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domingo, 7 de outubro de 2012

SYPHON FILTER - TRILOGIA PSX!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Ano de Lançamento: 1999, 2000 e 2001
Produtora: Eidetic/989 Studios/Sony CE
Plataforma: Playstation, PSP

Syphon Filter é uma importante série de ação lançada para o Playstation da Sony no final dos anos 90. Tinham em comum o tema baseado no terrorismo (muito antes da chamada Guerra ao Terror), sempre com muita ação, tiroteios e explosões. A série foi importante para definir muitos aspectos do tiro em terceira pessoa, especialmente no que se refere ao realismo (Head shot = morte instantânea mesmo que seja um chefe). O jogo acabou influenciando muitos dos jogos que vieram após, principalmente na geração seguinte. Agora falaremos de cada um deles mais detalhadamente.

SYPHON FILTER!
Revisão: lançado em 1999, o primeiro jogo da série já apresentava todos os conceitos que fizeram a série se tornar famosa. O nome Syphon Filter deriva de uma arma biológica que representa grande ameaça ao mundo ocidental. O jogo inicia com a investigação sobre o terrorista Erich Rhoemer. Quando o agente infiltrado Ellis é executado pela ex-KGB Mara Aramov, a Agência envia os agentes Gabriel Logan e Lian Xiang em uma missão para impedir Rhoemer e seus aliados de usar Syphon Filter em seu atentado. A partir daí os dois investigam variadas cidades pelo mundo procurando pistas e enfrentando corpo a corpo a ameça terrorista na busca por esta poderosa arma de destruição em massa.

Jogabilidade: sem dúvida o ponto alto do jogo. A exploração se dá no padrão aventura 3D, movimentação pela alavanca ou direcional. O triângulo funciona para ações especificas, R1 aciona a mira automática, L1 a mira manual, R2 e L2 permite deslocamento para os lados, quadrado atira, X abaixa e círculo rola. As armas podem ser trocadas pelo inventário ou pelo select. Durante o tiroteio é possível esquivar e se proteger usando qualquer parte do cenário como cobertura. Conforme dito, o tiro na cabeça é letal, mesmo que estejamos falando de inimigos especiais ou chefes. O personagem possui uma barra de vida que pode ser ampliada se um colete for equipado. Logan joga durante as fases, recebendo ajuda de Lian por rádio ou em campo durante momentos específicos. Todas as armas usadas pelos inimigos podem ser pegas e equipadas, incluindo munição, colete e granadas.

Pros: o jogo apresenta uma qualidade impressionante por conseguir transpor a ação constante dos first person shooter em um jogo em terceira pessoa. O extremo realismo do game agrada em cheio os fãs de ação, não há inimigos super poderosos, todo mundo morre da mesma forma, a menos que use equipamentos específicos. O roteiro do jogo é muito interessante, prendendo o jogador ao usar temas como armas biológicas e terrorismo. Fora isso o jogo tem uma trilha sonora muito boa e armas muito realistas, tanto em visual quanto em detalhes e descrição.

Contras: o jogo apresenta alguns bugs (típicos dos jogos de ação 3D do psx). Algumas missões tendem a ser apelativas, especialmente por causa do número absurdo e irreal de inimigos, o que pode tornar alguns pontos levemente irritantes.

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Syphon Filter ajudou a definir o que o Third Person Shooter seria dali em diante. Mesmo sendo uma marca exclusiva da Sony, o jogo alcançou muito respeito e reconhecimento. O roteiro usou temas como ameaça global e terrorismo muito antes de isso virar pauta frequente (após os eventos de 11 de setembro de 2001). Um jogo lendário que gerou boas continuações, duas delas ainda no psx conforme comentaremos a seguir.



SYPHON FILTER 2!
Revisão: no ano seguinte, Syphon Filter 2 foi lançado. Com o sucesso do primeiro, o jogo foi muito expandido em tamanho (agora em dois CDs) ainda que mantivesse a mesma fórmula e opções do jogo anterior. A história é continuação direta. Quem não jogou o primeiro pode ter spoilers abaixo, fique avisado.

Jogabilidade: a movimentação do personagem é exatamente aquela descrita para o primeiro jogo. A grande inovação deste jogo é permitir jogar com Lian, que cativou muitos fãs no primeiro título. Não é possível escolher ou alternar entre os dois, cada um tem suas missões de acordo com o roteiro do jogo. O jogo em si permanece muito semelhante ao primeiro, com muita ação seguida da busca de algum objeto de interesse. Além do modo de campanha, o jogo criou um modo versus, onde dois jogadores podem se enfrentar com os avatares e as armas qu quiserem em determinados cenários do jogo, algo extremamente simples mas surpreendentemente divertido.

Pros: o jogo mantém a mesma ação constante do jogo anterior, mas é consideravelmente maior. O número de armas também foi expandido e agora há a possibilidade de jogar com dois personagens, cuja roupa altera perfeitamente de acordo com a missão executada. Muitas missões de stealth foram incluídas. Alguns dos bugs do primeiro jogo foram corrigidos. Os cenários são muito interessantes pela diversidade e por retratar bem a cidade em que se passa. Por fim, o modo versus é muito divertido para jogar com amigos, um modo rápido e dinâmico de desafio.

Contras: apesar dos avanços gráficos, o jogo segue sendo mais do mesmo. Quem achou o primeiro jogo limitado (fórmula: mata todos no cenário e aperta triângulo para pegar item/desativar bomba/acionar painel) vai ter a mesma visão deste jogo, que não se preocupou tanto com diversificar as fases. A questão de controlar Lian foi certamente uma boa ideia, mas não há real diferença entre eles durante o gameplay.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: considero Syphon Filter 2 o melhor jogo da série até hoje. A incrível diversidade dos cenários, a correção dos principais bugs que tanto atrapalhavam o primeiro e o roteiro forte e consistente tornam este jogo comparável aos grandes filmes de ação. Na época que este jogo foi lançado havia poucas opções neste estilo, o que certamente o destaca entre seus contemporâneos.


SYPHON FILTER 3!
Revisão: o terceiro jogo da série foi lançado em 2001 e foi o último da trilogia para o Playstation. O jogo apresentou muitos avanços na questão gráfica e sonora em relação aos primeiros. No entanto, a história do jogo é muito mais simples e muito menor que a do seu antecessor. Novamente teremos mínimos spoilers no texto a seguir, quem clicar para mostrar está avisado.

Jogabilidade: ficou exatamente igual ao do segundo jogo no que se refere à movimentação do personagem e do modo versus. A grande diferença é que além de Logan e Lian, mais dois personagens podem ser controlados em fases específicas, Teresa Lipan e Lawrence Mujari. Além dos modos tradicionais, um modo extra de desafio single player foi criado, garantindo ainda mais tempo de jogo, já que as missões do storyline em si são curtas.

Pros: o jogo mantem a tradicional qualidade da série, desta vez com uma produção ainda melhor (som, gráficos e cenários), mais armas e mais personagens controláveis.

Contras: não há nenhuma inovação à série e mesmo o roteiro não evolui muito, já que apenas as missões finais tem realmente alguma repercussão na história futura. A adição de mais personagens não alterou em nada a jogabilidade já que eles não possuem características próprias.

Screenshots:



Trailer:


Considerações Finais: o terceiro jogo encerra esta maravilhosa série, jogos que seguramente ficou entre as melhores para o Playstation. Três grandes clássicos que mesmo hoje, com tantos avanços feitos no estilo, seguem atuais. Recomendo para fãs de jogos em terceira pessoa em geral e, claro, para quem se tornou fã da série nos lançamentos mais recentes para PSP ou PS2. Considero a série Syphon Filter uma das mais importantes dos videogames. Talvez esteja errado, mas a maneira como o roteiro é trabalhado lembra muitos filmes e séries de ação que vieram depois, destaco as séries Alias e 24 horas, as quais gosto muito. Não sei se houve inspiração direta ou apenas uma similaridade por influências comuns, mas certamente há muia coisa parecida. O jogo foi recentemente disponibilizado na Playstation Network, o que garante o acesso a boa parte do público.


domingo, 2 de setembro de 2012

METAL GEAR SOLID 3: SNAKE EATER!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Espionagem
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3, Xbox 360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2004
Produtora: Konami

Revisão: idealizada por Hideo Kojima e iniciada ainda nos anos 80 para o pouco conhecido MSX-2, a série Metal Gear só alcançou o devido reconhecimento com o lançamento de Metal Gear Solid Snake para o Playstation (clique aqui para ver a review do primeiro da série Solid para o psx). O jogo conquistou uma série de fãs, sendo em 2001 produzida a sua sequência direta. Sons of Liberty fez muito sucesso tanto em crítica quanto em público, muito pela qualidade gráfica incomparável em relação a seus contemporâneos e o roteiro surpreendente e instigante (clique aqui para ver nossa review de MGS2). O final deste entretanto intrigou muitos fãs, que ansiosamente esperavam pela continuação da saga dos Patriotas. Em 2004 a Konami lançou o tão aguardado Metal Gear Solid 3. Recebendo o subtítulo de Snake Eater, o jogo tem início quando o agente Jack (Snake) se infiltra em uma base soviética para tentar libertar o Dr. Sokolov, um cientista especializado em armas que não desejava mais se envolver em conflitos. O ano é 1963, no auge da Guerra Fria, pouco tempo depois do episódio da Crise dos Mísseis de Cuba, que quase deflagrou uma guerra nuclear. Justamente pelas delicadas relações entre leste e oeste, a missão de Snake não poderia ser descoberta. Se capturado, não haverá apoio. Para completar sua tarefa Snake contará com ajuda de especialistas como o Major Tom (Zero, futuramente), a Paramédica e sua mentora The Boss, a lendária heroína que liderou o grupo responsável pela vitória dos Aliados na Normandia em 1944. A "Virtuous Mission", como ficou conhecida, acabou em um grande fracasso após o envolvimento do maníaco general russo Volgin e da traição da Boss, que deliberadamente entregou armamentos nucleares a ele. O evento acabou desencadeando a liberação de uma ogiva americana em solo soviético. Tal ato de guerra exigia uma retaliação russa. Após  recuperar-se de muitos ferimentos, Snake recebe sua mais importante missão até então: retornar a Groznyj Grad, liberar o dr. Sokolov e matar sua mentora. Apenas isso evitará a guerra entre EUA e URSS. Desta vez, a missão Snake Eater conta também com a bela agente dupla Eva, decidida a conquistar o confuso coração de Snake, dividido entre sua mentora e sua missão para com o seu país. Assim como seu antecessor, a qualidade sonora e gráfica ficam muito a frente de outros jogos do período. Isso tudo somado a uma jogabilidade muito realista e um roteiro envolvente e emocionante fazem deste um dos melhores jogos de todos os tempos. Com o grande sucesso alcançado, em 2005 foi lançada a edição comemorativa Subsistence, um pacote especial com três discos incluindo o jogo original Snake Eater, várias missões VR extras e o relançamento dos jogos originais do MSX-2, Metal Gear e Metal Gear 2 Solid Snake (clique aqui para ver a review destes revolucionários jogos).

Jogabilidade: Snake se movimenta exatamente como Raiden em MGS2, pela alavanca sensível à pressão. Snake é especialista em um estilo de luta chamado Close Quarter Combat (CQC). Isso abre muitas possibilidades de desarmar, capturar e nocautear oponentes, ideal para uma missão de infiltração em uma floresta. Neste ponto está a grande falha da jogabilidade, criticada por fãs de outros jogos do estilo. Por usar a velha câmera alta fixa, alguns movimentos são imprecisos e a visão é muito dificultada. A tecnologia é condizente com os anos 60, então a mira das armas é precária e não há o radar salvador que mostra a posição do inimigo. Será necessária muita acurácia nos tiros e constante uso da visão em primeira pessoa. Radares de movimento até existem, mas em uma selva o que não falta é animais se mexendo. O que nos leva finalmente para uma das grandes genialidades do jogo. O ambiente em volta de Snake é simplesmente fantástico. Mínimos detalhes de fauna e flora foram colocados de uma maneira genial, simulando com perfeição o que seria esperarado de uma missão na floresta. Portanto árvores frutíferas, grama, mato, anfíbios, cobras (peçonhentas ou não), pássaros, pequenos roedores e insetos farão parte do cenário e devem ser considerados antes de um ataque a um sentinela distraído, já que todo o ambiente interage de uma maneira única com os personagens. Snake possui duas barras. Uma delas de vida, gasta ao ser atingido, recupera-se com o tempo. A segunda é a energia, gasta-se com o tempo e recupera-se comendo. Portanto, não existem os clássicos "itens de cura". Ao ser atingido, Snake não poderá contar com nada a não ser o seu próprio corpo para se recuperar. Isso dificulta mas acrescenta um grau de realidade ímpar, raramente visto em jogos, antes ou depois. Ao receber dano (injury), Snake deverá usar equipamentos necessários para se restabelecer, seja antídotos para envenenamento ou medicações para acelerar a recuperação, seja realizando pequenos procedimentos cirúrgicos, como remover balas, estancar e desinfetar sangramentos e por aí vai. Não bastasse tudo isso, o jogo ainda usa um novo sistema de camuflagem. Snake pode trocar a cor de sua roupa e maquiagem facial conforme o local onde se encontra, dificultando a visão dos inimigos. A movimentação pelos cenários se dá pelo sistema de "telas", como nos anteriores. No entanto não foi utilizado o clássico sistema de portas e  cartões de autorização. As poucas portas trancadas devem ser abertas com chaves, o que acaba com o tradicional vai e vem de prédios e estruturas, comum nos quatro jogos anteriores da série.

Pros: o enredo do jogo e os seus personagens são apresentados de uma forma que fará o jogador se adaptar e se apegar muito rapidamente ao roteiro. As revelações sobre Snake e a teoria da conspiração envolvida serão responsáveis por tirar o sono de muita gente, como já é comum nos roteiros de Kojima. Voltar ao controle de Snake, de novo na inconfundível voz de David Hayter, foi um grande alívio para muitos fãs, descontentes com o protagonista anterior. Além disso, as questões gráficas e sonoras, em toda sua riqueza de detalhes, poderiam tranquilamente ser comparadas a um game da sétima geração, tamanha a perfeição. O ambiente do jogo é amplo e há sempre muitos meios de se passar pelos oponentes. O CQC, após ser totalmente dominado pelo jogador, permitirá grandes emboscadas e tornará o jogo muito mais intuitivo e dinâmico. As Boss Battles são destaque na série e neste jogo elas ganham importância extra. Além de muito frequentes, quase todas são muito divertidas e desafiadoras (destaque para o sniper The End e o piromaníaco The Fury). O contexto histórico utilizado é interessantíssimo, retratando um dos mais importantes e delicados momentos da Guerra Fria. Por último cabe ressaltar que a trilha sonora é maravilhosa e as citações de filmes antigos (por parte da paramédica) garante uma adequada dose de humor (ainda que alguns discordem).

Contras: a maior decepção ficou por parte dos fãs que queriam ver Snake Eater ser a continuação direta de Sons of Liberty, o que viria apenas mais tarde em Guns of Patriots para o PS3, dando seguimento a saga dos Patriotas. Além disso, pequenos bugs na jogabilidade impedem o máximo aproveitamento do incrível e inédito sistema de jogo criado.

Screenshots:

 



Trailer:


Considerações Finais:  Snake Eater é o meu jogo favorito entre todos por ser muito divertido e por apresentar um sólido e consistente roteiro, repleto de personagens complexos e bem elaborados. Um jogo indicado para qualquer fã de bons jogos, já que não deve nada aos grandes filmes do estilo. Mesmo não sendo a esperada continuação de Sons of Liberty, o jogo acresenta muito à série, explicando eventos pregressos que serão fundamentais para o entendimento dos últimos títulos. Um produto com a marca de qualidade que apenas o genial roteirista da série Hideo Kojima poderia ter. Além da edição original e da coletânea para PS2, o jogo foi posteriormente relançado no pacote HD Collection, que inclui os jogos MGS2 Substance, MGS3 Subsistence e MGS Peace Walker. Esta edição especial foi lançada para PS3 e Xbox 360, estando também prevista para o PS Vita. Portanto o jogo é acessível a um grande número de gamers por ser disponível em vários sistemas. Quem não conferiu ainda não pode perder esta obra prima do universo dos videogames e da espionagem.

domingo, 5 de agosto de 2012

MERCENARIES: PLAYGROUND OF DESTRUCTION!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Plataforma: Playstation 2, Xbox
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: Pandemic Studios/Lucas Arts

Revisão: Mercenaries é um jogo de tiro em terceira pessoa lançado para PS2 e Xbox. O game segue a tendência dos jogos de ação da sexta geração, misturando tiro, perseguições de carro e missões de espionagem, tudo em uma exploração de mundo livre. Ambientado no mundo atual, mais precisamente na turbulenta Coreia do Norte, o jogo permite o controle de um entre 3 mercenários enviados ao país para "fazer o trabalho sujo" das Nações Unidas. Além da ONU, forças de potências locais também têm grande interesse na região, havendo facções de Coreia do Sul (aliada dos EUA), China e Rússia, sempre dispostos a contratar os serviços do personagem principal. Os três mercenários são: Jennifer Mui, inglesa de descendência chinesa, apresenta maior afinidade com chineses e é especialista em missões de espionagem; Chris Jacobs, americano, possui maior afinidade com a Coreia do Sul, sendo capaz de levar muito mais dano que seus colegas; e Mattias Nilsson, sueco, tem melhor afinidade com os russos e possui uma tendência natural por explosões e carnificina. O personagem escolhido não pode ser alterado ao longo do jogo e na verdade pouco muda no roteiro do jogo, apenas alguns diálogos com a facção preferencial. Pela história do jogo, após uma tentativa de coexistência pacífica com o governo do Sul (e talvez até reunificação), o presidente da Coreia do Norte Choi Kim é assassinado em um golpe de estado emcabeçado por seu filho, o General Choi Song. O país, já bastante empobrecido e devastado, fica à beira de um colapso, despertando atenção de grandes potências mundiais pelo interesse na região. O grande objetivo do grupo mercenário é capturar (vivos ou mortos) o Deck 52, os 52 membros mais procurados do novo governo norte coreano, cada um representado por uma carta do baralho, liderados pelo general Song, o Ás de Espadas, que agora ameaça o Sul com armas nucleares. Cumprindo as missões do jogo se ganha dinheiro e informações sobre os membros do deck, em sua maioria de captura opcional e localizados em pontos isolados no mapa, em florestas ou grandes abrigos militares. O jogo fez bastante sucesso pelo clima de guerra criado, competindo de perto com os grandes First Person Shooters neste aspecto, com ação a cada momento, além de muita exploração livre do cenário de um país destruído pela guerra.

Jogabilidade: à primeira vista é impossível não comparar Mercenaries com GTA da Rockstar North. No entanto, apesar do conceito de mundo livre, movimentação do personagem e dos carros, Mercenaries conseguiu ser bastante original. O personagem se move pela alavanca da esquerda, sendo que a da direita movimenta a mira, sempre ativa (similar ao que ocorre em The Punisher ou Star Wars Battlefront da própria Lucas Arts). O personagem pode portar apenas duas armas de cada vez (sendo que apenas existem armas de grande calibre), além de granadas. Qualquer veículo pode ser pilotado, sendo que enquanto se está dentro dele é possível transitar livremente pelo território das facções desde que não se cometa nenhuma medida ofensiva (destaque para Jennifer neste quesito). Quanto às facções, as Nações Unidas são sempre aliadas e se perde apoio dela ao atacar seus soldados ou civis. Os Norte-Coreanos são sempre inimigos, fato que não pode ser alterado. As demais (Coreia do Sul, China e Russia) possuem uma barra de confiança, que aumenta a cada vez que se realiza alguma missão para os grupos e diminui quando se realiza alguma missão que os prejudique. Isso torna necessário o perfeito balanço político entre as forças, já que para realizar todas as missões do jogo é necessário manter boas relações com todos os lados, o que nem sempre é fácil. O dinheiro ganho pode ser utilizado para comprar veículos (praticamente descartáveis em determinadas missões), suprimentos e ataques aéreos. Este último, consiste em chamar apoio tático para bombardear construções, muralhas inimigas, bunkers ou mesmo um pequeno batalhão concentrado em determinada área, o que aumenta muito as possibilidades de completar uma mesma missão, além de adicionar muita diversão ao jogo. Diferente de outros jogos de mundo livre, Mercenaries permite destruir boa parte do cenário, portanto casas, postes, torres de vigia, estátuas do General Song e até prédios militares podem ser postos abaixo usando armamento pesado. Quanto aos veículos, existem os civis (muito poucos) e os militares, com muitos tipos, variando desde os pequenos jeep, ideal para terrenos acidentados, até os tanques de pequeno, médio e grande porte, além de alguns helicópteros.

Pros: o jogo é absurdamente divertido para fãs de ação, mesmo sem muitos dos elementos que popularizaram este estilo mundo aberto. A qualquer momento seu personagem pode ser emboscado por um grupo aleatório de maior ou menor poder de fogo. As muitas opções de abordagem de cada missão, além do gigantesco extra de capturar todos os membros do Deck dos 52 garantem muitas horas de gameplay, além de diversão garantida em um futuro replay. Apesar de não haver grandes mudanças no roteiro, os três personagens são bastante diferentes, exigindo inclusive uma abordagem diferente na maneira de jogar (cauteloso com Jennifer, explosivo com Mattias), sendo possível conferir, após concluir o jogo, muitas roupas secretas para cada um. Além disso, o jogo é muito agradável graficamente, destaque para os belos cenários, especialmente no que se refere à vegetação.

Contras: Mercenaries é um jogo de ação puro, portanto tem um roteiro bem simples, o que pode desagradar alguns. A qualidade do som em geral não é boa e a trilha sonora é repetitiva, o que torna o "free roam" cansativo às vezes. Certas missões que necessitam camuflagem acabam entrando em conflito com os comandos do jogo, que não permitem opções básicas deste tipo como abaixar e se esconder atrás de objetos.

Screenshots:











Trailer:



Considerações Finais: quem curte bons jogos de ação não pode deixar de conferir Mercenaries. Mesmo quem nunca jogou, o game vale a pena hoje. Mesmo havendo jogos muito mais elaborados na nova geração, pouquíssimos conseguem passar tão bem a perspectiva de guerra como este, especialmente se estamos falando de terceira pessoa. Mesmo sem um grande roteiro, a história do jogo, de certa forma banalizando a atual política de guerra ao terror, o torna extremamente atual e até contestador. O grande sucesso do jogo gerou uma continuação, desta vez situada na Venezuela (em breve aqui), ainda mais polêmica. Na época de seu lançamento, o jogo chegou a ser proibido na Coreia do Sul por incitar o clima de rivalidade e guerra entre as nações. Enfim, polêmicas à parte, é um jogo muito divertido que merece atenção dos fãs. Ah sim, e como todo bom jogo da Lucas Arts, ele também tem uma "piadinha", sendo possível, através de códigos, tranformar o seu mercenário no Capitão Han Solo de Guerra nas Estrelas ou no Dr. Henry Jones Jr. de Indiana Jones.

domingo, 1 de julho de 2012

METAL GEAR SOLID 2: SONS OF LIBERTY!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Espionagem
Plataforma: Playstation 2, Xbox, PC, Playstation 3 e Xbox 360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2001
Produtora: Konami

Revisão: em 1998 Metal Gear Solid Snake havia recolocado a série no mercado após 8 anos sem receber títulos (clique aqui para ver a nossa review do primeiro MGS e aqui para os dois primeiros do MSX). Muita expectativa foi criada tão logo Kojima anunciou que seria produzida a sequência. Essa expectativa só aumentou quando o primeiro trailer foi lançado em um evento em 2000. Um demo de Metal Gear Solid 2 chegou a ser lançado junto com Zone of the Enders (clique para ver a review do Mr. Gameworld sobre este grande jogo). Isso na verdade não foi uma ideia boa porque acabou nublando o lançamento do ZOE, um excelente jogo ainda que um tanto obscuro. Sons of Liberty é a continuação direta do Solid 1 do psx. Quatro anos após os eventos de Shadow Moses, Solid Snake se tornou um herói reconhecido após sua colega Nastasha Romanenko publicar um livro contando o ocorrido no Alaska. Ele e Otacon agora participam do grupo "Philanthropy", uma ONG destinada a combater qualquer tentativa de recriar o projeto Metal Gear. Após receber uma informação anônima sobre um novo modelo desenvolvido pela marinha, Snake se infiltra em uma embarcação que supostamente o estaria transportando. O que parecia uma simples missão de reconhecimento se torna uma verdadeira zona de guerra quando o Revolver Ocelot (que havia apoiado Liquid Snake em Shadow Moses) e o general russo Sergei Gurlukovitch, seu antigo aliado, tomam a embarcação, matando vários oficiais pelo caminho. Após um desesperado confronto, Ocelot rouba o modelo anfíbio Metal Gear Ray, afundando a embarcação e liberando poluentes no Oceano. Três anos após, uma base é construída com intuito de despoluir as águas, o Big Shell. Durante uma visita do presidente dos Estados Unidos, o grupo Sons of Liberty toma o Big Shell e exige uma grande quantia para não afundar a base e matar a comitiva presidencial. Este grupo na verdade é composto por antigos membros do grupo antiterrorista Dead Cell, contando com o especialista em bombas Fatman, o sinistro Vamp, a bela Fortune, e o líder do grupo, Solid Snake. O ex-comandante da FOXHOUND Roy Campbell envia seu novo agente especial, Raiden, para a base. Como costuma ser, Raiden receberá auxílio via codec do coronel, de sua namorada, a analista de sistemas Rosemary, além do misterioso Pliskin, sobrevivente do grupo enviado anteriormente para tentar resgatar o presidente. Metal Gear Solid 2 apresenta um roteiro ainda mais profundo e complexo que seus antecessores, apresentando muitos conceitos de política, genética e filosofia, como evolucionismo, clonagem humana e memética. Algum tempo após o lançamento do jogo original, o pacote Substance foi lançado, apresentando vários extras e VR Missions. Por último, a coletânea HD Collection foi lançada para PS3 e Xbox 360, contendo também Metal Gear Solid 3: Subsistence e Metal Gear Solid: Peace Walker. Está previsto seu lançamento para PS Vita.

Jogabilidade: A movimentação do personagem é bem parecida com o anterior, sem a possibilidade de mover a tela e com a câmera predominante acima do jogador. No entanto, a jogabilidade foi mais focada no shooter 3D, sendo este um dos ícones para o estilo. A alavanca faz Raiden andar na direção indicada (como nos anteriores), L1 usa o botão de visão em primeira pessoa, R1 mira e quadrado atira ou agarra se não houver armas equipadas. Círculo soca, X abaixa, triângulo aciona portas e alavancas, e L2 e R2 acionam itens. Pressionando na direção da parede, Raiden ficará junto a ela na espreita. No canto superior direito há o mapa, que estará desativado em novas áreas, devendo ser baixado nas centrais. Novamente serão necessários cartões de acesso para abrir a maioria das portas, o que garante o vai-e-vem tradicional. Diversas armas podem ser utilizadas, mas dessa vez o ruído delas atrairá os inimigos, dando extrema utilidade ao supressor. Quanto ao estado de alerta, ele não é acionado imediatamente ao ser visto pelo inimigo, eles precisarão de tempo para chamar ajuda pelo comunicador, dando tempo para o jogador nocauteá-los. Os corpos não somem mais e precisarão ser escondidos para não chamar ainda mais atenção. De resto, a jogabilidade segue mais ou menos a mesma do MGS1. Apresenta, no entanto, uma quantidade muito maior de armas, com variações de uso de silenciador, bala ou tranquilizante. Os itens de suporte também seguem mais ou menos os mesmos do anterior, com óculos térmicos, óculos de visão noturna, rações, detector de minas, colete, entre muitos outros.

Pros: os surpreendentes roteiros de Kojima estão ainda mais geniais neste jogo. A partir de um ponto específico do jogo toda a realidade até aquele momento é questionada com um nível de psicodelia raro. A alternância entre protagonistas e antagonistas (comum na série) é ainda mais forte neste jogo, sempre narrado de uma forma espetacular. Todo o questionamento do jogo acaba de certa forma questionando diretamente a sociedade ocidental, nossas prioridades de vida e regimes políticos. Além disso, graficamente o jogo foi muito bem produzido, conseguindo em 2001 os resultados que muitos jogos de PS2 só conseguiriam anos mais tarde. A estrutura do mapa é lógica, sendo que as já comuns idas e vindas entre as estruturas ficam muito mais simples. A inteligência artificial é bem elaborada e balanceada, de modo que é possível passar pelos lugares sem ser visto mas sempre mantendo o desafio. A luta contra os chefes é sempre um momento especial desde o original de 87 e neste não é diferente, ainda que haja bem poucas em comparação com seus antecessores. A trilha sonora não comete erros. A grande quantidade de armas também torna o jogo mais interessante, havendo sempre mais de uma maneira de lidar com determinadas situações.

Contras: a maior decepção de quem jogou no início foi o fato de Solid Snake não ser o protagonista, considerando Raiden um personagem fraco e andrógeno. Isso, no entanto, serviu de certa forma para fortalecer o roteiro e enriquecer ainda mais a história de série, com um personagem problemático e complexo como ele. É possível que jogadores menos atentos acabem o jogo sem entender direito as coisas (especialmente no que consiste o sistema GW, chave para o jogo), já que a mudança de foco nesse sentido ocorre a todo instante próximo do fim. A jogabilidade proposta acaba por fazer com que alguns botões acumulem funções, o que acaba complicando as coisas às vezes. 

Screenshots:










Trailer:
















Considerações Finais: Metal Gear Solid 2 conseguiu manter o padrão de qualidade e as expectativas depois do primeiro jogo da série Solid, o que não é pouco. Ajudou ainda a explicar alguns eventos desse jogo e criar inúmeras perguntas. O jogo é acessível a muita gente por ter sido lançado em um grande número de plataformas. É obrigatório para fãs de ação e de grandes conspirações corporativas e altamente recomendado a fãs de bons roteiros em geral, aliás assim como toda a série. A crítica explícita ao mundo ocidental capitalista e as discussões filosóficas (mais ou menos na onda do movimento Zeitgeist) devem agradar em cheio aos mais politizados. Ao mesmo tempo, a jogabilidade de rápida adaptação permite que mesmo jogadores ocasionais consigam se dar bem e aproveitar o jogo. Aliás, a jogabilidade criada neste jogo foi com certeza a que serviu de base para os demais jogos da sexta geração, especialmente no que se refere à mira. O game gerou muitas dúvidas quando terminou (muita gente não deve nem ter entendido o final), deixando para Guns of the Patriots a resposta de muitas perguntas levantadas no jogo, uma espera angustiante para alguns fãs. Who are the Patriots?


domingo, 24 de junho de 2012

UNCHARTED DRAKE'S FORTUNE!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Aventura
Ano de Lançamento: 2007
Plataforma: Playstation 3
Produtora: Naughty Dog

Revisão: Uncharted: Drake's Fortune é o primeiro jogo da série de aventura produzida pela Naughty Dog, famosa por sua parceria com jogos exclusivos da Sony. O jogo é considerado peça fundamental no arsenal de games do PS3. E não é pra menos. Uncharted é o jogo mais divertido que joguei nos últimos anos, já que apresenta boa jogabilidade, história divertida e cenários épicos. O jogo relata as aventuras de Nathan Drake, determinado a achar um tesouro que seu suposto antepassado  Sir. Francis Drake perseguia. Auxiliado por seu Amigo Victor "Sully" Sullivan e a bela repórter Elena Fisher, Nate parte seguindo a trilha deixada por seu antecessor, encontrando seu caixão em pleno oceano. Com ele, descobre as coordenadas da lendária cidade de El Dorado, localizada no interior da floresta amazônica. Como não poderia deixar de ser, um grupo de mercenários pretende usar o tesouro para enriquecer e para isso precisa dos conhecimentos de Drake, o que garante muitos confrontos e aventuras. Temendo que sua ambição pela reportagem perfeita atrapalhasse seus planos, Nate e Sully deixam Elena para trás e partem para a Amazônia em busca da cidade dourada. Chegando lá, além de encarar a mata, os animais e os rios, os dois devem passar por um verdadeiro exército inimigo, enquanto investigam templos e prédios antigos, cheios de charadas e armadilhas presentes desde muito antes da primeira expedição espanhola na região. No entanto, o que parecia uma grande aventura para Nate se torna uma luta desesperada pela própria vida, ainda mais quando perde seu amigo e descobre que Elena os havia seguido e agora estava igualmente em perigo. Para quem curtiu os filmes de ação dos anos 80 é impossível não ver a inspiração, a aventura constante e a gigantesca dose de humor em quase todas as cenas lembram diretamente um tal dr. Henry Jones e suas aventuras por tesouros pedidos, sempre muito bem acompanhado.

Jogabilidade: o jogo apresenta uma jogabilidade muito simples e intuitiva, oscilando entre os clássicos da aventura (God of War) e o tiro em terceira pessoa (Resident Evil). Não há mira automática, portanto a precisão dos tiros é fundamental para o progresso, mas a mira sensível facilita bastante. Nesse sentido aliás o jogo se destaca justamente por não querer inovar, mira no L1 e atira no R1, visão em primeira pessoa no L2, rola no círculo, bate no quadrado, pega itens no triângulo, pula no X, recarrega no R2 e troca de armas no direcional. Ou seja, segue os controles padrão de jogos da Sony, o que facilita para jogadores antigos. As armas do jogo são extremamente bem produzidas. Nathan pode portar uma arma de mão, pistola, revólver ou sub-metralhadora, uma arma de grande porte, rifle de precisão, rifle de combate, espingarda ou lança-granadas, e as granadas de mão. Não há barra de vida, Nate morrerá se receber muitos tiros, mas é possível saber quando está em estado crítico porque a tela fica distorcida e preto e branco. Ficando algum tempo a salvo do perigo recuperá a vida dele. Não há itens de cura. Quanto aos cenários, são belíssimos e extremamente ricos em detalhes, repletos de enigmas e desafios de saltos a serem superados. Os aliados, quando presentes, efetivamente ajudam nos tiroteios, diferente de alguns jogos onde apenas atrapalham e morrem. Durante o jogo existe uma série de tesouros colecionáveis e medalhas que podem ser ganhas por completar determinadas tarefas. Essas medalhas podem comprar armas e roupas especiais. Além disso, após completar o jogo é possível assistir novamente qualquer cinematic e jogar de novo em qualquer missão escolhida (o que deveria ser regra nesse tipo de jogo).

Pros: não há palavras para explicar a qualidade gráfica deste jogo, talvez apenas superada por seus sucessores. E não me refiro apenas aos cenários ou rostos e expressões bem construídas, o que é bem normal e aberto a discussão, mas a pequenos detalhes, como a água correndo, as roupas molhadas, o vento nas árvores, a respiração ofegante que se reflete em uma movimentação totalmente anatômica do tórax, enfim, muitas coisas mínimas que me chamaram atenção. O som (não apenas as músicas) é outro fator que contribui para a qualidade do cenário. O humor do jogo é talvez o mais inteligente que eu já vi, garante verdadeiras gargalhadas em determinadas cenas (no melhor estilo Indiana Jones). A ação é constante e desafiadora e os comandos são intuitivos para qualquer um que já tenha jogado um jogo de tiro qualquer. É possível salvar em qualquer momento do jogo, o que garante sua progressão. E a história, simples e objetiva, deve agradar praticamente qualquer um que curta o gênero. De resto, cabe ressaltar os colecionáveis, um desafio extra mas não absurdamente difícil, e as opções após completar o jogo que são realmente gratificantes.

Contras: o maior certamente é que ele é bem curto, talvez umas 8 horas de gameplay. Além disso não há grandes opções multiplayer. Fora isso, é possível que alguns jogadores não fãs do estilo fiquem entediados com a repetição inimigos-enigmas-inimigos-saltos, mas pra mim isso afeta pouco a qualidade do jogo, assim como a "esquiva" que os bandidos tem durante o tiroiteio.

Screenshots:


 

Trailer:


Considerações Finais: acho que a fama e o trailer acima dão ideia das dimensões que este jogo tomou. Uncharted é um daqueles jogos que seguramente deve pesar enquanto alguém decide qual console comprar (afinal segue como exclusivo da Sony). O jogo mistura muitos elementos muito bem balanceados que o torna atrativo para jogadores ocasionais em busca de aventura e também àqueles que esperam um roteiro bem feito. Esse é um dos jogos obrigatórios para qualquer um que possua Playstation 3 ou PS Vita, que recebeu também um título. O jogo fez muito sucesso, sendo escolhido como game do ano de 2007 para Playstation 3. Seu sucessor, Uncharted 2 Among Thieves conseguiu ainda mais sucesso, como será discutido em breve. Altamente recomendado.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

24: THE GAME!

Escrito por: Edu-Jb 
Editado por: Mr.Gameworld  

Gênero: Third-Person Shooter
Plataforma: Playstation 2
Ano de Lançamento: 2006
Produtora: Sony CE Cambridge/2K Games
Revisão: Baseado na série de mesmo nome (uma das mais bem sucedidas de todos os tempos), 24: The Game é um shooter em terceira pessoa produzido pela Sony Computer Entertainment’s Cambridge e pela 2K. O roteiro do jogo se passa seis meses após os eventos mostrados na segunda temporada e dois anos e meio antes da terceira. O roteiro, aliás, é o grande ponto forte do jogo, uma vez que fora escrito para ser uma das temporadas da série. Por esse motivo, o jogo acaba funcionando como uma temporada “2,5”. É nele, por exemplo, que vemos Kim Bauer começando a trabalhar na CTU, bem como o início de seu relacionamento com o agente Chase Edmunds. É também no jogo que conhecemos o destino de Max, personagem responsável pelo atentado ao presidente Palmer no final do segundo ano e que nunca mais deu às caras na série.

Jogabilidade: na maior parte do tempo o jogo é um shooter em terceira pessoa, com mira sensível à pressão das alavancas. A mira inicialmente estará sempre em uma posição central. Para mirar em um ponto desejado, você deverá mover levemente (sem movimentos rapidos) as alavancas do analógico e manter a posição. Se você soltar, a mira voltará para seu ponto inicial. Os personagens por vezes podem se mover de maneira estranha, mas nada que pese muito.  Durante os interrogatórios é necessário ter precisão para pressionar os botões correspondentes no momento certo. Em algumas missões você terá uma perseguição de carros. Nelas os carros são um tanto difíceis de controlar, sendo este talvez o maior defeito do jogo.

Prós: o já mencionado roteiro, que dá a impressão de estar realmente assistindo a uma temporada da série; o número de personagens que se pode controlar é outro destaque, contando com Jack Bauer, Tony Almeida, Michelle Desssler, Kim Bauer e Chase Edmunds; a dublagem é também muito bem feita, contando com todos os atores do elenco principal. Isto até poderia ser considerado normal, mas não são raros os jogos em que atores da série não dublam seus personagens;  acima de tudo, logicamente, não falta ação, com armas muito bem produzidas, perseguição de automóveis, interrogatórios e muito tiroteio.

Contras: apesar do bom número de personagens, eles não apresentam nenhuma diferença entre si, nenhuma habilidade que os separe dos demais; o controle dos carros é muito ruim, sendo a maioria das missões de perseguição um sofrimento à parte;  os minigames para procurar ou desativar bombas inicialmente parecem boa ideia, mas tornam-se repetitivos com o decorrer do jogo.

Screenshots:








Trailer:


Considerações Finais: 24: The Game é um jogo obrigatório para gamers fãs da série. Para quem não é fã... bem, é um shooter interessante, com um sistema de tiros bem real.  Agora pra quem não gosta da série ou de jogos de tiro, esse jogo não faz muito sentido.


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