, repleto de personagens complexos e bem elaborados. Um jogo indicado para qualquer fã de bons jogos, já que não deve nada aos grandes filmes do estilo. Mesmo não sendo a esperada continuação de Sons of Liberty, o jogo acresenta muito à série, explicando eventos pregressos que serão fundamentais para o entendimento dos últimos títulos. Um produto com a marca de qualidade que apenas o genial roteirista da série Hideo Kojima poderia ter. Além da edição original e da coletânea para PS2, o jogo foi posteriormente relançado no pacote HD Collection, que inclui os jogos MGS2 Substance, MGS3 Subsistence e MGS Peace Walker. Esta edição especial foi lançada para PS3 e Xbox 360, estando também prevista para o PS Vita. Portanto o jogo é acessível a um grande número de gamers por ser disponível em vários sistemas. Quem não conferiu ainda não pode perder esta obra prima do universo dos videogames e da espionagem.
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