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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILENT HILL: HOMECOMING!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, Microsoft Windows
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Konami

Revisão: Homecoming é o sexto lançamento da série Silent Hill e o primeiro para a sétima geração. A franquia já havia mudado seus rumos desde The Room, e após o apenas razoável Origins a expectativa sobre este jogo era bem grande. O jogo permanece com a proposta de mundança dos jogos anteriores, trazendo uma série de inovações que serão discutidas mais adiante. O jogador assume o comando de Alex Shepherd, um soldado das forças especiais. Logos nas primeiras cenas, Alex é levado por sinistras criaturas no que parece ser uma bizarra instituição hospitalar. Após conseguir se libertar, Alex é surpreendido por seu irmão Josh, que inexplicavelmente foge dele. Seu terror entretanto se revela apenas um pesadelo, quando acorda na carona do caminhoneiro Travis Grady (protagonista de SH Origins, o que gera ainda mais polêmica diante do discutível final do referido jogo). Alex chega à sua cidade natal, Shepherd Glen, após um período de internação hospitalar por ferimentos sofridos em batalha. Entretanto, encontra a cidade, vizinha de Silent Hill, virtualmente abandonada, exceto por bizarras criaturas. Além disso, parecia que o tempo não havia passado desde que saira anos atrás. Ao chegar em casa, encontra apenas sua mãe, em um estado de confusão mental avançado. Sem saber a localização de seu irmão mais novo e de seu pai, Alex parte pela cidade, reencontrando antigos moradores (entre eles sua antiga paixão Elle Holloway) e descobrindo os segredos da fundação de sua cidade, intimamente ligados com sua famosa vizinha. Contando com uma equipe de produção relativamente nova (exceto pelo já confirmado Akira Yamaoka na trila sonora), sendo o primeiro jogo produzido nos EUA, o jogo teve uma relativa aproximação do filme, principalmente pela presença das enfermeiras, da maneira como a cidade se transforma no mundo sombrio, e da reaparição (de certa forma inexplicada) do Pyramid Head. Mesmo assim o jogo gerou muita desconfiança e descontentamento por parte dos fãs mais antigos.

Jogabilidade: o jogo tem talvez a melhor jogabilidade de todos os Silent Hill. Por ser um militar, Alex é perito em armas de fogo e brancas. Para as primeiras, a mira é totalmente manual e a região do corpo atingida afeta diretamente o dano sofrido. São raras, entretanto, havendo pistola, espingarda e rifle. Já as armas brancas são mais variadas, divididas entre facas, machados e bastões. Várias combinações de golpes fracos e fortes podem ser utilizados na luta contra os monstros, incluindo a opção de esquiva. Além do óbvio uso para enfrentar os inimigos, essas armas são essenciais para a resolução de parte dos enigmas. Estes, a exemplo do que ocorre desde Silent Hill 3, costumam ser mais simples que nos dois primeiros e suas respostas estão em um local muito próximo de onde é utilizado. O que não significa que são fáceis de resolver. A exploração da cidade é similar a de Origins, é possível andar por muitos lugares mas só dá pra explorar mesmo aqueles pré-estabelecidos pelo storyline. Os diálogos são o grande diferencial de Homecoming, já que todos eles podem ser escolhidos pelo jogador. Essas escolhas, combinadas com duas decisões maiores, culminam em um dos quatro finais principais, que variam entre o bom e os intermediários (que por vezes são mais interessantes e coerentes que o bom). Além destes, há também o final UFO, tradicional da série.

Pros: o jogo apresenta um roteiro marcante, já tradicional da série, com muitas revelações sobre o passado de Alex e da cidade. A possibilidade de escolha de falas garante a interação do jogador com o personagem, algo inédito na série até então. As melhorias na jogabilidade asseguram um nível de ação que nunca havia existido, ainda que também demande maior habilidade. Os finais são bem variados, bastante coerentes em relação ao roteiro, o que fará com que os fanáticos queiram ver todos eles, garantindo muito mais tempo de jogo. O visual do jogo colabora para o clima de terror, havendo uma série de cenas violentas e perturbadoras. Os enigmas são mais simples quando comparados aos dos primeiros jogos, mas exigem um moderado grau de raciocínio e até compreensão do roteiro. Como sempre, a trilha sonora dá um show, marca registrada da série.

Contras: o jogo apresenta uma evolução lenta, só depois de algumas horas a história se torna envolvente de verdade. Por isso, as primeiras partes podem ser extremamente lineares dependendo de cada jogador. Algums monstros tendem a ser apelativos em alguns momentos, pela primeira vez na série, o que acaba por testar a paciência de quem era habituado com a forma mais tranquila que os outros jogos foram conduzidos.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Silent Hill Homecoming é mais um bom jogo de terror, seguindo fiel à forma em que foram feitos os seus antecessores. No entanto, os fãs mais fanáticos não se agradaram muito pela exploração e enigmas não seguirem a mesma linha do excepcional primeiro Silent Hill. Mesmo assim, recomendo muito este game aos fãs que ainda não o experimentaram, mesmo não sendo tão marcante, trata-se de um bom jogo que representa muito bem esta importante série no PSX e no PS2. Mesmo com uma considerável redução no "terror psicológico", o jogo ainda consegue manter um adequado nível de tensão, especialmente conforme se aproxima do final do jogo e das decisões chave.


domingo, 21 de outubro de 2012

STREET FIGHTER IV

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Luta
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, Nintendo 3DS
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Capcom

Revisão: Street Fighter IV é a sexta série do jogo de luta mais famoso de todos os tempos. A atual versão do jogo, lançada após o mediano Street Fighter 3, veio para ser a versão definitiva da série, repleta de elementos novos mesclados com aquilo que fez de Street Fighter II o jogo de luta mais popular de sua época. A similaridade começa pelo lançamento em 2008 exclusivo para Arcade. No ano seguinte o jogo base foi lançado para Playstation 3 e Xbox 360. A história do jogo se passa entre SF2 e SF3, após o embate entre M. Bison e Akuma e mostra o início das operações da sinistra corporação S.I.N. O jogo inicial incluia os doze personagens de Street Fighter II Turbo (os 8 principais e os 4 chefes), mais Akuma e seis personagens novos: Abel, o homem que esqueceu seu passado; Crimson Viper, uma sinistra espiã; Rufus, o lutador de Kung Fu que quer ser o maior dos EUA; o mexicano El Fuerte; Gouken, mestre de Ryu e Ken e irmão de Akuma; e Seth, o último chefe do jogo. As versões para consoles apresentavam ainda mais seis personagens da série II e Alpha que podiam ser destravados: Sakura, Cammy, Dan, Rose, Gen e Fei Long. Estas versões tinham como grande atrativo o extensivo uso das redes, PSN e Xbox Live, para intensos combates online. Em 2010 uma nova expansão do jogo foi lançada, o Super Street Fighter IV. Este jogo era ainda mais voltado ao multiplayer online, apresentando muitas inovações neste sentido (não é compatível com quem não fez o upgrade da versão anterior). Quem já possuía SFIV poderia comprar pelas redes a expsansão ou comprar diretamente o disco com o jogo completo. Foram acrescentados ainda mais personagens, como Dee Jay e T. Hawk de SF2, Adon de SF1, Dudley, Ibuki e Makoto de SF3, e Cody e Guy de Final Fight, além de mais dois personagens novos, Juri e Hakan. Outros personagens foram incluidos posteriormente em DLCs, como Evil Ryu e Oni. No ano seguinte a expansão Arcade Edition foi lançada,  sendo ainda mais apromorada para lutas online e incluidas as DLCs dos personagens secretos, mas não das roupas secretas que ainda precisam ser compradas pelas redes.

Jogabilidade: a Capcom conseguiu a perfeita união entre o clássico e o novo. Com isso, a jogabilidade ficou muito, mas muito parecida com Street Fighter II, com personagens leves, que saltam com facilidade em uma movimentação totalmente 2D, mas com gráficos cartoonizados em 3D. Os variados botões dos consoles dividem em socos e chutes em fortes, médios ou fracos (exatamente como era no SNes ou no Mega Drive). Os golpes seguem sendo um pouco "duros", envolvendo giros parciais ou completos do direcional, carregar para trás ou para baixo por alguns seguntos, etc. Mas diferente dos joysticks antigos, os da nova geração contam com as alavancas, aproximando os jogos caseiros da jogabilidade quase perfeita do Arcade, além de poupar os polegares dos mais fanáticos. Praticamente todas as táticas de antigamente são novamente aplicáveis. Se unir isso aos excelentes aspectos gráficos e sonoros, conseguimos um jogo capaz de atrair jogadores novos ao mesmo tempo que traz de volta os mais veteranos que já haviam abandonado a série pelos rumos que havia tomado. O modo single player permite confrontos com a CPU ou jogar no modo arcade e ver a história dos personagens, havendo bastante variação e algumas falas especiais quando se enfrenta o "Rival". Mas o último chefe será invariavelmente Seth (que nem chega nem perto dos problemas que Bison causava em SFII). Durante a história, os clássicos desafios de quebrar o carro e os barris estão de volta.

Pros: a grande surpresa deste jogo (especialmente para quem muito jogou SFII) são as semelhanças e as características simples que fizeram da série a mais importante dos anos 90 no quesito luta, se afastando de vez daquela tendência "frenética" de jogos como Soulcalibur e Tekken, com embates mais agressivos e muito "smash button". SFIV segue um jogo mais calmo, em que muitas táticas podem ser aplicadas, havendo grande variação entre os personagens e os estilos de cada jogador, alguns mais ágeis (Chun Li), outros mais defensivos (Guile), outros mais agressivos (Ryu, Ken) e assim vai. O modo online de confrontos é bem perto da perfeição, garantindo muito desafio para quem curte esta modalidade, que só é estragada por eventuais conexões lentas. Por último cabe ressaltar a excelente arte gráfica e a trilha sonora primorosa, algo que já é comum na série mas que está ainda melhor nesta edição.

Contras: o jogo é quase totalmente voltado para o modo online, de modo que há poucas opções de single player. Para quem não gosta muito de confrontos virtuais e mesmo assim gosta de luta provavelmente SFIV ocupará uma posição secundária, já que outros jogos de luta desta geração trabalham mais o desafio offline. Para um gigantesco jogo como este e todas as capacidades eu esperava que a história dos personagens fosse melhor explicada.

Screenshots:








 Trailer:


Considerações Finais: Street Fighter IV é considerado pela maioria dos gamers e sites/revistas especializadas como o melhor jogo de luta desta geração, algo que certamente é justo. A grande quantidade de lutadores e suas diferentes características e todo o excelente trabalho do jogo online tornam ele atrativo para os viciados, mas também permite que jogadores ocasionais tenham bastante diversão e aproveitem este enorme game e seu esplêndido trabalho de arte, gráfica e sonora (cabe novamente destacar a sempre incrível OST). Após as versões de PS3 e Xbox 360, uma versão alternativa foi lançada para Nintendo 3DS com o título de Super Street Fighter IV: 3D Edition. Apresenta todos os personagens e tem um gameplay muito rápido, bem próximo da versão dos consoles, garantindo que donos do novo portátil da Nintendo também possam usufruir deste magnífico jogo.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

KILLZONE 3!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: First Person Shooter
Plataforma: Playstation 3
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Guerrilla Games/Sony CE

Revisão: hoje vou falar de um jogo que não é bem a minha praia. Quando um amigo me convidou para jogar Killzone 3 fiquei bem desconfiado, jogos em primeira pessoa não são bem a minha preferência (exceto alguns arcaicos RPGs do Snes, hehe). No entanto gostei tanto que resolvi escrever sobre o jogo aqui no blog. Deixo claro que não entendo do estilo, então não poderei estabelecer comparações com Call of Duty ou Medal Of Honor por exemplo. Então a review não deve ser atrativa para veteranos do estilo. Mas talvez quem assim como eu não tem muita experiência pode se beneficiar de um ponto de vista diferente dos especialistas. Bom, terminadas as explicações, a série Killzone é uma marca dos consoles da Sony e consiste basicamente em um jogo de tiro em primeira pessoa que mostra a guerra da Terra contra as forças invasoras de Helghast. Os três jogos fazem sequência direta, então falar sobre este jogo fatalmente implicará em spoilers dos anteriores, mas tenarei manter  no mínimo possível. Quem clicar no link abaixo sem ter jogado os demais games da série está avisado.

Jogabilidade: a movimentação segue é claro o padrão First Person Shooter (FPS), com a mira sempre à frente, sendo uma alavanca responsável pela movimentação e outra pelo ajuste de mira. É possível carregar até três tipos de armas, de médio e grande calibre, além de granadas. Todas podem ser trocadas facilmente pelo ajuste do controle. A movimentação do personagem é sensível à pressão das alavancas, podendo caminhar ou correr. Em determinados pontos é possível matar os inimigos com apenas um golpe pelas costas, desde que não estejam em posição de alerta. Em alguns momentos saltos precisos serão necessários para atingir pequenos patamares, por vezes inclusive com auxílio de jetpacks. Determinadas missões permitem o uso de veículos. Seguramente a coisa mais divertida neste jogo é o multiplayer. É possível até quatro jogadores simultaneamente, sendo que o player 1 controla Sev e os demais controlam outros três que não aparecem no storyline principal. A resposta aos comandos dos jogadores é ótima e não há grandes bugs que atrapalhem o modo. Quando um dos personagens morre ele pode ser imediatamente revivido por seu(s) colega(s). No entanto, se isso não for feito em determinado tempo, ele morrerá em definitivo e o jogo retorna ao checkpoint anterior, que por sorte são bastantes frequentes. Infelizmente o jogo não permite a campanha cooperativa online. O multiplayer online tem muitas opções de confronto entre os jogadores, entre elas o bom e velho duelo e as batalhas contra um gigantesco número de pessoas, o que garante a alegria dos viciados, fato comprovado pelo grande número de videos do Youtube com profissionais promovendo verdadeiras carnificinas de novatos (como eu).

Pros: como já disse, não sou fã de FPS em geral, talvez por ignorância, talvez por falta de oportunidade. Mesmo assim, com os avanços da nova geração em relação a eles, acho que todos os gamers deveriam experimentar pelo menos um dos tantos para ver, mesmo que eventualmente já o tenha feito no PS2, no Xbox ou no PC. Qualquer fã dos grandes jogos de ação em terceira pessoa tem grande chance de gostar deste jogo e de seus semelhantes. O clima de guerra propiciado por Killzone faz jus a seu nome. As armas, fictícias obviamente pelo contexto, são muito diferenciadas e bem planejadas. Desta forma, jogadores devem se adaptar às diferentes armas de acordo com suas preferências e habilidades, seja de tiro à distância, mortes em silêncio ou o velho tiroteio com explosões. Isso torna ainda mais interessante o multiplayer, que permite que você e seu(s) amigo(s) entrem em perfeito acordo em relação a táticas e funções no campo de batalha. Os muitos modos de dificuldade garantem o desafio por algum tempo, enquanto as fases bem diferenciadas (que fogem do anda e atira) garantem a diversão por variar as posições dos jogadores e evitar que o jogo caia no tédio. As questões de produção são ótimas, tanto gráficas tanto sonoras. Um detalhe interessante é que este foi o primeiro jogo do Playstation 3 a ser totalmente dublado em português brasileiro. Este é mais um ponto positivo a ser ressaltado, a dublagem é bem feita e as traduções são bem adequadas e sem grandes censuras (nada de "filho da mãe" ou "caramba"). Claro que vale ressaltar para os mais exigentes que está longe da perfeição. Mas ainda assim muito melhor que tudo que havia sido feito até então neste sentido.

Contras: minha grande decepção foi a ausência do modo cooperativo online, que eu considero o grande avanço da nova geração, já que permite que amigos joguem à distância. Os modos online estão mais indicados aos jogadores inveterados, enquanto os casuais terão dificuldade em adaptação. Pode parecer pouco, mas o fato de os companheiros do player 1 não aparecerem nos cinematics tira um pouco da identificação com o personagem. Enfim, vício de jogador de RPG...

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Killzone 3 é diversão garantida a qualquer fã de ação constante e tiroteio. As opções de multiplayer e os muitos cenários garantem horas de jogos aos viciados e a campanha (solo ou cooperativa) com seus muito níveis de dificuldade permitem o fácil acesso ao jogo mesmo para iniciantes. Além disso ela é consideravelmente grande para um FPS, pelo pouco que sei bem maior que muitos de seus principais concorrentes. Indico este game para os fãs de FPS e também para aqueles que jamais experimentaram, já que é um bom contato inicial. Além disso, as DLCs, agora disponíveis também na PSN Brasil, expandem ainda mais as emoções deste eletrizante jogo.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ICO!


Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2001, 2011
Produtora: Team ICO/Sony
Revisão: em 2001 o Playstation 2 dava seus primeiros passos no mercado dos videogames. Salvo algumas exceções de games que já apresentavam gráficos totalmente a frente de seu tempo, a parte visual do videogame ficava dentro dos padrões que se esperava: uma grande melhoria do Playstation, com gráficos 3D melhor trabalhos e mais naturais. Parece absurdo pensar que foi nesse estágio que ICO (uma produção da Team ICO em parceria com a Sony) foi lançado. O título apresentou aos Gamers da época um estilo gráfico fascinante, que pode hoje ser considerado um dos pontos mais elevado do videogame da sexta geração, além de tudo criando um novo motor gráfico que foi utilizado mais tarde em Shadow Of The Colossus (o “sucessor espiritual” de ICO), onde incomparáveis e belíssimos efeitos de sombra e luz puderam ser apreciados, marcando para sempre a história de uma produtora até então desconhecida.  E não somente a história da produtora foi marcada com a chegada de ICO, mas também a dos videogames, sendo que hoje, ICO e Shadow Of The Colossus juntos (inclusive disponíveis na versão HD Collection lançada para Playstation 3) compõem, para muitos, o topo da lista das maiores obras de arte da história dos jogos eletrônicos, graças a primazia de sua produção geral (que conheceremos em detalhes ao longo dessa página). A envolvente história de ICO tem inicio com um menino de cifres sendo levado para uma ilha distante, para ser sacrificado em um ritual tradicional, pois segundo as crenças dos vilarejos locais, as crianças que nasciam com cifres seriam uma praga para as pessoas que ali habitavam. Chegando à ilha, o menino (chamado Ico, que dá nome ao game) é levado para o centro de um gigantesco castelo abandonado, onde é colocado dentro de um enorme ídolo para ser sacrificado. Desesperado com a situação, Ico balança o objeto e consegue derrubá-lo, quebrando-o com a queda, assim escapando de seu interior. Ao subir as escadarias rumo à torre do castelo, o garoto percebe que algo estava preso dentro de uma jaula. Aproximando-se, ele descobre que era uma menina. Ico então explora o local, até que consegue derrubar a jaula, libertando a bela garota de aparência misteriosa (que logo será identificada como Yorda por uma outra personagem importantíssima para o enredo). Logo em seus primeiro passos em liberdade, Yorda acaba sendo atacada por seres compostos de sombra, que tentam a todo o custo levá-la para um estranho portal dimensional de escuridão. Ico salva Yorda, e a jornada dos dois começa, com apenas um objetivo: encontrar uma forma de escapar do castelo, abrindo seus portões, selados por uma poderosa magia estabelecida pela diabólica Rainha do local! Então, prepare-se para uma aventura emocionante, onde a interação com o ambiente e com Yorda é o ponto mais alto, o que gera um envolvimento presenciado em poucas obras de sua geração (e especialmente de seu ano de lançamento, tão precoce)!

Jogabilidade: além da parte gráfica, a jogabilidade também é fascinante! Aqui você terá algo que poderia ser facilmente definido como uma volta aos conceitos mais clássicos dos Plataformers, e mais especificamente dos Cinematic Plataformers (mais realistas em termos de movimentação e possibilidades de exploração). Os cenários sempre serão os Puzzles do game, sendo que usar a cabeça é uma exigência constante para ultrapassar certos obstáculos ou alcançar lugares inicialmente inacessíveis. E o mais interessante de tudo é que o game dá ao jogador uma liberdade imensa para explorar, sem grandes restrições, onde um jogo de tentativa e erro torna as coisas ainda mais interessantes. Mas talvez o ponto mais alto do Gameplay fique por conta do trabalho em dupla com Yorda, pensado de uma forma absolutamente genial. A menina se comunica com Ico em uma língua incompreensível (representada pela ausência de legendas, que apresentam somente estranhos símbolos). Portanto, a atenção para os gestos feitos pela garota é sempre algo de extrema importância, pois ela indica onde podem estar as soluções para os Puzzles através de alguns movimentos, apontando para algum lugar, por exemplo, tentando também se comunicar com algumas frases (que com o passar do game se tornam naturais para os ouvidos dos mais atentos). Isso por si só já gera um envolvimento entre os dois protagonistas, que é potencializado por alguns comandos e possibilidades interessantes. Talvez o principal deles seja algo que DEVERIA existir em TODOS os games onde você deve proteger alguém: Ico pode segurar a mão de Yorda, assim não sendo necessário esperá-la chegar até você! Será possivel também chamar a menina através do botão determinado para a interação com ela. Se ela estiver perto, certamente virá correndo até você. Se estiver longe, gritará para você conseguir encontrá-la com mais facilidade (sim: ela definitivamente é o NPC mais carismático dos videogames que já joguei!). A lógica dos Puzzles de alguns lugares do castelo exige os poderes misteriosos de Yorda, que podem abrir as portas verdes compostas por ídolos. Nesses locais, normalmente Ico deverá ir primeiro, abrindo caminho para a menina, que obviamente é mais frágil, não podendo se pendurar em lugares perigosos ou saltar por grandes penhascos. E é ai que entra outro comando interessante: Ico poderá chamar Yorda para o outro lado de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para que ambos possam subir, em um esquema bem clássico de Puzzles de blocos), segurando sua mão e puxando-a para o local em questão. Caso ela não consiga chegar até você, balançará a cabeça e dirá algo que serve como um "não". Mas os grandes perigos do castelo estão mesmo nos Monstros de Sombras, que quando aparecem, tentarão a todo o custo levar Yorda para os buracos que se abrem no chão, de onde eles saem. Proteger a menina passa a ser sua prioridade nesse momento, pois se ela for levada... GAME OVER para você! Ico terá uma pedaço de madeira como arma (inicialmente) com o qual poderá fazer combos de alguns golpes, tudo em um esquema bem simples. Além disso, muitos Puzzles estarão ligados ao fogo, que pode ser pego na tal madeira, sendo que mesmo depois de conseguir sua outra arma, você terá de coletar a madeira temporariamente para resolver alguns desses enigmas. De resto, só o game mesmo poderá lhe mostrar, com seus conceitos inovadores e divertidos! segurando sua m de blocosgaror de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para a garora subi

Pros: os gráficos tem uma definição que chega a ser absurda para um game de 2001. Tudo graficamente chama a atenção, como os belíssimos efeitos da luz do Sol, os mínimos detalhes de sombra nos cenários e especialmente personagens (sendo que qualquer alteração nos raios Solares pode ser percebida), as paisagens (destaque para as águas, que impressionam demais por tamanha perfeição) e, além de tudo, o fato de que um simples vento nas roupas/cabelos dos protagonistas pode ser visto com clareza; o sistema de exploração e os Puzzles que compõem a aventura são geniais, ambos exigindo dedicação, atenção e raciocínio (além de que a exploração impressiona por ser extremamente extensa e complexa); Yorda é uma ótima companheira. Quer que eu seja sincero? Sempre detestei cuidar de NPCs nos games, mas Yorda mudou meus conceitos. Ela possivelmente seja uma das criaturas mais carismáticas dos games, sendo as quase 6 horas de companheirismo realmente muito divertidas (mesmo os erros dela são divertidos, até porque ela costuma ser bastante inteligente – mais um ponto positivo: excelente AI); o enredo é simples, mas chama muito a atenção, especialmente por conta do misterioso envolvimento criando entre os protagonistas, que gera expectativas nos jogadores com um clima de apego emocional genialmente bem pensado (como visto em poucas obras até o momento); a trilha sonora, com belos sons ambientes, cumpre com perfeição seu papel, dando uma ambientação ainda melhor para a exploração no enorme castelo solitário.

Contras: quem jogou e zerou ICO, sabe que temos que forçar muito para encontrar um contra nesse game. O máximo que eu poderia dizer aqui nessa sessão é que o jogo poderia ser um pouco maior, pois é consideravelmente curto. Nada que chegue perto de comprometê-lo em uma visão geral, mas se fosse mais longo, poderíamos apreciá-lo por mais tempo, o que seria ótimo, sem dúvida.  

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Se me pedisse para resumir ICO em uma palavra, minha resposta seria “fascínio”. E nesse caso não me refiro somente a parte visual, que sempre é o mais lembrado, pois o game vai além disso, tendo trazido uma jogabilidade muito agradável e envolvente, representando uma transmissão para o 3D de um estilo que talvez tenha se perdido no tempo (lembrando os conceitos dos falecidos e esquecidos Cinematic Plataformers), onde os maiores desafios ficam por conta dos próprios cenários e os Puzzles que neles se encontram. Ainda mais emoção é trazida a sua tela pela relação perfeitamente bem desenvolvida e estabelecida entre o jogador e a misteriosa menina Yorda, que torna a aventura ainda mais atraente! Uma das provas que temos de que “simplicidade” não é o contrário de uma grande produção, pois a Team ICO vem mostrando desde aqui, do ano de 2001, que super produções e verdades obras primas podem partir daquilo que se utiliza do que muitos consideram “menos” no mundo dos games (com poucos inimigos e clima de constante solidão). Um jogo altamente recomendado, e além disso: obrigatório para os donos de um PS2! Muito obrigado por acompanhar o PrettyCoolGames.Blogspot! Nos vemos na minha próxima review! E aproveite para conferir minha review de Shadow Of TheColossus também (basta clicar no nome do game, logo ai atrás)! Até mais, Gamers de Plantão! Nos vemos por aqui!


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

YAKUZA!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: Amusement Vision/Sega


Revisão: conhecido como Ryu Ga Gotoku (Like a Dragon) no Japão, Yakuza é uma série de jogos de ação/luta produzido pela Sega exclusivamente para os videogames da Sony. Usando a famosa máfia japonesa como temática, o jogo narra a história de Kazuma Kiryu, membro do clã Fuma que estava prestes a fundar sua própria família após anos de trabalho. Kiryu tinha uma forte amizade com Akira Nishiki, também Yakuza, e Yumi Sawamura, seu amor de infância. No entanto, sua vida virou pelo avesso quando Sohei Dojima, líder do clã Tojo (a família dominante), sequestra Yumi e tenta estuprá-la. Nishiki parte para salvá-la e acaba matando seu chefe. Antes das autoridades chegarem, Kiryu manda Nishiki fugir com Yumi e assume a culpa. Graças a seu antigo chefe Shintaro Fuma ele acaba na cadeia ao invés de morto. Após 10 anos na prisão, Kiryu retorna a região de Shijuku de Tóquio esperando reencontrar seus amigos. No entanto, o que acaba vendo é sua família desmoronando após o desaparecimento de 10 bilhões de yenes e da morte do atual chefe Masaru Sera. Seu antigo amigo Nishiki reaparece muito diferente do que fora e parece intimamente ligado aos eventos. Na tentativa de reencontrar a desaparecida Yumi, Kazuma acaba encontrando a menina Haruka, suposta sobrinha desta, e que procurava sua mãe Mizuki. Em um ambiente selvagem, cercado por inimigos, Kazuma tenta reencontrar uma razão para seguir vivendo, juntando os pedaços de seu passado e conseguindo novos amigos em uma sociedade conturbada e turbulenta. O jogo é ambientando em uma limitada localização da cidade de Tóquio, mas a retrata de uma maneira ímpar, havendo muitos prédios, lojas, luzes e pessoas nas ruas. O jogo foi lançado originalmente em 2005, sendo relançado no pacote HD Collection junto com Yakuza 2 este ano para Playstation 3.

Jogabilidade: a exploração da cidade é similar ao estilo mundo livre, porém mais limitado pelo tamanho de Shinjuku e pela impossibilidade de realizar saltos. A variedade de prédios que podem ser esplorados é muito grande, com amplas opções de lojas, restaurantes, sorveterias, cafeterias, supermercados, bares, casinos, casas de lutas e etc. É possível andar livremente pela cidade e completar uma série de minigames e missões opcionais enquanto se realiza as missões da história. Quando há necessidade de lutar, uma tela diferente se abre e o ambiente se torna mais limitado. Neste momento o jogo se torna um beat'em up 3D tradicional, sendo possível usar elementos do cenário e do inventário para auxíliar nos combates. Cada luta garante pontos de experiência que podem ser usados mais tarde para ampliar as habilidades de Kiryu em determinados atributos, melhorando ou ampliando seu arsenal de ataques. O inventário é limitado e o excedente de itens pode ser armazendado em um baú no bar Serena. Além das missões do jogo e extras ainda existe a possibilidade do namoro nos bares, em uma maneira típica japonesa de "hostress", e a coleção de chaves do armário central, cada uma garantindo importantes itens. Em alguns momentos do jogo Kiryu será acompanhado por Haruka enquanto explora a cidade. A presença dela "tranca" alguns locais (clubes noturnos) e abre possibilidade de uma série de jogos extras, destaque para a máquina de pescar bichos de pelúcia. Tudo isso garante a diversão e aumenta a confiança da menina no nosso protagonista. Não é possível digirir veículos ou trocar de roupa. A cada vez que se come ou bebe algo diferente uma variável quantidade de experiência é ganha, além de recuperar a barra de vida. Bebidas alcoólicas, se consumidas em excesso, diminuem temporariamente algumas habilidades de luta.

Pros: Yakuza é mais um dos games que se destaca pelo seu roteiro digno de uma grande obra do cinema. É, claro, amplamente inspirado nos filmes de ação do final dos anos 80 e início dos 90. Apesar de turrão e pouco expressivo, a história de Kazuma é capaz de comover os gamers, em um dos roteiros mais envolventes da história dos videogames. Toda a ambientação de uma cidade japonesa é incrível, o mesmo valendo para os personagens e suas expressões faciais típicas. O trabalho de dublagem é outro destaque, em especial o original japonês que, obviamente, faz mais sentido. A qualidade gráfica e sonora é visível para qualquer um que olhe os primeiros minutos de um trailer. As missões extras e os encontros tornam o jogo maior e mais interessante para quem quiser completá-los, ainda que possam ser tranquilamente dispensados por quem não quiser. Por último, as batalhas são divertidas (com raras exceções) e a experiência ganha garante uma grande progressão nas habilidades de Kiryu do início ao final do jogo.

Contras: o sistema de batalhas aleatórias lembra o de muitos RPGs, o que nem sempre é satisfatório. As armas de fogo foram bem pouco trabalhadas. Mesmo não sendo o foco do jogo poderia haver um trabalho melhor nessa área, já que a única vantagem das armas de fogo é a distância. Além disso, como normalmente acontece, algumas missões opcionais são realmente frustrantes.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: Yakuza é o primeiro jogo de uma recente e já clássica série dos consoles da Sony, que recentemente recebeu mais um título, Ryu Ga Gotoku 5. Um excelente trabalho em produção e um roteiro cativante tornam este jogo um daqueles obrigatórios para quem possuir o PS2 ou o PS3. Um grande sucesso de público e crítica e um dos maiores sucessos da Sega atualmente. Certamente um dos games que mais me marcou, recomendo a todos os fãs de ação. O game gerou mais uma continuação no PS2 e mais três no PS3, além de outros spin-offs no PSP e no PS3. Em breve voltaremos com outros títulos da série.

domingo, 9 de setembro de 2012

DRAGON AGE II

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Action RPG
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, PC
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Bioware


Revisão: o primeiro jogo da série Dragon Age foi lançado em 2009, elevando ao máximo dos potencial dos RPGs de múltiplos caminhos lançados pela Bioware. O jogo atingiu tamanha popularidade que foi considerado o RPG da década por muitos, sendo garantida sua continuidade. O segundo game foi lançado dois anos depois e se passa novamente em Thedas, um mundo amplamente inspirado na mitologia nórdica e nos contos de Tolkien. Não se trata de uma continuação direta de Origins, mas sim de eventos paralelos. Durante o ataque do Archdemon e dos Darkspawn a Ferelden, muitas famílias fugiram e procuraram abrigo em reinos vizinhos. Para maiores detalhes do enredo por trás do primeiro jogo clique aqui para ler a minha review. Logo no início do jogo, o aventureiro anão Varric é sequestrado por um grupo chamado A Ordem, sendo interrogado sobre o paradeiro do "campeão". O jogo é então narrado retrospectivamente pelo anão. Você assumirá o controle de Hawke, um dos refugiados que tenta desesperadamente deixar Ferelden com sua mãe e com seus irmãos, o cavaleiro Carver e a bela maga Bethany. É possível editar a classe de Hawke (guerreiro, mago ou ladino), sexo e aparência, mas ele obrigatoriamente será humano e começará neste contexto, com possibilidades muito mais limitadas que no primeiro. Durante a escapada, Hawke e sua família encontram a brava Aveline e seu marido Wesley. A partir de então, os eventos serão baseados na escolha da profissão e dos diálogos. Mas obrigatoriamente Hawke acabará na cidade de Kirkwall. Num território  hostil, repleto de corruptos e bandidos prontos a explorar os refugiados, Hawke deve encontrar uma forma de se estabelecer com sua família, além de resolver os problemas da conturbada cidade, dividida entre a ordem religiosa (The Chantry) e a ordem militar (The Templars). No caminho, Hawke contará com apoio de sua família, de sua amiga Aveline, do anão Varric, da pirata Isabela, da elfa Merril, do elfo escravo Fenris e do mago Anders. Dragon Age 2 representou uma tentativa de popularizar ainda mais a série, retirando muito das opções e interação do primeiro jogo para dar lugar a gráficos e efeitos sonoros muito melhorados e uma jogabilidade mais simples, conforme veremos adiante. Além disso, abandonou o "conto do herói" utilizado no jogo anterior, abordando temas como domínio da Igreja sobre o Estado, Militarismo, preconceito de raça e liberdade religiosa, tendo portando uma visão mais adulta.

Jogabilidade: a base do jogo segue sendo o Advanced Dungeons & Dragons, assim como o anterior. A grande inovação de Dragon Age 2 foi no controle dos personagens. Muitos jogadores tiveram dificuldade de adaptação ao primeiro, onde o personagem ficava frente a frente com o inimigo bastante exposto enquanto trocavam golpes. O segundo se transformou em um Action RPG bem característico, exigindo destreza nas alavancas para evitar os golpes dos inimigos. Na verdade, o sistema de batalhas pode ser comparado com o Hack'n'Slash, já que o clássico "smash buttons" está igualmente presente. A Inteligência Artificial também foi simplificada de modo a tornar mais fáceis as táticas programadas. As armas que podem ser equipadas são restritas a classe. Dessa forma, não é possível mesclar as profissões criando, por exemplo, um mago guerreiro. Apenas Hawke pode trocar de armadura, os demais trocarão em pontos específicos do jogo e não podem ser removidos. As opções de habilidade são vinculadas a subespecialidades, podendo ser livremente escolhidas. A cada level up você poderá aumentar os atributos de seus personagens e acrescentar um golpe/habilidade. De resto, a jogabilidade segue as mesmas regras, o grupo pode ter até quatro pessoas, sendo um controlado diretamente pelo jogador e três pela AI. É possível dar comandos aos membros do grupo, assim como definir como deve se portar frente à batalha. Como no anterior, as falas de Hawke devem ser escolhidas pelo jogador, sendo que isso permitirá melhorar ou piorar o relacionamento com o(s) personagem(ns) envolvido(s), variando de rival a aliado, havendo a possibilidade envolvimento romântico em alguns casos.

Pros: a jogabilidade foi muito melhorada, de fácil compreensão e adaptação, exigindo precisão e habilidades manuais, além das tradicionais táticas. Novamente todas as falas de Hawke devem ser escolhidas, resultando em diversas opções de diálogos. Mas dessa vez todas elas são dubladas, sendo que o tom de voz depende da opção mais vezes escolhida, podendo ser bondoso, rude ou irônico. Os cenários são amplos e muitas vezes variáveis dependendo do momento em que se entra neles. Como é tradicional neste gênero, o jogo é repleto de side-missions, extras e DLCs, que ampliam ainda mais o já gigantesco mundo de Dragon Age e ajudam a explicar melhor a história de alguns personagens. A temática mais adulta do roteiro, ainda que fuja um pouco do comum neste tipo de conto, ajuda a tornar o jogo mais envolvente e reflexivo.

Contras: acho seguro dizer que quem jogou o primeiro jogo e o achou muito bom terá algumas decepções com sua sequência. Além de um ambiente consideravelmente menor (apenas uma grande cidade), há poucas opções na edição do personagem (obrigatoriamente humano), e as decisões tomadas ao longo do jogo resultam em poucas possibilidades reais no final (4 ou 5 dependendo do ponto de vista). As escolhas de relacionamentos são fracas, muito porque os personagens do jogo são menos complexos e suas relações bem pouco abordadas.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Dragon Age II a meu ver representou uma simplificação desnecessária de Origins. Foi uma provável tentativa de atrair um público mais amplo através de um sistema de jogo menos complexo. O resultado foi a reclamação dos fãs tradicionais do primeiro título, resultando em menor popularidade e sucesso. O roteiro também acabou por desagradar alguns por narrar a história de um refugiado tentando ganhar a vida, diferente do primeiro que fazia o clássico relato do conto do herói (mesmo que não seja lá muito original). Mesmo assim é um jogo divertido e acessível a um amplo número de gamers por suas características de ação. A possibilidade de relacionamentos e os múltiplos caminhos seguem sendo característica da série e da produtora. Assim como ocorreu com Origins, várias DLCs foram lançadas com intuito de ampliar o jogo. Apesar de não ser um épico como o primeiro, é com certeza um bom jogo que merece ser conferido por gamers em geral. Ainda mais neste momento, quando muita expectativa é criada em cima da Bioware pela produção de Dragon Age 3. Aos fãs resta esperar e ver!


domingo, 2 de setembro de 2012

METAL GEAR SOLID 3: SNAKE EATER!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Espionagem
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3, Xbox 360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2004
Produtora: Konami

Revisão: idealizada por Hideo Kojima e iniciada ainda nos anos 80 para o pouco conhecido MSX-2, a série Metal Gear só alcançou o devido reconhecimento com o lançamento de Metal Gear Solid Snake para o Playstation (clique aqui para ver a review do primeiro da série Solid para o psx). O jogo conquistou uma série de fãs, sendo em 2001 produzida a sua sequência direta. Sons of Liberty fez muito sucesso tanto em crítica quanto em público, muito pela qualidade gráfica incomparável em relação a seus contemporâneos e o roteiro surpreendente e instigante (clique aqui para ver nossa review de MGS2). O final deste entretanto intrigou muitos fãs, que ansiosamente esperavam pela continuação da saga dos Patriotas. Em 2004 a Konami lançou o tão aguardado Metal Gear Solid 3. Recebendo o subtítulo de Snake Eater, o jogo tem início quando o agente Jack (Snake) se infiltra em uma base soviética para tentar libertar o Dr. Sokolov, um cientista especializado em armas que não desejava mais se envolver em conflitos. O ano é 1963, no auge da Guerra Fria, pouco tempo depois do episódio da Crise dos Mísseis de Cuba, que quase deflagrou uma guerra nuclear. Justamente pelas delicadas relações entre leste e oeste, a missão de Snake não poderia ser descoberta. Se capturado, não haverá apoio. Para completar sua tarefa Snake contará com ajuda de especialistas como o Major Tom (Zero, futuramente), a Paramédica e sua mentora The Boss, a lendária heroína que liderou o grupo responsável pela vitória dos Aliados na Normandia em 1944. A "Virtuous Mission", como ficou conhecida, acabou em um grande fracasso após o envolvimento do maníaco general russo Volgin e da traição da Boss, que deliberadamente entregou armamentos nucleares a ele. O evento acabou desencadeando a liberação de uma ogiva americana em solo soviético. Tal ato de guerra exigia uma retaliação russa. Após  recuperar-se de muitos ferimentos, Snake recebe sua mais importante missão até então: retornar a Groznyj Grad, liberar o dr. Sokolov e matar sua mentora. Apenas isso evitará a guerra entre EUA e URSS. Desta vez, a missão Snake Eater conta também com a bela agente dupla Eva, decidida a conquistar o confuso coração de Snake, dividido entre sua mentora e sua missão para com o seu país. Assim como seu antecessor, a qualidade sonora e gráfica ficam muito a frente de outros jogos do período. Isso tudo somado a uma jogabilidade muito realista e um roteiro envolvente e emocionante fazem deste um dos melhores jogos de todos os tempos. Com o grande sucesso alcançado, em 2005 foi lançada a edição comemorativa Subsistence, um pacote especial com três discos incluindo o jogo original Snake Eater, várias missões VR extras e o relançamento dos jogos originais do MSX-2, Metal Gear e Metal Gear 2 Solid Snake (clique aqui para ver a review destes revolucionários jogos).

Jogabilidade: Snake se movimenta exatamente como Raiden em MGS2, pela alavanca sensível à pressão. Snake é especialista em um estilo de luta chamado Close Quarter Combat (CQC). Isso abre muitas possibilidades de desarmar, capturar e nocautear oponentes, ideal para uma missão de infiltração em uma floresta. Neste ponto está a grande falha da jogabilidade, criticada por fãs de outros jogos do estilo. Por usar a velha câmera alta fixa, alguns movimentos são imprecisos e a visão é muito dificultada. A tecnologia é condizente com os anos 60, então a mira das armas é precária e não há o radar salvador que mostra a posição do inimigo. Será necessária muita acurácia nos tiros e constante uso da visão em primeira pessoa. Radares de movimento até existem, mas em uma selva o que não falta é animais se mexendo. O que nos leva finalmente para uma das grandes genialidades do jogo. O ambiente em volta de Snake é simplesmente fantástico. Mínimos detalhes de fauna e flora foram colocados de uma maneira genial, simulando com perfeição o que seria esperarado de uma missão na floresta. Portanto árvores frutíferas, grama, mato, anfíbios, cobras (peçonhentas ou não), pássaros, pequenos roedores e insetos farão parte do cenário e devem ser considerados antes de um ataque a um sentinela distraído, já que todo o ambiente interage de uma maneira única com os personagens. Snake possui duas barras. Uma delas de vida, gasta ao ser atingido, recupera-se com o tempo. A segunda é a energia, gasta-se com o tempo e recupera-se comendo. Portanto, não existem os clássicos "itens de cura". Ao ser atingido, Snake não poderá contar com nada a não ser o seu próprio corpo para se recuperar. Isso dificulta mas acrescenta um grau de realidade ímpar, raramente visto em jogos, antes ou depois. Ao receber dano (injury), Snake deverá usar equipamentos necessários para se restabelecer, seja antídotos para envenenamento ou medicações para acelerar a recuperação, seja realizando pequenos procedimentos cirúrgicos, como remover balas, estancar e desinfetar sangramentos e por aí vai. Não bastasse tudo isso, o jogo ainda usa um novo sistema de camuflagem. Snake pode trocar a cor de sua roupa e maquiagem facial conforme o local onde se encontra, dificultando a visão dos inimigos. A movimentação pelos cenários se dá pelo sistema de "telas", como nos anteriores. No entanto não foi utilizado o clássico sistema de portas e  cartões de autorização. As poucas portas trancadas devem ser abertas com chaves, o que acaba com o tradicional vai e vem de prédios e estruturas, comum nos quatro jogos anteriores da série.

Pros: o enredo do jogo e os seus personagens são apresentados de uma forma que fará o jogador se adaptar e se apegar muito rapidamente ao roteiro. As revelações sobre Snake e a teoria da conspiração envolvida serão responsáveis por tirar o sono de muita gente, como já é comum nos roteiros de Kojima. Voltar ao controle de Snake, de novo na inconfundível voz de David Hayter, foi um grande alívio para muitos fãs, descontentes com o protagonista anterior. Além disso, as questões gráficas e sonoras, em toda sua riqueza de detalhes, poderiam tranquilamente ser comparadas a um game da sétima geração, tamanha a perfeição. O ambiente do jogo é amplo e há sempre muitos meios de se passar pelos oponentes. O CQC, após ser totalmente dominado pelo jogador, permitirá grandes emboscadas e tornará o jogo muito mais intuitivo e dinâmico. As Boss Battles são destaque na série e neste jogo elas ganham importância extra. Além de muito frequentes, quase todas são muito divertidas e desafiadoras (destaque para o sniper The End e o piromaníaco The Fury). O contexto histórico utilizado é interessantíssimo, retratando um dos mais importantes e delicados momentos da Guerra Fria. Por último cabe ressaltar que a trilha sonora é maravilhosa e as citações de filmes antigos (por parte da paramédica) garante uma adequada dose de humor (ainda que alguns discordem).

Contras: a maior decepção ficou por parte dos fãs que queriam ver Snake Eater ser a continuação direta de Sons of Liberty, o que viria apenas mais tarde em Guns of Patriots para o PS3, dando seguimento a saga dos Patriotas. Além disso, pequenos bugs na jogabilidade impedem o máximo aproveitamento do incrível e inédito sistema de jogo criado.

Screenshots:

 



Trailer:


Considerações Finais:  Snake Eater é o meu jogo favorito entre todos por ser muito divertido e por apresentar um sólido e consistente roteiro, repleto de personagens complexos e bem elaborados. Um jogo indicado para qualquer fã de bons jogos, já que não deve nada aos grandes filmes do estilo. Mesmo não sendo a esperada continuação de Sons of Liberty, o jogo acresenta muito à série, explicando eventos pregressos que serão fundamentais para o entendimento dos últimos títulos. Um produto com a marca de qualidade que apenas o genial roteirista da série Hideo Kojima poderia ter. Além da edição original e da coletânea para PS2, o jogo foi posteriormente relançado no pacote HD Collection, que inclui os jogos MGS2 Substance, MGS3 Subsistence e MGS Peace Walker. Esta edição especial foi lançada para PS3 e Xbox 360, estando também prevista para o PS Vita. Portanto o jogo é acessível a um grande número de gamers por ser disponível em vários sistemas. Quem não conferiu ainda não pode perder esta obra prima do universo dos videogames e da espionagem.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SILENT HILL 3!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2, PC, Playstation 3 e XBox360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2003, 2012 (HD)
Produtora: Konami

Revisão: dando continuidade às reviews dessa grande série dos games de terror, cá estou eu trazendo Silent Hill 3! Para o enredo do game, a Konami decidiu seguir os passos do idolatrado primeiro Silent Hill (para ler a review do Edu-Jb, basta clicar aqui!), lançado para Playstation, revivendo alguns pontos importantes do clássico e trazendo questionamentos importantes sobre a série, o que garantiu uma boa aceitação por parte dos fãs. Aqui você assumirá o controle da bela jovem Heather Mason, que após ter um estranho pesadelo com um assustador parque de diversões, acorda na mesa de um restaurante localizado em um Shopping Center. Saindo de lá, Heather liga para seu pai de um telefone público, avisando-o que já estaria indo para casa. Heather então é surpreendida por um homem desconhecido, que se identifica como Douglas Cartland, um detetive que estava atrás dela para contar algo importante de seu passado. Afirmando que não tinha interesse em ouvi-lo, a garota segue para o banheiro feminino, ameaçando Douglas, dizendo que gritaria para todos ouvirem se ele não a deixasse em paz. Aproveitando que Douglas ficou do lado de fora, Heather foge pela janela do banheiro, indo parar logo em seguida na área central do Shopping. Entrando em uma loja (aparentemente a única visitada recentemnete), ela encontra uma pistola no chão e uma escrota criatura humanoide, que começa a se aproximar. Heather atira no monstro, matando-o a tempo de não ser atacada. Assustada com o que viu, a garota continua seguindo pelo local, tentando encontrar uma saída. Porém, os pesadelos de Heather tem inicio mesmo ao encontrar Claudia, uma estranha mulher que, após falar coisas estranhas e inicialmente incompreensíveis, transforma o local inteiro em outro mundo! Agora, você deverá ajudar a bela Heather a sair desse inferno, que levará à uma série de descobertas surpreendentes, certamente capazes de prender os fãs de um bom Silent Hill na frente de seus videogames (ou PCs, nesse caso)! Pois vamos conhecer um pouco mais desse excelente game logo abaixo, nos próximos tópicos!

Jogabilidade: aqui você encontrará muitas das características clássicas da série, encontradas em boa parte dos títulos anteriores. Você terá ao longo do jogo cenários com diversas portas, sendo que muitas delas estarão bloqueadas, assim como outras abrem e podem esconder itens importantes ou absolutamente nada (característica que definiu uma exploração bem mais complexa em Silent Hill, encontrada desde o primeiro game). Para auxiliar em suas buscas, assim como nos demais games, você terá um mapa, onde muitos pontos importantes, portas trancas ou localização de enigmas ainda não solucionados serão marcados em vermelho. Para os combates, a tendencia segue a mesma dos mais clássicos: o ideal é não lutar, e ao invés disso, treinar bastante a movimentação da protagonista para esquivar-se de seus inimigos. Mas se tiver que realmente enfrentá-los, sempre é bom usar as armas brancas, sempre muito úteis, para assim economizar munição (normalmente usada em chefes, que nesse game especificamente, são realmente difíceis). Os já imortalizados enigmas estarão sempre presentes aqui também. Então, de uma forma geral, poderia dizer que Silent Hill 3 segue uma linha muito semelhante à vista nos games anteriores, assim agradando facilmente qualquer jogador que já acompanha a série de um certo tempo. Talvez a grande alteração fique mesmo por conta de um design novo em alguns cenários, que agora contam com buracos. Eles já existiam em outros games, mas aqui, a personagem não é impedida de cair neles! Ou seja: tome muito cuidado em suas andanças para lá e para cá, pois se Heather tomar um susto e balançar os braços, é melhor você largar o controle... pois se seguir apertando para frente em seu direcional... corre sérios riscos de ter que voltar de seu último save!

Pros: os gráficos são incríveis, com um especto mais definido (o que pode desagradar alguns) e destaque para as impressionantemente bem detalhadas expressões passadas pelos movimentos do rosto dos personagens em meio aos diálogos; a trilha sonora segue com a qualidade já comprovada em outros títulos, com canções muito bem encaixadas no contexto de cada cena; as dublagens são exemplares, com dubladores escolhidos a dedo para representar as vozes de cada um dos personagens; a movimentação de Heather me pareceu bastante natural, respondendo muito bem aos comandos desejados (o que ajuda muito na hora de esquivar-se dos inimigos); o enredo é excelente, revivendo alguns pontos não explorados no Storyline do primeiro jogo, assim estabelecendo uma ligação muito bem pensada entre as duas obras; os enigmas, como de costume, são inteligentes, exigindo muito raciocínio para serem superados; para quem gosta de desafios, esse poderia ser considerado um dos games mais difíceis da franquia. Porém, antes de qualquer coisa, leia os contras para não reclamar comigo depois (risos).

Contras: por vezes, a dificuldade do jogo parece bem desnecessária. Quantidades grandes de inimigos perigosíssimos, unidos a ambientes em que é possível cair e morrer instantaneamente (onde normalmente Heather tende a parar em frente aos buracos, assustando-se ao quase cair), são aspectos que tornam o game bem trabalhoso. Por sorte, você terá saves bem próximos e acessíveis, o que ameniza a situação. Mas tirando a dificuldade, talvez o maior contra de Silent Hill 3 seja mesmo uma aparente preguiça na criação de alguns cenários, que em alguns pontos apresentam "barreiras" que impedem a tradicional exploração mais aberta dos games anteriores.

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Sem dúvida nenhuma, muitos pontos me chamaram a atenção nesse game. E sem dúvida, um dos principais deles foi a relação desse com o primeiro game, trazendo informações interessantíssimas sobre pontos que de fato deixaram brechas para a criação de uma nova história ao final do clássico do PSX. E essa história veio em forma desse excelente game, protagonizado por uma personagem que muitos mistérios esconde, e que leva o jogador a entrar no enredo do game para com ela buscar explicações sobre as coisas macabras que vem da sombria Silent Hill (e tudo que já ocorreu por lá no passado). Aqui você encontrará mais uma história profunda, focada em explicar detalhes dos fatos e a relação entre os personagens encontrados durante o jogo. Sem dúvida, um game que JAMAIS pode passar batido por aqueles que curtem a franquia e a acompanham desde seus tempos mais clássicos! Um grande game e, sinceramente (crucifique-me quem quiser), meu favorito! Não deixem de jogá-lo! Deixem seus comentários! Até mais pessoal! E aproveitem a visita para conferir mais reviews da série: Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill: Shattered Memories, Silent Hill: The Room e Silent Hill: Homecoming (tudo aqui no Blog! Só clicar para checar)!



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