quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ICO!


Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation 2, Playstation 3 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2001, 2011
Produtora: Team ICO/Sony
Revisão: em 2001 o Playstation 2 dava seus primeiros passos no mercado dos videogames. Salvo algumas exceções de games que já apresentavam gráficos totalmente a frente de seu tempo, a parte visual do videogame ficava dentro dos padrões que se esperava: uma grande melhoria do Playstation, com gráficos 3D melhor trabalhos e mais naturais. Parece absurdo pensar que foi nesse estágio que ICO (uma produção da Team ICO em parceria com a Sony) foi lançado. O título apresentou aos Gamers da época um estilo gráfico fascinante, que pode hoje ser considerado um dos pontos mais elevado do videogame da sexta geração, além de tudo criando um novo motor gráfico que foi utilizado mais tarde em Shadow Of The Colossus (o “sucessor espiritual” de ICO), onde incomparáveis e belíssimos efeitos de sombra e luz puderam ser apreciados, marcando para sempre a história de uma produtora até então desconhecida.  E não somente a história da produtora foi marcada com a chegada de ICO, mas também a dos videogames, sendo que hoje, ICO e Shadow Of The Colossus juntos (inclusive disponíveis na versão HD Collection lançada para Playstation 3) compõem, para muitos, o topo da lista das maiores obras de arte da história dos jogos eletrônicos, graças a primazia de sua produção geral (que conheceremos em detalhes ao longo dessa página). A envolvente história de ICO tem inicio com um menino de cifres sendo levado para uma ilha distante, para ser sacrificado em um ritual tradicional, pois segundo as crenças dos vilarejos locais, as crianças que nasciam com cifres seriam uma praga para as pessoas que ali habitavam. Chegando à ilha, o menino (chamado Ico, que dá nome ao game) é levado para o centro de um gigantesco castelo abandonado, onde é colocado dentro de um enorme ídolo para ser sacrificado. Desesperado com a situação, Ico balança o objeto e consegue derrubá-lo, quebrando-o com a queda, assim escapando de seu interior. Ao subir as escadarias rumo à torre do castelo, o garoto percebe que algo estava preso dentro de uma jaula. Aproximando-se, ele descobre que era uma menina. Ico então explora o local, até que consegue derrubar a jaula, libertando a bela garota de aparência misteriosa (que logo será identificada como Yorda por uma outra personagem importantíssima para o enredo). Logo em seus primeiro passos em liberdade, Yorda acaba sendo atacada por seres compostos de sombra, que tentam a todo o custo levá-la para um estranho portal dimensional de escuridão. Ico salva Yorda, e a jornada dos dois começa, com apenas um objetivo: encontrar uma forma de escapar do castelo, abrindo seus portões, selados por uma poderosa magia estabelecida pela diabólica Rainha do local! Então, prepare-se para uma aventura emocionante, onde a interação com o ambiente e com Yorda é o ponto mais alto, o que gera um envolvimento presenciado em poucas obras de sua geração (e especialmente de seu ano de lançamento, tão precoce)!

Jogabilidade: além da parte gráfica, a jogabilidade também é fascinante! Aqui você terá algo que poderia ser facilmente definido como uma volta aos conceitos mais clássicos dos Plataformers, e mais especificamente dos Cinematic Plataformers (mais realistas em termos de movimentação e possibilidades de exploração). Os cenários sempre serão os Puzzles do game, sendo que usar a cabeça é uma exigência constante para ultrapassar certos obstáculos ou alcançar lugares inicialmente inacessíveis. E o mais interessante de tudo é que o game dá ao jogador uma liberdade imensa para explorar, sem grandes restrições, onde um jogo de tentativa e erro torna as coisas ainda mais interessantes. Mas talvez o ponto mais alto do Gameplay fique por conta do trabalho em dupla com Yorda, pensado de uma forma absolutamente genial. A menina se comunica com Ico em uma língua incompreensível (representada pela ausência de legendas, que apresentam somente estranhos símbolos). Portanto, a atenção para os gestos feitos pela garota é sempre algo de extrema importância, pois ela indica onde podem estar as soluções para os Puzzles através de alguns movimentos, apontando para algum lugar, por exemplo, tentando também se comunicar com algumas frases (que com o passar do game se tornam naturais para os ouvidos dos mais atentos). Isso por si só já gera um envolvimento entre os dois protagonistas, que é potencializado por alguns comandos e possibilidades interessantes. Talvez o principal deles seja algo que DEVERIA existir em TODOS os games onde você deve proteger alguém: Ico pode segurar a mão de Yorda, assim não sendo necessário esperá-la chegar até você! Será possivel também chamar a menina através do botão determinado para a interação com ela. Se ela estiver perto, certamente virá correndo até você. Se estiver longe, gritará para você conseguir encontrá-la com mais facilidade (sim: ela definitivamente é o NPC mais carismático dos videogames que já joguei!). A lógica dos Puzzles de alguns lugares do castelo exige os poderes misteriosos de Yorda, que podem abrir as portas verdes compostas por ídolos. Nesses locais, normalmente Ico deverá ir primeiro, abrindo caminho para a menina, que obviamente é mais frágil, não podendo se pendurar em lugares perigosos ou saltar por grandes penhascos. E é ai que entra outro comando interessante: Ico poderá chamar Yorda para o outro lado de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para que ambos possam subir, em um esquema bem clássico de Puzzles de blocos), segurando sua mão e puxando-a para o local em questão. Caso ela não consiga chegar até você, balançará a cabeça e dirá algo que serve como um "não". Mas os grandes perigos do castelo estão mesmo nos Monstros de Sombras, que quando aparecem, tentarão a todo o custo levar Yorda para os buracos que se abrem no chão, de onde eles saem. Proteger a menina passa a ser sua prioridade nesse momento, pois se ela for levada... GAME OVER para você! Ico terá uma pedaço de madeira como arma (inicialmente) com o qual poderá fazer combos de alguns golpes, tudo em um esquema bem simples. Além disso, muitos Puzzles estarão ligados ao fogo, que pode ser pego na tal madeira, sendo que mesmo depois de conseguir sua outra arma, você terá de coletar a madeira temporariamente para resolver alguns desses enigmas. De resto, só o game mesmo poderá lhe mostrar, com seus conceitos inovadores e divertidos! segurando sua m de blocosgaror de buracos ou para cima de altas plataformas (que por vezes exigem uma caixa para a garora subi

Pros: os gráficos tem uma definição que chega a ser absurda para um game de 2001. Tudo graficamente chama a atenção, como os belíssimos efeitos da luz do Sol, os mínimos detalhes de sombra nos cenários e especialmente personagens (sendo que qualquer alteração nos raios Solares pode ser percebida), as paisagens (destaque para as águas, que impressionam demais por tamanha perfeição) e, além de tudo, o fato de que um simples vento nas roupas/cabelos dos protagonistas pode ser visto com clareza; o sistema de exploração e os Puzzles que compõem a aventura são geniais, ambos exigindo dedicação, atenção e raciocínio (além de que a exploração impressiona por ser extremamente extensa e complexa); Yorda é uma ótima companheira. Quer que eu seja sincero? Sempre detestei cuidar de NPCs nos games, mas Yorda mudou meus conceitos. Ela possivelmente seja uma das criaturas mais carismáticas dos games, sendo as quase 6 horas de companheirismo realmente muito divertidas (mesmo os erros dela são divertidos, até porque ela costuma ser bastante inteligente – mais um ponto positivo: excelente AI); o enredo é simples, mas chama muito a atenção, especialmente por conta do misterioso envolvimento criando entre os protagonistas, que gera expectativas nos jogadores com um clima de apego emocional genialmente bem pensado (como visto em poucas obras até o momento); a trilha sonora, com belos sons ambientes, cumpre com perfeição seu papel, dando uma ambientação ainda melhor para a exploração no enorme castelo solitário.

Contras: quem jogou e zerou ICO, sabe que temos que forçar muito para encontrar um contra nesse game. O máximo que eu poderia dizer aqui nessa sessão é que o jogo poderia ser um pouco maior, pois é consideravelmente curto. Nada que chegue perto de comprometê-lo em uma visão geral, mas se fosse mais longo, poderíamos apreciá-lo por mais tempo, o que seria ótimo, sem dúvida.  

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Se me pedisse para resumir ICO em uma palavra, minha resposta seria “fascínio”. E nesse caso não me refiro somente a parte visual, que sempre é o mais lembrado, pois o game vai além disso, tendo trazido uma jogabilidade muito agradável e envolvente, representando uma transmissão para o 3D de um estilo que talvez tenha se perdido no tempo (lembrando os conceitos dos falecidos e esquecidos Cinematic Plataformers), onde os maiores desafios ficam por conta dos próprios cenários e os Puzzles que neles se encontram. Ainda mais emoção é trazida a sua tela pela relação perfeitamente bem desenvolvida e estabelecida entre o jogador e a misteriosa menina Yorda, que torna a aventura ainda mais atraente! Uma das provas que temos de que “simplicidade” não é o contrário de uma grande produção, pois a Team ICO vem mostrando desde aqui, do ano de 2001, que super produções e verdades obras primas podem partir daquilo que se utiliza do que muitos consideram “menos” no mundo dos games (com poucos inimigos e clima de constante solidão). Um jogo altamente recomendado, e além disso: obrigatório para os donos de um PS2! Muito obrigado por acompanhar o PrettyCoolGames.Blogspot! Nos vemos na minha próxima review! E aproveite para conferir minha review de Shadow Of TheColossus também (basta clicar no nome do game, logo ai atrás)! Até mais, Gamers de Plantão! Nos vemos por aqui!


6 comentários:

  1. Eu joguei ICO por causa de Colossus, e eu gosto muito dos dois, tanto que Colossus é um dos meus jogos preferidos.

    Eu não cheguei a gostar de ICO tanto quanto Colossus, mas eu devo dizer que o jogo consegue ser muito bom do mesmo jeito, eu admiro muito os cenários do Team Ico, as vezes eu achava bacana ficar mexendo na camêra para olhar os cenários, aquelas terras inacessíveis que se vê ao horizonte, aquele castelo enorme e suas variadas áreas.

    Eu não sou bom pra analisar AI, mas as vezes a Yorda me irritava quando ela descia as escadas se eu soltasse a sua mão, naquela parte do jogo em que se pega a espada ela faz isso.

    Mas apesar disso o falta algum sal no jogo :c, eu fiquei com essa impressão, eu acho que a experiência com o jogo poderia ter ficado mais rica se adicionassem algumas coisinhas, por exemplo na luta contra as Shadows, era sempre a mesma coisa SEMPRE, eu também não estou dizendo para tranformarem ICO em um God of War, mas alguma variação nas lutas seria legal.

    E por último, eu tenho uma teoria sobre a "imortalidade" do Ico, o único jeito de morrer é caindo de uma grande altura, as Shadows são incapazes de matar Ico, por que isso?Eu creio que é porque Ico não morre pois algum poder de Dormin ainda deve estar fazendo algo com seu corpo, quem sabe ele se regenera?Ou talvez seja só um desleixo tipo aquele de SotC em que o dia nunca acaba, pensaram que podia ser por causa de Dormin mas o Ueda admitiu que ele não pensou nisso.

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  2. Ah, quase que eu esqueço, o banner do blog está show xD, lá só tem jogos que eu ainda vou jogar(Menos FF X-2)

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  3. Pois é. Para alguns, Ico tem uma "falta de sal" mesmo. Mas a produção do jogo não poderia ter sido diferente em minha visão. O foco claramente não são as lutas, e por isso, não haveria porque investir mais nelas. Ao decorrer do game, percebe-se que o grande foco está na exploração do ambiente, sendo as lutas algo para entreter em pontos específico. Na verdade, muitos definem Ico como um "Puzzle Adventure", que como o nome mesmo diz, é um game focado nos enigmas. Mas eu respeito tua opinião, apenas estou reforçando a minha. Para mim, um game perfeito dentro de sua proposta, trazendo uma exploração e solução de Puzzles que deveria existir mais no mundo dos games. Para mim, que adoro tanto Ico... sinceramente fica difícil dizer se prefiro Ico ou Shadow Of The Colossus, pois ambos são a mais pura arte nos videogames. E a Yorda me pareceu extremamente inteligente, não perdi a paciência em momento algum como ela. Tanto que me arrisco a dizer que foi a melhor AI que já presenciei nesse aspecto de NPCs que devem ser protegidos. E decifrar a Yorda é algo realmente divertido! E sobre as ligação de Ico e Shadow Of The Colossus, não vou citar nada por aqui, pois a política do Blog diz que Spoilers são proibidos. Tudo terá seu espaço um dia, e pretendo trazer um especial falando mais sobre isso. Enfim, Julio: muito obrigado pelo comentário e volte sempre! Fique a vontade para deixar seus comentários também sempre que quiser! Abraço, até mais o/

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    1. Eu sei disso, e eu reconheço que o jogo não devia se focar em lutas, eu gostei do jogo por causa dessa "experiência única", os cenários como eu já disse são lindos e eu gostei de explorar o castelo, na primeira vez que eu joguei eu não me dava muito bem com os enigmas, já na segunda eu fui bem melhor, claro que eu tive dificuldades em certas partes mas foi muito melhor em comparação ao primeiro PT.Voltando ao tópico, eu até disse que ICO não deve ser um GoW da vida, aí não seria mais um jogo do Team Ico, mas ainda assim eu não gostava muito quando chegava na hora de enfrentar as shadows, eu não queria ação frenética nessas horas, só queria que não fosse tão repetitivo, algo que deixasse essa parte secundária mais interessante, ou que durasse menos tempo, o que acontece mais pra frente ao ganhar a espada.

      A Yorda só me irritava na parte das escadas xD, e noss, me desculpe :c eu não sabia dessa política do blog-q

      E opa, nada cara xD-q e obrigado pela hospitalidade, pelo o que eu vejo o espaço aqui é muito bom para se discutir ^^, como pessoas civilizadas é claro, inclusive você até me convenceu a jogar ZoE, eu não gostei muito do primeiro :X, eu achei muito morno, espero gostar mais do 2.

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    2. Sim, eu entendo perfeitamente o que tu quis dizer. Apenas não senti essa falta, para mim os combates eram bem interessantes. Mas isso, como muitas outras coisas por ai, é uma questão de gosto mesmo, sendo que cada um percebe os elementos dos games conforme sua própria visão, sua experiencia. E cara, não se preocupe com a "politica anti-Spoilers", pois teu comentário não chegou a ser um Spoiler de verdade, sendo que quem não jogou, não vai entender uma só palavra que tu disse. Só avisei pra não ficar chato, pois vai que sem saber tu posta mais alguma coisa, mais focada na história, tipo um SUPER SPOILER! Nesses casos, os comentários são deletados. Eu não culpo os leitores por esses comentários, mas eles me culpam por ter deletado, sabe? Ai passo por vilão... coisa que não sou (ou procuro não ser pelo menos). Alias, sou até muito amigável, tanto que o Blog tem apenas 3 regras, simples e básicas, que podem ser conferidas aqui: http://prettycoolgames.blogspot.com.br/p/regras-do-blog.html (página acessada também pela barra abaixo da imagem do título do Blog). Mas teu comentário está dentro dos conformes ainda, não se preocupe! Até porque se não tivesse... já não estaria mais aqui, pois teria sido deletado :) hehehehehehehehe. E sobre o ZOE, minha review deixou claro que ele serve mais como uma apresentação para o segundo, que é um dos meus games favoritos de todos os tempos, sinceramente. Creio que você vai gostar bastante também! Mas então é isso cara! Um abraço e até mais! Apareça quando puder!

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    3. Né, e pensando bem, investir mais nisso das lutas dependendo de como fosse feito poderia até destruir a identidade do jogo... eu também penso até na possibilidade de que eu que não sou muito fã de adventure puzzle mesmo, eu lembro de ter jogado pouquíssimos.

      E sim, eu lembro de você falando isso sobre o primeiro ZoE, tanto que eu só vou ir para o segundo jogo pois você e um outro colega meu dizem que é muito melhor e que o primeiro é só prólogo.Oh well, até mais Mister o/ ^^

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