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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CASTLEVANIA: CIRCLE OF THE MOON!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Gameboy Advance
Ano de Lançamento: 2001
Produtora: Konami

Revisão:  composta de sucessos e mais sucessos, a série Castlevania nunca deixou passar uma geração sequer em seus lançamentos. Logo quando surgia uma nova era de portáteis, a Konami decidiu trazer para a telinha do GBA Castlevania: Circle Of The Moon (lançado em 2001). Como já é familiar, o game trouxe alguns novos conceitos, o que ajudou a torná-lo um título muito bem aceito pelos fãs da série, agrando inclusive os mais tradicionais. Em Circle Of The Moon, a história gira em torno do protagonista Nathan Graves, que foi treinado pelo habilidoso caçador de vampiros Morris Baldwin, que o escolheu como seu sucessor, dando à ele o chicote Hunter Whip (que continha poderes semelhantes ao do Vampire Killer dos Belmonts). Já em 1830, os servos de Dracula, liderados pela vampira Carmilla, planejam trazer Dracula ao mundo dos mortais por mais uma vez, para depois disso, dar-lhe seus poderes máximos em um poderoso ritual maligno. Sabendo da situação que estava por vir, Nathan, Morris e seu filho, Hugh Baldwin, partem para o Castlevania, onde Carmilla estaria para a ressurreição do senhor das trevas. Porém, os caçadores chegam tarde demais, pois Dracula já havia retornado, e os preparativos para o ritual que lhe daria seu máximo poder já estavam sendo feitos, sendo que atrair os heróis para o Castlevania não passava de uma armadilha arquitetada por Carmilla (que precisava de um deles especificamente, para a próxima noite de Lua Cheia). Dracula então destrói o chão debaixo de Nathan e Hugh, afirmando que os jovens não seriam necessários para o seguimento do plano. Ambos sobrevivem a queda e Hugh afirma que acima de tudo Morris era seu pai, e que Nathan deveria abandonar a missão (pois somente ficaria em seu caminho). E é nesse momento que você começará sua aventura no controle de Nathan, que contrariando as ordens de Hugh, partirá de encontro à seu mestre para então salvá-lo de algo terrível! Mais um Castlevania excelente, como veremos a seguir!

Jogabilidade: fazendo novamente uma boa mistura do mais tradicional com os elementos de RPG adicionado à serie no PSX, Circle Of The Moon consegue ainda trazer algumas novidades. Nathan terá como arma principal (e única arma) o chicote Hunter Whip, com o qual poderá usar seu ataque padrão ou girá-lo para proteger-se dos inimigos. As clássicas Sub-Weapons também existem, no mesmo estilo clássico de uso, baseado no número de corações. Nathan também poderá aumentar seus atributos através de equipamentos ou Level Up, obtendo EXP ao derrotar seus inimigos. Mas a grande novidade da vez é o sistema de cartas conhecido como DSS (Dual Set-Up System). Basicamente, você encontrará 20 cartas ao longo do game, que serão as responsáveis por gerar as 100 magias disponíveis na aventura! As cartas se dividem em duas classes, com 10 para cada uma: Cartas de Ação e Cartas de Atributo. As primeiras são representadas por Deuses, e tem como finalidade definir o tipo de magia que será gerado na combinação (podendo ser de ataque, proteção, adição de elementos ao chicote ou mesmo poderosas Summons!). Já as Cartas de Atributo são representadas pelas criaturas Mitológicas, e essas definirão o elemento do qual a magia que ocorrerá na união de duas cartas pertencerá, assim criando uma magia completamente diferente. Para exemplificar melhor, vamos supor que você una a carta Mercury (de Ação) combinada com Salamander (de Atributo, representante do Fogo). Nessa combinação, um poderoso chicote de fogo será gerado, drenando o MP de Nathan com seu uso. Outra magia totalmente diferente será gerada se Salamander for trocada por outra carta de Atributo (ainda com Mercury como Ação), como Manticore, por exemplo, que gera um chicote venenoso de ataques diagonais acompanhados de uma nuvem de veneno, que pode causar Poison nos inimigos. Para fechar por aqui, um exemplo com outra carta de Ação: vamos usar Jupiter, que caracteriza as magias de proteção. Se unir Jupiter com Serpent, um escudo de gelo (possível causador do status Freeze) irá circular Nathan, assim como se trocar Serpent por Mandragora, por exemplo, o protagonista será envolvido por uma aura que recuperará seu HP gradativamente. Inicialmente parece complicado, mas entendendo que são 10 cartas de cada tipo, e para cada carta de Ação, existem 10 combinações de Atributo, basta desfrutar das 100 magias totalmente diferentes entre si que o game apresenta! Você poderá transformar temporariamente o chicote de Nathan em espadas elementais (com Mars), criar projeteis que são disparados em direção aos inimigos através da arma do personagem (com Diana) ou mesmo invocar as próprias criaturas mitológicas causando altos danos (com Uranus), tudo isso em mais um sistema muito original dentro da série!

Pros: os gráficos são interessantes (apesar de alguns cenários parecerem sem vida), seguindo um estilo bem tradicional da série, mas sem deixar de inovar, com Sprites bem peculiares utilizando os inicias recursos do GBA; a trilha sonora é boa, como já é lei em Castlevania; o mapa é enorme, e sua exploração segue a tendencia "não-linear" vista em outros jogos da franquia, onde derrotar os poderosos chefes (que alias são também um ponto positivo, por serem chamativos e extremamente desafiadores!) é um processo necessário para adquirir novas habilidades, fundamentais para acessar novas áreas do castelo; o enredo é interessante, especialmente por trazer de volta uma já conhecida vilã (Carmilla), além de uma nova família de caçadores de Vampiros, expandindo ainda mais o número de protagonistas da série; o Dual Set-Up System de combinação de cartas é algo espetacular! 100 magias variadas poderão ser usadas através de tal sistema, deixando o jogador com vontade de experimentar e usar frequentemente cada uma delas, o que torna o game muito atrativo (surpreendendo os que inicialmente pensavam que Nathan seria o clássico "Belmont" empunhando apenas seu chicote, até o fim do game).

Contras: como dito acima, alguns pontos do gigantesco castelo apresentam cenários sem vida (além de um pouco repetitivos), dando a impressão de que faltou um uma maior inspiração na hora de criá-los; o ganho de itens não faz o menor sentido! Assim como em outros games, os inimigos "Dropam" certos itens, incluindo equipamentos e itens de cura. Os itens de cura mais comuns recuperam uma quantia ridícula de HP, e os que recuperam de verdade são adquiridos com os inimigos mais infernais do jogo (que além de tudo, não são encontrados em qualquer lugar). Já os equipamentos são adquiridos com frequência, gerando um acumulo de equipamentos repetidos, que não podem ser vendidos! Qual é o ponto de ter itens de cura realmente uteis aos poucos e equipamentos repetidos aos montes?!

Screenshots:










Trailer:



Considerações Finais: Como o primeiro Castlevania lançado para o GBA, Circle Of The Moon veio para mostrar que em mais um videogame, a série se tornaria um sucesso, pois abriu as portas para mais dois títulos. Apresentando suas peculiaridades, o game se mostrou forte, convencendo boa parte dos jogadores da série, especialmente por conta de seu sistema de magias, muito original e bem desenvolvido. Além disso, como esse foi um dos primeiros games lançados nas telinhas do GBA, serviu ainda de divulgação para suas vendas em 2001, estando presente em algumas revistas de games. Alias, foi uma delas com esse game estampado que me levou ao mundo desse "pequeno gigante" da Nintendo, chamado Gameboy Advance! Realmente, mais um Castlevania que indico à todos os fãs dessa histórica série da Konami! Vale a pena, certamente você vão gostar! Com a dica dada, hoje vou ficando por aqui! Muito obrigado pela visita de todos e até mais! Nos vemos por aqui em minha próxima postagem!


domingo, 7 de outubro de 2012

SYPHON FILTER - TRILOGIA PSX!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Ano de Lançamento: 1999, 2000 e 2001
Produtora: Eidetic/989 Studios/Sony CE
Plataforma: Playstation, PSP

Syphon Filter é uma importante série de ação lançada para o Playstation da Sony no final dos anos 90. Tinham em comum o tema baseado no terrorismo (muito antes da chamada Guerra ao Terror), sempre com muita ação, tiroteios e explosões. A série foi importante para definir muitos aspectos do tiro em terceira pessoa, especialmente no que se refere ao realismo (Head shot = morte instantânea mesmo que seja um chefe). O jogo acabou influenciando muitos dos jogos que vieram após, principalmente na geração seguinte. Agora falaremos de cada um deles mais detalhadamente.

SYPHON FILTER!
Revisão: lançado em 1999, o primeiro jogo da série já apresentava todos os conceitos que fizeram a série se tornar famosa. O nome Syphon Filter deriva de uma arma biológica que representa grande ameaça ao mundo ocidental. O jogo inicia com a investigação sobre o terrorista Erich Rhoemer. Quando o agente infiltrado Ellis é executado pela ex-KGB Mara Aramov, a Agência envia os agentes Gabriel Logan e Lian Xiang em uma missão para impedir Rhoemer e seus aliados de usar Syphon Filter em seu atentado. A partir daí os dois investigam variadas cidades pelo mundo procurando pistas e enfrentando corpo a corpo a ameça terrorista na busca por esta poderosa arma de destruição em massa.

Jogabilidade: sem dúvida o ponto alto do jogo. A exploração se dá no padrão aventura 3D, movimentação pela alavanca ou direcional. O triângulo funciona para ações especificas, R1 aciona a mira automática, L1 a mira manual, R2 e L2 permite deslocamento para os lados, quadrado atira, X abaixa e círculo rola. As armas podem ser trocadas pelo inventário ou pelo select. Durante o tiroteio é possível esquivar e se proteger usando qualquer parte do cenário como cobertura. Conforme dito, o tiro na cabeça é letal, mesmo que estejamos falando de inimigos especiais ou chefes. O personagem possui uma barra de vida que pode ser ampliada se um colete for equipado. Logan joga durante as fases, recebendo ajuda de Lian por rádio ou em campo durante momentos específicos. Todas as armas usadas pelos inimigos podem ser pegas e equipadas, incluindo munição, colete e granadas.

Pros: o jogo apresenta uma qualidade impressionante por conseguir transpor a ação constante dos first person shooter em um jogo em terceira pessoa. O extremo realismo do game agrada em cheio os fãs de ação, não há inimigos super poderosos, todo mundo morre da mesma forma, a menos que use equipamentos específicos. O roteiro do jogo é muito interessante, prendendo o jogador ao usar temas como armas biológicas e terrorismo. Fora isso o jogo tem uma trilha sonora muito boa e armas muito realistas, tanto em visual quanto em detalhes e descrição.

Contras: o jogo apresenta alguns bugs (típicos dos jogos de ação 3D do psx). Algumas missões tendem a ser apelativas, especialmente por causa do número absurdo e irreal de inimigos, o que pode tornar alguns pontos levemente irritantes.

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Syphon Filter ajudou a definir o que o Third Person Shooter seria dali em diante. Mesmo sendo uma marca exclusiva da Sony, o jogo alcançou muito respeito e reconhecimento. O roteiro usou temas como ameaça global e terrorismo muito antes de isso virar pauta frequente (após os eventos de 11 de setembro de 2001). Um jogo lendário que gerou boas continuações, duas delas ainda no psx conforme comentaremos a seguir.



SYPHON FILTER 2!
Revisão: no ano seguinte, Syphon Filter 2 foi lançado. Com o sucesso do primeiro, o jogo foi muito expandido em tamanho (agora em dois CDs) ainda que mantivesse a mesma fórmula e opções do jogo anterior. A história é continuação direta. Quem não jogou o primeiro pode ter spoilers abaixo, fique avisado.

Jogabilidade: a movimentação do personagem é exatamente aquela descrita para o primeiro jogo. A grande inovação deste jogo é permitir jogar com Lian, que cativou muitos fãs no primeiro título. Não é possível escolher ou alternar entre os dois, cada um tem suas missões de acordo com o roteiro do jogo. O jogo em si permanece muito semelhante ao primeiro, com muita ação seguida da busca de algum objeto de interesse. Além do modo de campanha, o jogo criou um modo versus, onde dois jogadores podem se enfrentar com os avatares e as armas qu quiserem em determinados cenários do jogo, algo extremamente simples mas surpreendentemente divertido.

Pros: o jogo mantém a mesma ação constante do jogo anterior, mas é consideravelmente maior. O número de armas também foi expandido e agora há a possibilidade de jogar com dois personagens, cuja roupa altera perfeitamente de acordo com a missão executada. Muitas missões de stealth foram incluídas. Alguns dos bugs do primeiro jogo foram corrigidos. Os cenários são muito interessantes pela diversidade e por retratar bem a cidade em que se passa. Por fim, o modo versus é muito divertido para jogar com amigos, um modo rápido e dinâmico de desafio.

Contras: apesar dos avanços gráficos, o jogo segue sendo mais do mesmo. Quem achou o primeiro jogo limitado (fórmula: mata todos no cenário e aperta triângulo para pegar item/desativar bomba/acionar painel) vai ter a mesma visão deste jogo, que não se preocupou tanto com diversificar as fases. A questão de controlar Lian foi certamente uma boa ideia, mas não há real diferença entre eles durante o gameplay.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: considero Syphon Filter 2 o melhor jogo da série até hoje. A incrível diversidade dos cenários, a correção dos principais bugs que tanto atrapalhavam o primeiro e o roteiro forte e consistente tornam este jogo comparável aos grandes filmes de ação. Na época que este jogo foi lançado havia poucas opções neste estilo, o que certamente o destaca entre seus contemporâneos.


SYPHON FILTER 3!
Revisão: o terceiro jogo da série foi lançado em 2001 e foi o último da trilogia para o Playstation. O jogo apresentou muitos avanços na questão gráfica e sonora em relação aos primeiros. No entanto, a história do jogo é muito mais simples e muito menor que a do seu antecessor. Novamente teremos mínimos spoilers no texto a seguir, quem clicar para mostrar está avisado.

Jogabilidade: ficou exatamente igual ao do segundo jogo no que se refere à movimentação do personagem e do modo versus. A grande diferença é que além de Logan e Lian, mais dois personagens podem ser controlados em fases específicas, Teresa Lipan e Lawrence Mujari. Além dos modos tradicionais, um modo extra de desafio single player foi criado, garantindo ainda mais tempo de jogo, já que as missões do storyline em si são curtas.

Pros: o jogo mantem a tradicional qualidade da série, desta vez com uma produção ainda melhor (som, gráficos e cenários), mais armas e mais personagens controláveis.

Contras: não há nenhuma inovação à série e mesmo o roteiro não evolui muito, já que apenas as missões finais tem realmente alguma repercussão na história futura. A adição de mais personagens não alterou em nada a jogabilidade já que eles não possuem características próprias.

Screenshots:



Trailer:


Considerações Finais: o terceiro jogo encerra esta maravilhosa série, jogos que seguramente ficou entre as melhores para o Playstation. Três grandes clássicos que mesmo hoje, com tantos avanços feitos no estilo, seguem atuais. Recomendo para fãs de jogos em terceira pessoa em geral e, claro, para quem se tornou fã da série nos lançamentos mais recentes para PSP ou PS2. Considero a série Syphon Filter uma das mais importantes dos videogames. Talvez esteja errado, mas a maneira como o roteiro é trabalhado lembra muitos filmes e séries de ação que vieram depois, destaco as séries Alias e 24 horas, as quais gosto muito. Não sei se houve inspiração direta ou apenas uma similaridade por influências comuns, mas certamente há muia coisa parecida. O jogo foi recentemente disponibilizado na Playstation Network, o que garante o acesso a boa parte do público.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

KILLZONE 3!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: First Person Shooter
Plataforma: Playstation 3
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Guerrilla Games/Sony CE

Revisão: hoje vou falar de um jogo que não é bem a minha praia. Quando um amigo me convidou para jogar Killzone 3 fiquei bem desconfiado, jogos em primeira pessoa não são bem a minha preferência (exceto alguns arcaicos RPGs do Snes, hehe). No entanto gostei tanto que resolvi escrever sobre o jogo aqui no blog. Deixo claro que não entendo do estilo, então não poderei estabelecer comparações com Call of Duty ou Medal Of Honor por exemplo. Então a review não deve ser atrativa para veteranos do estilo. Mas talvez quem assim como eu não tem muita experiência pode se beneficiar de um ponto de vista diferente dos especialistas. Bom, terminadas as explicações, a série Killzone é uma marca dos consoles da Sony e consiste basicamente em um jogo de tiro em primeira pessoa que mostra a guerra da Terra contra as forças invasoras de Helghast. Os três jogos fazem sequência direta, então falar sobre este jogo fatalmente implicará em spoilers dos anteriores, mas tenarei manter  no mínimo possível. Quem clicar no link abaixo sem ter jogado os demais games da série está avisado.

Jogabilidade: a movimentação segue é claro o padrão First Person Shooter (FPS), com a mira sempre à frente, sendo uma alavanca responsável pela movimentação e outra pelo ajuste de mira. É possível carregar até três tipos de armas, de médio e grande calibre, além de granadas. Todas podem ser trocadas facilmente pelo ajuste do controle. A movimentação do personagem é sensível à pressão das alavancas, podendo caminhar ou correr. Em determinados pontos é possível matar os inimigos com apenas um golpe pelas costas, desde que não estejam em posição de alerta. Em alguns momentos saltos precisos serão necessários para atingir pequenos patamares, por vezes inclusive com auxílio de jetpacks. Determinadas missões permitem o uso de veículos. Seguramente a coisa mais divertida neste jogo é o multiplayer. É possível até quatro jogadores simultaneamente, sendo que o player 1 controla Sev e os demais controlam outros três que não aparecem no storyline principal. A resposta aos comandos dos jogadores é ótima e não há grandes bugs que atrapalhem o modo. Quando um dos personagens morre ele pode ser imediatamente revivido por seu(s) colega(s). No entanto, se isso não for feito em determinado tempo, ele morrerá em definitivo e o jogo retorna ao checkpoint anterior, que por sorte são bastantes frequentes. Infelizmente o jogo não permite a campanha cooperativa online. O multiplayer online tem muitas opções de confronto entre os jogadores, entre elas o bom e velho duelo e as batalhas contra um gigantesco número de pessoas, o que garante a alegria dos viciados, fato comprovado pelo grande número de videos do Youtube com profissionais promovendo verdadeiras carnificinas de novatos (como eu).

Pros: como já disse, não sou fã de FPS em geral, talvez por ignorância, talvez por falta de oportunidade. Mesmo assim, com os avanços da nova geração em relação a eles, acho que todos os gamers deveriam experimentar pelo menos um dos tantos para ver, mesmo que eventualmente já o tenha feito no PS2, no Xbox ou no PC. Qualquer fã dos grandes jogos de ação em terceira pessoa tem grande chance de gostar deste jogo e de seus semelhantes. O clima de guerra propiciado por Killzone faz jus a seu nome. As armas, fictícias obviamente pelo contexto, são muito diferenciadas e bem planejadas. Desta forma, jogadores devem se adaptar às diferentes armas de acordo com suas preferências e habilidades, seja de tiro à distância, mortes em silêncio ou o velho tiroteio com explosões. Isso torna ainda mais interessante o multiplayer, que permite que você e seu(s) amigo(s) entrem em perfeito acordo em relação a táticas e funções no campo de batalha. Os muitos modos de dificuldade garantem o desafio por algum tempo, enquanto as fases bem diferenciadas (que fogem do anda e atira) garantem a diversão por variar as posições dos jogadores e evitar que o jogo caia no tédio. As questões de produção são ótimas, tanto gráficas tanto sonoras. Um detalhe interessante é que este foi o primeiro jogo do Playstation 3 a ser totalmente dublado em português brasileiro. Este é mais um ponto positivo a ser ressaltado, a dublagem é bem feita e as traduções são bem adequadas e sem grandes censuras (nada de "filho da mãe" ou "caramba"). Claro que vale ressaltar para os mais exigentes que está longe da perfeição. Mas ainda assim muito melhor que tudo que havia sido feito até então neste sentido.

Contras: minha grande decepção foi a ausência do modo cooperativo online, que eu considero o grande avanço da nova geração, já que permite que amigos joguem à distância. Os modos online estão mais indicados aos jogadores inveterados, enquanto os casuais terão dificuldade em adaptação. Pode parecer pouco, mas o fato de os companheiros do player 1 não aparecerem nos cinematics tira um pouco da identificação com o personagem. Enfim, vício de jogador de RPG...

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Killzone 3 é diversão garantida a qualquer fã de ação constante e tiroteio. As opções de multiplayer e os muitos cenários garantem horas de jogos aos viciados e a campanha (solo ou cooperativa) com seus muito níveis de dificuldade permitem o fácil acesso ao jogo mesmo para iniciantes. Além disso ela é consideravelmente grande para um FPS, pelo pouco que sei bem maior que muitos de seus principais concorrentes. Indico este game para os fãs de FPS e também para aqueles que jamais experimentaram, já que é um bom contato inicial. Além disso, as DLCs, agora disponíveis também na PSN Brasil, expandem ainda mais as emoções deste eletrizante jogo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ICO!


Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2001, 2011
Produtora: Team ICO/Sony
Revisão: em 2001 o Playstation 2 dava seus primeiros passos no mercado dos videogames. Salvo algumas exceções de games que já apresentavam gráficos totalmente a frente de seu tempo, a parte visual do videogame ficava dentro dos padrões que se esperava: uma grande melhoria do Playstation, com gráficos 3D melhor trabalhos e mais naturais. Parece absurdo pensar que foi nesse estágio que ICO (uma produção da Team ICO em parceria com a Sony) foi lançado. O título apresentou aos Gamers da época um estilo gráfico fascinante, que pode hoje ser considerado um dos pontos mais elevado do videogame da sexta geração, além de tudo criando um novo motor gráfico que foi utilizado mais tarde em Shadow Of The Colossus (o “sucessor espiritual” de ICO), onde incomparáveis e belíssimos efeitos de sombra e luz puderam ser apreciados, marcando para sempre a história de uma produtora até então desconhecida.  E não somente a história da produtora foi marcada com a chegada de ICO, mas também a dos videogames, sendo que hoje, ICO e Shadow Of The Colossus juntos (inclusive disponíveis na versão HD Collection lançada para Playstation 3) compõem, para muitos, o topo da lista das maiores obras de arte da história dos jogos eletrônicos, graças a primazia de sua produção geral (que conheceremos em detalhes ao longo dessa página). A envolvente história de ICO tem inicio com um menino de cifres sendo levado para uma ilha distante, para ser sacrificado em um ritual tradicional, pois segundo as crenças dos vilarejos locais, as crianças que nasciam com cifres seriam uma praga para as pessoas que ali habitavam. Chegando à ilha, o menino (chamado Ico, que dá nome ao game) é levado para o centro de um gigantesco castelo abandonado, onde é colocado dentro de um enorme ídolo para ser sacrificado. Desesperado com a situação, Ico balança o objeto e consegue derrubá-lo, quebrando-o com a queda, assim escapando de seu interior. Ao subir as escadarias rumo à torre do castelo, o garoto percebe que algo estava preso dentro de uma jaula. Aproximando-se, ele descobre que era uma menina. Ico então explora o local, até que consegue derrubar a jaula, libertando a bela garota de aparência misteriosa (que logo será identificada como Yorda por uma outra personagem importantíssima para o enredo). Logo em seus primeiro passos em liberdade, Yorda acaba sendo atacada por seres compostos de sombra, que tentam a todo o custo levá-la para um estranho portal dimensional de escuridão. Ico salva Yorda, e a jornada dos dois começa, com apenas um objetivo: encontrar uma forma de escapar do castelo, abrindo seus portões, selados por uma poderosa magia estabelecida pela diabólica Rainha do local! Então, prepare-se para uma aventura emocionante, onde a interação com o ambiente e com Yorda é o ponto mais alto, o que gera um envolvimento presenciado em poucas obras de sua geração (e especialmente de seu ano de lançamento, tão precoce)!

Jogabilidade: além da parte gráfica, a jogabilidade também é fascinante! Aqui você terá algo que poderia ser facilmente definido como uma volta aos conceitos mais clássicos dos Plataformers, e mais especificamente dos Cinematic Plataformers (mais realistas em termos de movimentação e possibilidades de exploração). Os cenários sempre serão os Puzzles do game, sendo que usar a cabeça é uma exigência constante para ultrapassar certos obstáculos ou alcançar lugares inicialmente inacessíveis. E o mais interessante de tudo é que o game dá ao jogador uma liberdade imensa para explorar, sem grandes restrições, onde um jogo de tentativa e erro torna as coisas ainda mais interessantes. Mas talvez o ponto mais alto do Gameplay fique por conta do trabalho em dupla com Yorda, pensado de uma forma absolutamente genial. A menina se comunica com Ico em uma língua incompreensível (representada pela ausência de legendas, que apresentam somente estranhos símbolos). Portanto, a atenção para os gestos feitos pela garota é sempre algo de extrema importância, pois ela indica onde podem estar as soluções para os Puzzles através de alguns movimentos, apontando para algum lugar, por exemplo, tentando também se comunicar com algumas frases (que com o passar do game se tornam naturais para os ouvidos dos mais atentos). Isso por si só já gera um envolvimento entre os dois protagonistas, que é potencializado por alguns comandos e possibilidades interessantes. Talvez o principal deles seja algo que DEVERIA existir em TODOS os games onde você deve proteger alguém: Ico pode segurar a mão de Yorda, assim não sendo necessário esperá-la chegar até você! Será possivel também chamar a menina através do botão determinado para a interação com ela. Se ela estiver perto, certamente virá correndo até você. Se estiver longe, gritará para você conseguir encontrá-la com mais facilidade (sim: ela definitivamente é o NPC mais carismático dos videogames que já joguei!). A lógica dos Puzzles de alguns lugares do castelo exige os poderes misteriosos de Yorda, que podem abrir as portas verdes compostas por ídolos. Nesses locais, normalmente Ico deverá ir primeiro, abrindo caminho para a menina, que obviamente é mais frágil, não podendo se pendurar em lugares perigosos ou saltar por grandes penhascos. E é ai que entra outro comando interessante: Ico poderá chamar Yorda para o outro lado de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para que ambos possam subir, em um esquema bem clássico de Puzzles de blocos), segurando sua mão e puxando-a para o local em questão. Caso ela não consiga chegar até você, balançará a cabeça e dirá algo que serve como um "não". Mas os grandes perigos do castelo estão mesmo nos Monstros de Sombras, que quando aparecem, tentarão a todo o custo levar Yorda para os buracos que se abrem no chão, de onde eles saem. Proteger a menina passa a ser sua prioridade nesse momento, pois se ela for levada... GAME OVER para você! Ico terá uma pedaço de madeira como arma (inicialmente) com o qual poderá fazer combos de alguns golpes, tudo em um esquema bem simples. Além disso, muitos Puzzles estarão ligados ao fogo, que pode ser pego na tal madeira, sendo que mesmo depois de conseguir sua outra arma, você terá de coletar a madeira temporariamente para resolver alguns desses enigmas. De resto, só o game mesmo poderá lhe mostrar, com seus conceitos inovadores e divertidos! segurando sua m de blocosgaror de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para a garora subi

Pros: os gráficos tem uma definição que chega a ser absurda para um game de 2001. Tudo graficamente chama a atenção, como os belíssimos efeitos da luz do Sol, os mínimos detalhes de sombra nos cenários e especialmente personagens (sendo que qualquer alteração nos raios Solares pode ser percebida), as paisagens (destaque para as águas, que impressionam demais por tamanha perfeição) e, além de tudo, o fato de que um simples vento nas roupas/cabelos dos protagonistas pode ser visto com clareza; o sistema de exploração e os Puzzles que compõem a aventura são geniais, ambos exigindo dedicação, atenção e raciocínio (além de que a exploração impressiona por ser extremamente extensa e complexa); Yorda é uma ótima companheira. Quer que eu seja sincero? Sempre detestei cuidar de NPCs nos games, mas Yorda mudou meus conceitos. Ela possivelmente seja uma das criaturas mais carismáticas dos games, sendo as quase 6 horas de companheirismo realmente muito divertidas (mesmo os erros dela são divertidos, até porque ela costuma ser bastante inteligente – mais um ponto positivo: excelente AI); o enredo é simples, mas chama muito a atenção, especialmente por conta do misterioso envolvimento criando entre os protagonistas, que gera expectativas nos jogadores com um clima de apego emocional genialmente bem pensado (como visto em poucas obras até o momento); a trilha sonora, com belos sons ambientes, cumpre com perfeição seu papel, dando uma ambientação ainda melhor para a exploração no enorme castelo solitário.

Contras: quem jogou e zerou ICO, sabe que temos que forçar muito para encontrar um contra nesse game. O máximo que eu poderia dizer aqui nessa sessão é que o jogo poderia ser um pouco maior, pois é consideravelmente curto. Nada que chegue perto de comprometê-lo em uma visão geral, mas se fosse mais longo, poderíamos apreciá-lo por mais tempo, o que seria ótimo, sem dúvida.  

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Se me pedisse para resumir ICO em uma palavra, minha resposta seria “fascínio”. E nesse caso não me refiro somente a parte visual, que sempre é o mais lembrado, pois o game vai além disso, tendo trazido uma jogabilidade muito agradável e envolvente, representando uma transmissão para o 3D de um estilo que talvez tenha se perdido no tempo (lembrando os conceitos dos falecidos e esquecidos Cinematic Plataformers), onde os maiores desafios ficam por conta dos próprios cenários e os Puzzles que neles se encontram. Ainda mais emoção é trazida a sua tela pela relação perfeitamente bem desenvolvida e estabelecida entre o jogador e a misteriosa menina Yorda, que torna a aventura ainda mais atraente! Uma das provas que temos de que “simplicidade” não é o contrário de uma grande produção, pois a Team ICO vem mostrando desde aqui, do ano de 2001, que super produções e verdades obras primas podem partir daquilo que se utiliza do que muitos consideram “menos” no mundo dos games (com poucos inimigos e clima de constante solidão). Um jogo altamente recomendado, e além disso: obrigatório para os donos de um PS2! Muito obrigado por acompanhar o PrettyCoolGames.Blogspot! Nos vemos na minha próxima review! E aproveite para conferir minha review de Shadow Of TheColossus também (basta clicar no nome do game, logo ai atrás)! Até mais, Gamers de Plantão! Nos vemos por aqui!


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

YAKUZA!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: Amusement Vision/Sega


Revisão: conhecido como Ryu Ga Gotoku (Like a Dragon) no Japão, Yakuza é uma série de jogos de ação/luta produzido pela Sega exclusivamente para os videogames da Sony. Usando a famosa máfia japonesa como temática, o jogo narra a história de Kazuma Kiryu, membro do clã Fuma que estava prestes a fundar sua própria família após anos de trabalho. Kiryu tinha uma forte amizade com Akira Nishiki, também Yakuza, e Yumi Sawamura, seu amor de infância. No entanto, sua vida virou pelo avesso quando Sohei Dojima, líder do clã Tojo (a família dominante), sequestra Yumi e tenta estuprá-la. Nishiki parte para salvá-la e acaba matando seu chefe. Antes das autoridades chegarem, Kiryu manda Nishiki fugir com Yumi e assume a culpa. Graças a seu antigo chefe Shintaro Fuma ele acaba na cadeia ao invés de morto. Após 10 anos na prisão, Kiryu retorna a região de Shijuku de Tóquio esperando reencontrar seus amigos. No entanto, o que acaba vendo é sua família desmoronando após o desaparecimento de 10 bilhões de yenes e da morte do atual chefe Masaru Sera. Seu antigo amigo Nishiki reaparece muito diferente do que fora e parece intimamente ligado aos eventos. Na tentativa de reencontrar a desaparecida Yumi, Kazuma acaba encontrando a menina Haruka, suposta sobrinha desta, e que procurava sua mãe Mizuki. Em um ambiente selvagem, cercado por inimigos, Kazuma tenta reencontrar uma razão para seguir vivendo, juntando os pedaços de seu passado e conseguindo novos amigos em uma sociedade conturbada e turbulenta. O jogo é ambientando em uma limitada localização da cidade de Tóquio, mas a retrata de uma maneira ímpar, havendo muitos prédios, lojas, luzes e pessoas nas ruas. O jogo foi lançado originalmente em 2005, sendo relançado no pacote HD Collection junto com Yakuza 2 este ano para Playstation 3.

Jogabilidade: a exploração da cidade é similar ao estilo mundo livre, porém mais limitado pelo tamanho de Shinjuku e pela impossibilidade de realizar saltos. A variedade de prédios que podem ser esplorados é muito grande, com amplas opções de lojas, restaurantes, sorveterias, cafeterias, supermercados, bares, casinos, casas de lutas e etc. É possível andar livremente pela cidade e completar uma série de minigames e missões opcionais enquanto se realiza as missões da história. Quando há necessidade de lutar, uma tela diferente se abre e o ambiente se torna mais limitado. Neste momento o jogo se torna um beat'em up 3D tradicional, sendo possível usar elementos do cenário e do inventário para auxíliar nos combates. Cada luta garante pontos de experiência que podem ser usados mais tarde para ampliar as habilidades de Kiryu em determinados atributos, melhorando ou ampliando seu arsenal de ataques. O inventário é limitado e o excedente de itens pode ser armazendado em um baú no bar Serena. Além das missões do jogo e extras ainda existe a possibilidade do namoro nos bares, em uma maneira típica japonesa de "hostress", e a coleção de chaves do armário central, cada uma garantindo importantes itens. Em alguns momentos do jogo Kiryu será acompanhado por Haruka enquanto explora a cidade. A presença dela "tranca" alguns locais (clubes noturnos) e abre possibilidade de uma série de jogos extras, destaque para a máquina de pescar bichos de pelúcia. Tudo isso garante a diversão e aumenta a confiança da menina no nosso protagonista. Não é possível digirir veículos ou trocar de roupa. A cada vez que se come ou bebe algo diferente uma variável quantidade de experiência é ganha, além de recuperar a barra de vida. Bebidas alcoólicas, se consumidas em excesso, diminuem temporariamente algumas habilidades de luta.

Pros: Yakuza é mais um dos games que se destaca pelo seu roteiro digno de uma grande obra do cinema. É, claro, amplamente inspirado nos filmes de ação do final dos anos 80 e início dos 90. Apesar de turrão e pouco expressivo, a história de Kazuma é capaz de comover os gamers, em um dos roteiros mais envolventes da história dos videogames. Toda a ambientação de uma cidade japonesa é incrível, o mesmo valendo para os personagens e suas expressões faciais típicas. O trabalho de dublagem é outro destaque, em especial o original japonês que, obviamente, faz mais sentido. A qualidade gráfica e sonora é visível para qualquer um que olhe os primeiros minutos de um trailer. As missões extras e os encontros tornam o jogo maior e mais interessante para quem quiser completá-los, ainda que possam ser tranquilamente dispensados por quem não quiser. Por último, as batalhas são divertidas (com raras exceções) e a experiência ganha garante uma grande progressão nas habilidades de Kiryu do início ao final do jogo.

Contras: o sistema de batalhas aleatórias lembra o de muitos RPGs, o que nem sempre é satisfatório. As armas de fogo foram bem pouco trabalhadas. Mesmo não sendo o foco do jogo poderia haver um trabalho melhor nessa área, já que a única vantagem das armas de fogo é a distância. Além disso, como normalmente acontece, algumas missões opcionais são realmente frustrantes.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: Yakuza é o primeiro jogo de uma recente e já clássica série dos consoles da Sony, que recentemente recebeu mais um título, Ryu Ga Gotoku 5. Um excelente trabalho em produção e um roteiro cativante tornam este jogo um daqueles obrigatórios para quem possuir o PS2 ou o PS3. Um grande sucesso de público e crítica e um dos maiores sucessos da Sega atualmente. Certamente um dos games que mais me marcou, recomendo a todos os fãs de ação. O game gerou mais uma continuação no PS2 e mais três no PS3, além de outros spin-offs no PSP e no PS3. Em breve voltaremos com outros títulos da série.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

BULLY (SCHOLARSHIP EDITION)!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Wii, XBox360 e PC (Scholarship Edition)
Ano de Lançamento: 2006, 2008
Produtora: RockStar Games
Revisão: GTA foi uma das séries mais famosas de todos os tempos. E como uma obra da RockStar, obviamente após seu sucesso, a produtora decidiu investir em peso na criação de outros títulos que se utilizaram dos conceitos de "mundo aberto" ou "mundo livre", com ampla exploração e um ar de simulação da vida real (ainda que os exemplos dados não sejam lá os melhores... hehehe). Entre todos esses investimentos estava Bully, que conseguiu dar um tapa na cara da midia, que logo que o game foi anunciado se manifestou com acusações de que esse seria um "GTA com uniforme de colegial". Pois eles estavam totalmente enganados, pois Bully se mostrou uma produção bastante a parte de GTA (os motivos veremos mais além). Trazendo aos jogadores uma simulação da época do colegial com o clima já peculiar da RockStar, o game causou muitas polêmicas, ganhando restrições de vendas em todo o mundo e sendo quase proibido aqui pelo Brasil (pra variar, não é?), o que só não aconteceu por fortes discussões quanto ao assunto. Mais polêmica ainda veio por parte dos nossos "amigos" da Gamespot, que trouxeram a notícia da possível proibição com uma irônica manchete que dizia algo como "Com suas enormes festas, praias de Topless e favelas sem lei, o Brasil tem fama de lugar onde pode tudo... ou quase tudo", o que irritou alguns leitores Brasileiros (que feio, Gamespot...). Mas deixando as polêmicas de lado, vamos ao enredo do game: tudo se inicia quando o jovem Jimmy Hopkins é transferido para o famoso e respeitado colégio interno, Bullworth Academy. Contrariado com a ideia de morar no colégio por algum tempo até alcançar seu diploma, Jimmy chega ao local já arrumando confusões. O diretor da instituição alerta o garoto para ficar longe de problemas, afirmando que se fizesse o contrário, teria de se ver com ele. Após conhecer um pouco da escola, a mando do próprio diretor, Hopkins acaba brigando com os metidos do grupo de alunos conhecidos como "Bullies". Após ser pego por um dos inspetores, Hopkins é mandado para o dormitório para trocar suas roupas pelo uniforme. Lá, Jimmy conhece o estranho, prepotente e megalomaníaco Gary Smith, que se oferece como amigo, avisando que o Bullworth era um local onde amigos eram algo importante (e os motivos eram mais do que obvios). Assim, Jimmy se une a Gary! Juntos eles irão arranjar confusões com todos os grupos do colégio, em busca de serem os mais respeitados estudantes do local! E é assim que você começa nessa divertida aventura, que além do inicial lançamento para Playstation 2, ainda teve relançamento para Wii, Xbox360 e PC, em uma versão chamada de Scholarship Edition, que trazia algumas missões extras, assim como outros conteúdos não encontrados na primeira versão (aulas extras, roupas novas, novos alunos, etc).

Jogabilidade: deixando de lado o clima mais urbano de briga de gangues visto em GTA (pelo menos até certo ponto), Bully apresenta uma jogabilidade 100% focada na vida escolar, com diversos elementos de "simulação da vida real", sendo possível fazer amigos, arranjar namoradas, trabalhar, e obviamente, estudar. Ainda que muitos desses elementos não sejam exatamente uma novidade para os mais experientes nos games da Rockstar, eles foram trabalhados de uma maneira tão característica que conseguem se distanciar bastante de suas origens. Podemos perceber isso, por exemplo, no fato de que é possível literalmente interagir com qualquer aluno da escola (e por vezes até mesmo algumas pessoas das ruas, a partir do momento que os portões da escola se abrem), comunicando-se com eles de forma positiva ou negativa, o que pode gerar amizades ou brigas. Isso ajuda a dar uma impressão de que todo mundo está ali por um motivo, o que é muito interessante, chamando a atenção logo nos primeiros momentos. No topo da tela, você terá um mini-mapa, que lhe ajudará a encontrar suas missões ou avisar sobre as aulas disponíveis no momento (caso não ouça o alarme). Alias, as aulas são muito importantes para a customização do personagem e avanço no game. Ainda que até certo ponto não seja obrigatório completar 100% das aulas com as melhores notas possíveis, os benefícios por tal feito compensam muito! Cada uma das aulas trás certos "Upgrades" para Jimmy, como por exemplo, as de artes, que o ensinam a conquistar as garotas com mais facilidade (chegando ao ponto em que qualquer garota da escola pode ser uma namorada), assim como as aulas de química dão alguns novos itens, como bombas, muito úteis ao decorrer do jogo. Além dessas, outras serão visitadas, cada uma com seus benefícios. Como em diversos games da Rockstar, aqui você também terá um meio de transporte para facilitar suas buscas pela grande cidade do game. Esse será a bicicleta, que poderá ser customizada com o passar do jogo graças as aulas de mecânica. Vale lembrar também que existem lojas espalhadas pelo mapa, o que inclui as famosas lojas de roupas. O dinheiro pode ser adquirido nas missões, mas em maiores quantias por meio do trabalho. Alguns NPCs do jogo oferecem trabalhos para Jimmy, sendo os mais comuns o de entregador de jornal e o de cortador de grama (sendo esse último feito também como punição por maus modos na escola). Jimmy terá uma boa quantidade de "armas" ao seu dispor, como dinamites, bombas de mal cheiro, ovos e um estilingue. Além delas, terá também um Skate, que na ausência de uma bicicleta, ajuda bastante em longos percursos. Mas fique de olho: brigar, andar de Skate ou namorar nas dependências da escola não é permitido. Se um monitor lhe pegar fazendo alguma dessas coisas, ele tentará levá-lo para o diretor. É ai que entram os armários e as lixeiras (ou melhor... você entra nelas), que servem como esconderijos infalíveis!

Pros: os gráficos são ótimos, por muitos considerados um Top dentro da Rockstar da era PS2, com um estilo diferente do tradicional e bastante detalhado; as lutas são muito interessantes, com muitos elementos mais realistas e comandos mais intuitivos, menos automatizados, o que agrada aqueles que procuram um game com um foco bem grande em tal quesito (fora as possibilidades de uso do ambiente à seu favor, como jogar seus inimigos nas lixeiras!); a simulação da vida escolar ficou perfeita, com inúmeras possibilidades de zuar os colegas, aulas interessantes, jogos e grupo bem distribuídos de alunos, todos com suas "rixas" e características de aparência e personalidade (coisa típica nas escolas dos tempos modernos); no aspecto NPCs, Bully ganha de muitas outras produções de seu gênero. Nenhum aluno é um "Zé Ninguém", pois como já foi dito, a interação com eles é muito bem produzida; o enredo, ainda que simples, é muito agradável, lembrando o cinema americano no estilo colegial; as missões (e especialmente os combates contra os chefes) são muito variadas, impedindo o game de cair na monotonia. 

Contras: o primeiro "problema" do jogo é o cronograma de aulas no inicio da jogatina, que é realmente muito corrido, com uma aula atrás da outra, quase não dando tempo de você se divertir com outras coisas. Mas talvez o ponto mais irritante do game seja a inteligencia artificial, que varia de excelente para péssima em questão de segundos! Digo isso porque por vezes os alunos tem surtos psicóticos, arranjando problemas para você por simplesmente ter esbarrado neles! E alguns segundos depois, passam cumprimentando você como amigos íntimos... vai entender, não é? Acho que faltou uma dosagem correta nesse aspecto.

Screenshots:












Trailer:


Considerações Finais: Talvez o game mais polêmico da Rockstar, justamente por abordar uma parte da vida do ser humano onde passar a ideia de educação e bons modos é o grande objetivo daqueles que estão à frente dos grandes grupos de adolescentes e jovens. Mas como costumo dizer, videogames são videogames, vida real é vida real (e quem não sabe diferenciar esses dois mundos, certamente deve procurar algum tipo de tratamento... rápido, agora!). Saindo desse assunto absolutamente ridículo, digo que Bully é um game excelente, fora dos padrões mais comuns de sua produtora. Muitos elementos inovadores podem aqui ser encontrados, proporcionando um gameplay com muita diversão, muita interação com os personagens do game, um excelente sistema de lutas e um tom de humor sarcastíco (tipico das produções da nossa querida Rockstar)! Se ainda não experimentou uma boa jogatina em Bully, corra para fazer isso! Você verá poucas coisas no mundo dos videogames parecidas com ele (ou talvez nenhuma)! Um excelente game, recomendado mesmo! E não se esqueçam crianças: nada de jogar pessoas nas lixeiras, soar os alarmes de incêndio do colégio para assustar os colegas ou trancar os outros nos armários, pois "Bulling" não é legal! Um abraço a todos! Até mais!


domingo, 9 de setembro de 2012

DRAGON AGE II

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Action RPG
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, PC
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Bioware


Revisão: o primeiro jogo da série Dragon Age foi lançado em 2009, elevando ao máximo dos potencial dos RPGs de múltiplos caminhos lançados pela Bioware. O jogo atingiu tamanha popularidade que foi considerado o RPG da década por muitos, sendo garantida sua continuidade. O segundo game foi lançado dois anos depois e se passa novamente em Thedas, um mundo amplamente inspirado na mitologia nórdica e nos contos de Tolkien. Não se trata de uma continuação direta de Origins, mas sim de eventos paralelos. Durante o ataque do Archdemon e dos Darkspawn a Ferelden, muitas famílias fugiram e procuraram abrigo em reinos vizinhos. Para maiores detalhes do enredo por trás do primeiro jogo clique aqui para ler a minha review. Logo no início do jogo, o aventureiro anão Varric é sequestrado por um grupo chamado A Ordem, sendo interrogado sobre o paradeiro do "campeão". O jogo é então narrado retrospectivamente pelo anão. Você assumirá o controle de Hawke, um dos refugiados que tenta desesperadamente deixar Ferelden com sua mãe e com seus irmãos, o cavaleiro Carver e a bela maga Bethany. É possível editar a classe de Hawke (guerreiro, mago ou ladino), sexo e aparência, mas ele obrigatoriamente será humano e começará neste contexto, com possibilidades muito mais limitadas que no primeiro. Durante a escapada, Hawke e sua família encontram a brava Aveline e seu marido Wesley. A partir de então, os eventos serão baseados na escolha da profissão e dos diálogos. Mas obrigatoriamente Hawke acabará na cidade de Kirkwall. Num território  hostil, repleto de corruptos e bandidos prontos a explorar os refugiados, Hawke deve encontrar uma forma de se estabelecer com sua família, além de resolver os problemas da conturbada cidade, dividida entre a ordem religiosa (The Chantry) e a ordem militar (The Templars). No caminho, Hawke contará com apoio de sua família, de sua amiga Aveline, do anão Varric, da pirata Isabela, da elfa Merril, do elfo escravo Fenris e do mago Anders. Dragon Age 2 representou uma tentativa de popularizar ainda mais a série, retirando muito das opções e interação do primeiro jogo para dar lugar a gráficos e efeitos sonoros muito melhorados e uma jogabilidade mais simples, conforme veremos adiante. Além disso, abandonou o "conto do herói" utilizado no jogo anterior, abordando temas como domínio da Igreja sobre o Estado, Militarismo, preconceito de raça e liberdade religiosa, tendo portando uma visão mais adulta.

Jogabilidade: a base do jogo segue sendo o Advanced Dungeons & Dragons, assim como o anterior. A grande inovação de Dragon Age 2 foi no controle dos personagens. Muitos jogadores tiveram dificuldade de adaptação ao primeiro, onde o personagem ficava frente a frente com o inimigo bastante exposto enquanto trocavam golpes. O segundo se transformou em um Action RPG bem característico, exigindo destreza nas alavancas para evitar os golpes dos inimigos. Na verdade, o sistema de batalhas pode ser comparado com o Hack'n'Slash, já que o clássico "smash buttons" está igualmente presente. A Inteligência Artificial também foi simplificada de modo a tornar mais fáceis as táticas programadas. As armas que podem ser equipadas são restritas a classe. Dessa forma, não é possível mesclar as profissões criando, por exemplo, um mago guerreiro. Apenas Hawke pode trocar de armadura, os demais trocarão em pontos específicos do jogo e não podem ser removidos. As opções de habilidade são vinculadas a subespecialidades, podendo ser livremente escolhidas. A cada level up você poderá aumentar os atributos de seus personagens e acrescentar um golpe/habilidade. De resto, a jogabilidade segue as mesmas regras, o grupo pode ter até quatro pessoas, sendo um controlado diretamente pelo jogador e três pela AI. É possível dar comandos aos membros do grupo, assim como definir como deve se portar frente à batalha. Como no anterior, as falas de Hawke devem ser escolhidas pelo jogador, sendo que isso permitirá melhorar ou piorar o relacionamento com o(s) personagem(ns) envolvido(s), variando de rival a aliado, havendo a possibilidade envolvimento romântico em alguns casos.

Pros: a jogabilidade foi muito melhorada, de fácil compreensão e adaptação, exigindo precisão e habilidades manuais, além das tradicionais táticas. Novamente todas as falas de Hawke devem ser escolhidas, resultando em diversas opções de diálogos. Mas dessa vez todas elas são dubladas, sendo que o tom de voz depende da opção mais vezes escolhida, podendo ser bondoso, rude ou irônico. Os cenários são amplos e muitas vezes variáveis dependendo do momento em que se entra neles. Como é tradicional neste gênero, o jogo é repleto de side-missions, extras e DLCs, que ampliam ainda mais o já gigantesco mundo de Dragon Age e ajudam a explicar melhor a história de alguns personagens. A temática mais adulta do roteiro, ainda que fuja um pouco do comum neste tipo de conto, ajuda a tornar o jogo mais envolvente e reflexivo.

Contras: acho seguro dizer que quem jogou o primeiro jogo e o achou muito bom terá algumas decepções com sua sequência. Além de um ambiente consideravelmente menor (apenas uma grande cidade), há poucas opções na edição do personagem (obrigatoriamente humano), e as decisões tomadas ao longo do jogo resultam em poucas possibilidades reais no final (4 ou 5 dependendo do ponto de vista). As escolhas de relacionamentos são fracas, muito porque os personagens do jogo são menos complexos e suas relações bem pouco abordadas.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Dragon Age II a meu ver representou uma simplificação desnecessária de Origins. Foi uma provável tentativa de atrair um público mais amplo através de um sistema de jogo menos complexo. O resultado foi a reclamação dos fãs tradicionais do primeiro título, resultando em menor popularidade e sucesso. O roteiro também acabou por desagradar alguns por narrar a história de um refugiado tentando ganhar a vida, diferente do primeiro que fazia o clássico relato do conto do herói (mesmo que não seja lá muito original). Mesmo assim é um jogo divertido e acessível a um amplo número de gamers por suas características de ação. A possibilidade de relacionamentos e os múltiplos caminhos seguem sendo característica da série e da produtora. Assim como ocorreu com Origins, várias DLCs foram lançadas com intuito de ampliar o jogo. Apesar de não ser um épico como o primeiro, é com certeza um bom jogo que merece ser conferido por gamers em geral. Ainda mais neste momento, quando muita expectativa é criada em cima da Bioware pela produção de Dragon Age 3. Aos fãs resta esperar e ver!


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