sábado, 13 de outubro de 2012

CINEMA: FINAL FANTASY VII: ADVENT CHILDREN!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Animação CGI
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: SquareEnix/Sony Pictures

Que tal um pouco de cinema por aqui? Pois hoje trago à vocês uma revisão de Final Fantasy VII: Advent Children, uma animação CGI (Computer Generated Imagery), produzida pela própria SquareEnix em parceria com a Sony Pictures, como parte de uma série derivada do clássico e merecidamente idolatrado Final Fantasy VII. Tais obras derivadas do game ganharam o nome de Compilation Of Final Fantasy VII, que além de Advent Children, trouxe também os games Before Crisis (celulares), Dirge Of Cerberus (Playstation 2) e Crisis Core (PSP). Graças a todos os mistérios que envolveram os fãs ao termino do clássico do Playstation, era evidente que grandes expectativas surgiriam junto ao anúncio de todos os games e também de Advent Children. Pois o resultado após o lançamento foi muito satisfatório (pelo menos para o filme): na primeira semana, mais de 420 mil cópias já haviam sido vendidas, com um imensa aprovação daqueles que o assistiram, ainda que a critica tenha reclamado de alguns pontos relacionados ao desenrolar da história. Mas agora, darei minha visão da animação, para que vocês possam conhecer aquilo que podem esperar de positivo ou negativo vindo de Advent Children!

ATENÇÃO! A partir daqui, evidentes e inevitáveis Spoilers sobre o enredo do Final Fantasy VII (o game de PSX) serão encontrados! Portanto, esteja ciente disso antes de seguir a leitura!

O trio de vilões Yazoo, Kadaj e Loz
Jenova no Reator de Nibelheim
Cloud e sua moto Fenrir
A História: O filme tem inicio com o mundo envolvido em uma devastadora crise financeira, causada principalmente pela entrada do Meteor na atmosfera do Planeta. Midgar havia se tornado ruínas, e uma nova cidade estava sendo desenvolvida em seu lugar (chamada Edge), em cima do que ainda sobrava do que um dia foi o lar de Tifa, Cloud, Barret e Marlene. A Shinra havia falido, além de ter sido responsabilizada pelos grandes prejuízos do mundo, por conta do uso indevido (obscurecido pela companhia) do LifeStream do Planeta. Para piorar a situação, uma terrível e incurável doença havia surgido para transformar o mundo em um verdadeiro caos: tratava-se da Geostigma, uma doença que segundo teorias inicias, foi causada pela manifestação de Jenova no próprio LifeStream do Planeta, causando manchas de pele, perturbações mentais e fortes dores nos infectados (que eram tratados como aberrações pelas pessoas ainda livres de tal mal). O herói Cloud Strife deixou a cidade para seguir uma vida solitária, em busca de respostas para livrar-se de seus dramas e culpas, encarregando Tifa dos compromissos de cuidar do bar e também da menina Marlene, assim como um menino órfão chamado Denzel (também afetado pela Geostigma). Porém, Cloud decide abrir mão de sua solidão ao ser chamado por Rufus Shinra, que havia sobrevivido ao ataque aparentemente mortal de Diamond Weapons nos eventos de Final Fantasy VII. O objetivo do chamado era descobrir uma solução para a constante contaminação por Geostigma. No meio do caminho, Cloud acaba atacado por um trio de misteriosos homens que afirmam serem seus irmão, à procura da "Mãe". Após um eletrizante combate abordo de sua moto Fenrir, Cloud consegue livrar-se dos inimigos, que são chamados de volta pelo líder Kadaj. Chegando ao ponto de encontro, Cloud ouve o que Rufus tinha à dizer: basicamente a teoria de que o Geostigma era uma manifestação do LifeStream contaminado pelas conhecidas "Células de Jenova" e pelo próprio Sephiroth (que após o combate final no centro do planeta, poderia ter deixado seu legado maligno ao mundo), sendo assim um risco gigantesco para todos. Então, Shinra e Cloud se unem para descobrir mais sobre o Geostigma e sua possível (mas improvável) cura, sendo que Tifa e os outros também serão logo envolvidos nessa difícil missão em busca de um futuro melhor, sendo que novamente, alguém muito importante será a chave para a salvação de todos. Não vou entrar mais na história, pois o objetivo dessa postagem não é dar Spoilers, mas sim apresentar essa animação aos fãs de Final Fantasy VII. Mas agora, o que esperar de Advent Children naquilo que vai além de sua história?

O enigmático Vincent Vilentine
A belíssima ladra de Matérias, Yuffie
Os Turks Rude, Reno, Elena e Tseng
O que Esperar do Filme: Advent Children segue a linha traçada por Final Fantasy VII, apresentando um enredo que se desenvolve em cima de conhecidos fatos, teorizando mais sobre o LifeStream e os Genes de Jenova. Nada de muito surpreendente e revelador aparece, sendo que se esperava mais explicações quanto a própria Jenova, que acabou deixando algumas perguntas ao término da obra original. Mas isso torna o filme ruim ou mediano? De forma alguma! O filme é muito bom, e explorou muito bem as questões que formam seu enredo, assim servindo como uma boa continuação para o sucesso do PSX. Além disso, o ponto que mais chamou a atenção dos fãs sem dúvida foi a impecável transição das características dos personagens do game para as telas do cinema! Tudo aquilo que o game passa sobre os personagens através de seus diálogos, pode ser facilmente sentido na animação (a personalidade forte de Tifa; o sempre enigmático Vincent; o sábio e tranquilo Red XIII; o explosivo Barret; a extrovertida e sempre feliz Yuffie; o canastrão e despreocupado Cid; o irritante Cait Sith... perdão... nunca fui muito com a cara dele hehehe). Todos foram realmente muito bem apresentados, mesmo alguns com participações não muito longas. Destaque também para os Turks (os agentes de elite da Shinra), que se fazem fundamentais no desenrolar do filme, se mostrando muito parecidos com o que foi visto no game, sempre tentando fazer demais e se dando mal! Os novos personagens não chegam a ser extraordinários, mas sem dúvida conseguem convencer os telespectadores. A parte visual é incrível, sendo inteiramente modelado nos padrões de altíssima qualidade (e por vezes até a frente de seu tempo) de CGs da SquareEnix, que já haviam impressionado em outras diversas obras dos videogames, especialmente quando o assunto é mesmo Final Fantasy. E é incrível rever os personagens clássicos em imagens com a tecnologia já de uma nova geração! Todos eles foram muito bem produzidos, com suas características tradicionais mantidas. As dublagens também ficaram boas, tanto na versão Americana quanto na original, Japonesa. Uma bela escolha de dubladores foi feita para cada um dos personagens que aparecem durante as mais de 2 horas de filme. Alias, a preocupação em agradar os jogadores de Final Fantasy VII aparece também nas Matérias, que são bastante mostradas. Até mesmo um Summon é invocado em um determinado momento, sendo esse um novo Bahamut (dragão já famoso na franquia, que já apareceu com dezenas de variações de nomes e aparências). Talvez o grande defeito do filme seja mesmo um andamento muito devagar em certos momentos, com fatos que não chegam a chamar muito a atenção (e que em alguns momentos se perdem em suas próprias narrativas). O filme começa a se tornar empolgante de verdade quando alguns fatos já ficam claros, e a busca por respostas realmente tem inicio, com boas lutas e aparição dos personagens que todos esperavam por ver nos gráficos impressionantes do filme. Isso traz uma leve impressão de que o ponto alto da obra ficou mesmo por conta da famosa turma do clássico.

O jovem órfão Denzel
Conclusão: Final Fantasy VII: Advent Children foi um filme muito bom. Uma boa ideia da SquareEnix, que foi capaz de agradar os fãs de um dos maiores sucesso da história dos RPGs. Um bom enredo foi apresentando, com qualidades também em outras áreas, como a sonora e visual (sendo que até remixes das músicas do game podem ser ouvidas, chamando de imediato a atenção de ouvidos mais atentos). Sem dúvida, recomendo para os apaixonados por Final Fantasy VII. Uma obra à milhas e milhas distantes de se comparar com a genialidade de sua origem (até por ter se aproveitado de muito do que lá já foi mostrado), mas ainda assim, vale a pena! Não deixe de assistir! Espero que tenham gostado dessa postagem, que trouxe algo um pouco diferente à vocês. Não se esqueçam de comentar! Um abraço a todos os leitores! Até mais!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

LEGACY OF KAIN: BLOOD OMEN!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Action RPG
Plataforma: Windows, Playstation
Ano de Lançamento: 1996
Produtora: Sillicon Knights/Crystal Dynamics/Eidos

Revisão: para quem não procurou se aprofundar verdadeiramente na série Legacy Of Kain, talvez esse tenha passado batido. Blood Omen foi o verdadeiro inicio da história apresentada nos demais jogos. Contando com uma jogabilidade completamente diferente da experimentada em Legacy Of Kain: Soul Reaver (talvez o mais famoso título da série até hoje), o game acabou se perdendo no tempo, em meio à outros semelhantes que fizeram mais sucesso na linha Action RPG num clima mais "PC Style" (como eu e o Edu costumamos chamar). Mesmo que Blood Omen seja constantemente comparado com Diablo, por exemplo, é surpreendente notar que ele na verdade foi lançado antes, com quase um mês de antecedência, o que nos faz perceber que uma nova onda do gênero estava por vir, para se popularizar entre milhões de Gamers naquela geração (ao longo da review, Screenshots e Trailer, você entenderá a semelhança entre os games). A história terá como protagonista Kain, o vilão de Soul Reaver, que em uma noite qualquer tenta parar em uma taverna para se abrigar na noite perigosa do Reino de Nosgoth, habitado por criaturas sombrias e bandidos impiedosos. Após ser expulso do local, Kain decide partir, tentando encontrar outro lugar seguro pelas longas terras da região. Porém, acaba sendo atacado por um grupo de bandidos, que o assassinam sem dar chances de reação (por motivos até então desconhecidos). Mas uma nova esperança surge em frente aos seus olhos: Mortanius, o mais poderoso necromante de Nosgoth, oferece uma nova vida para Kain! Com um enorme desejo de vingança correndo em suas veias, Kain aceita a proposta sem medir as consequências,  apenas pensando em ir atrás daqueles que lhe fizeram tamanha crueldade. O que Kain não sabia é que apenas parte de sua vida seria dada de volta, pois a partir do momento de sua ressurreição, ele se tornaria um vampiro, dependente do sangue dos mortais e da escuridão de seu Reino para garantir sua sobrevivência! Mesmo sabendo que sua vida passaria a ser um grande vazio, Kain parte em busca dos seus assassinos, sendo que tal busca muito em breve o levará à um novo destino (que mudará para sempre os rumos de Nosgoth)! Então, segure-se firme, pois essa será uma aventura muito interessante para aqueles que querem saber todos os detalhes da complexa história dessa importante franquia que marcou muitos Gamers ao longo de três gerações!

Jogabilidade: para a surpresa dos fãs dos demais games, aqui você não encontrará nada do estilo Ação/Aventura, muito bem explorado a partir do segundo lançamento, pois o Gameplay tem sua base nos padrões mais clássicos dos Action RPGs. Você terá um longo mapa para explorar, onde deverá entrar em cidades e cruzar territórios neutros (normalmente repletos de segredos e itens) para chegar a determinadas Dungeons, onde Puzzles e Chefes terão de ser vencidos. O guerreiro vampiro contará com uma série de recursos, como itens, magias e equipamentos. Basicamente será possível equipar uma armadura e uma arma como equipamentos básicos. Três armaduras serão adquiridas ao longo do jogo, cada uma com uma característica própria, mas o destaque dos equipamentos se encontra mesmo nas armas: você terá uma espada (de ataques rápidos e efetivos contra inimigos desprotegidos), uma massa (ideal para combater aqueles que vestem armaduras) e dois machados (perfeitos para os combates mais rápidos do jogo). A espada terá ainda duas variações, sendo uma espada de fogo e uma famosa arma que todos já devem conhecer. Já os itens e as magias devem ser equipados em um Quick Menu, ativado de maneira muito prática durante os combates, sendo que 5 magias e 5 itens poderão ser organizados nele, com um menu para cada especie de recurso (um para os itens e outro para as magias). Ao lado direito da tela você verá sempre uma imagem fixa, onde se encontra o HP e o MP de Kain, além de um pequeno Slot no meio deles. É nesse Slot que ficará a magia ou item que você decidir usar, sendo que para mudar rapidamente o que está em uso, basta acessar o menu já citado. Além de tudo isso, Kain ainda terá suas transformações, que seguem uma lógica muito semelhante a de muitos outros games onde a exploração é um ponto forte, pois elas servirão como Upgrades que possibilitam novas buscas nos mapas. Elas serão: a transformação de lobo (que pode pular em lugares antes inacessíveis) a de morcego (que pode viajar rapidamente pelos mapas) a de névoa (que pode andar sobre as águas e atravessar grades) e a de humano (que proporciona um disfarce em meio às cidades). De posse das transformações, basta acessar seu menu para trocar a forma de Kain, dependendo da necessidade encontrada em seu caminho. Vale lembra também que um recurso que já deve ser conhecido entre os mais ligados em outros games da franquia também existe aqui: o Feed, ou seja, a alimentação que recupera o HP (que nesse caso é o sangue). Sempre que você derrotar um inimigo que tenha sangue, ele ficará tonto por alguns segundos. Nesse momento, você terá duas opções: executá-lo com mais um golpe ou sugar seu sangue para uma boa recuperação de vida (semelhante ao que Raziel fazia com as almas). Além dos inimigos, alguns escravos também serão encontrados, colocados no game justamente com o proposito de recuperar o protagonista em momentos de desespero.

Pros: os gráficos não são muito bons, na verdade são até estranhos. Mas é impossível não reparar que ajudam muito na criação do clima gótico do game, que conta com ambientes de arquitetura muito peculiar do estilo, bem encaixada em todo o contexto da história; visitar diversos locais que ao longo da série foram revisitados (em outros tempos da história de Nosgoth) é algo realmente muito interessante; a enorme quantidade de magias/itens e a boa variedade de armas tornam o Gameplay muito agradável; ainda que não muito frequentes, as Boss Battles são sempre um prato cheio para quem curte bons desafios; a história é muito bem contada, com diversas narrativas vindas do próprio Kain, explicando mais sobre sua busca e sobre certos locais, inimigos ou objetos encontrados em seu caminho; as transformações dão um ar muito interessante de avanço das capacidades do personagem, abrindo uma infinidade de novas possibilidades no mapa gigantesco do Reino (com direito a 100 segredos, com itens importantes a serem coletados).

Contras: é verdade que temos que dar um desconto para a época de produção do jogo, mas o excesso de Loadings é um ponto irritante em momentos que você não está com muito tempo ou paciência para jogar. Eles não chegam a ser demorados, mas existe carregamento para tudo (incluindo todos os menus, que serão usados com frequência). Além disso, alguns Bugs estranhos acontecem, como a perda de velocidade ao tentar distanciar a câmera para uma visão mais ampla, sendo que tais problemas são ainda mais frequentes na versão de PC (especialmente se estivermos falando de OSs mais recentes, como Xp, Vista ou 7, onde só os Patchs podem te salvar!).

Screenshots:









Trailer:


Considerações Finais: Muito provavelmente, para uma grande maioria de jogadores casuais que tiveram sua experiencia com Soul Reaver ainda no PSX, esse game tenha sido completamente desconsiderado, mas não de proposito. Sua fama não chegou a ser realmente notória, o que fez com que o título se perdesse no tempo, ficando obscurecido pelo avassalador sucesso de seus sucessores. Alias, devo admitir que não faz muito tempo que descobri sua existência, pois na época que zerei Soul Reaver, não tinha a experiencia que tenho hoje com o mundo da internet, onde descobri muita coisa. Sem dúvida alguma, esse é o game mais "restrito" de todos da franquia Legacy Of Kain, por ser um jogo datado e por apresentar conceitos gerais que não dizem nada aos fãs do gênero Ação/Aventura que se seguiu na série. Mas para os que procuram se aprofundar no mundo de Nosgoth para não perder um trecho sequer de sua história, ou para aqueles que procuram um bom Action RPG, de certa até influente, Legacy Of Kain: Blood Omen é uma boa escolha para esse fim de semana! Como sempre, deixem seus comentários! Muito obrigado pela visita de todos! Nos vemos logo mais!


domingo, 7 de outubro de 2012

SYPHON FILTER - TRILOGIA PSX!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação
Ano de Lançamento: 1999, 2000 e 2001
Produtora: Eidetic/989 Studios/Sony CE
Plataforma: Playstation, PSP

Syphon Filter é uma importante série de ação lançada para o Playstation da Sony no final dos anos 90. Tinham em comum o tema baseado no terrorismo (muito antes da chamada Guerra ao Terror), sempre com muita ação, tiroteios e explosões. A série foi importante para definir muitos aspectos do tiro em terceira pessoa, especialmente no que se refere ao realismo (Head shot = morte instantânea mesmo que seja um chefe). O jogo acabou influenciando muitos dos jogos que vieram após, principalmente na geração seguinte. Agora falaremos de cada um deles mais detalhadamente.

SYPHON FILTER!
Revisão: lançado em 1999, o primeiro jogo da série já apresentava todos os conceitos que fizeram a série se tornar famosa. O nome Syphon Filter deriva de uma arma biológica que representa grande ameaça ao mundo ocidental. O jogo inicia com a investigação sobre o terrorista Erich Rhoemer. Quando o agente infiltrado Ellis é executado pela ex-KGB Mara Aramov, a Agência envia os agentes Gabriel Logan e Lian Xiang em uma missão para impedir Rhoemer e seus aliados de usar Syphon Filter em seu atentado. A partir daí os dois investigam variadas cidades pelo mundo procurando pistas e enfrentando corpo a corpo a ameça terrorista na busca por esta poderosa arma de destruição em massa.

Jogabilidade: sem dúvida o ponto alto do jogo. A exploração se dá no padrão aventura 3D, movimentação pela alavanca ou direcional. O triângulo funciona para ações especificas, R1 aciona a mira automática, L1 a mira manual, R2 e L2 permite deslocamento para os lados, quadrado atira, X abaixa e círculo rola. As armas podem ser trocadas pelo inventário ou pelo select. Durante o tiroteio é possível esquivar e se proteger usando qualquer parte do cenário como cobertura. Conforme dito, o tiro na cabeça é letal, mesmo que estejamos falando de inimigos especiais ou chefes. O personagem possui uma barra de vida que pode ser ampliada se um colete for equipado. Logan joga durante as fases, recebendo ajuda de Lian por rádio ou em campo durante momentos específicos. Todas as armas usadas pelos inimigos podem ser pegas e equipadas, incluindo munição, colete e granadas.

Pros: o jogo apresenta uma qualidade impressionante por conseguir transpor a ação constante dos first person shooter em um jogo em terceira pessoa. O extremo realismo do game agrada em cheio os fãs de ação, não há inimigos super poderosos, todo mundo morre da mesma forma, a menos que use equipamentos específicos. O roteiro do jogo é muito interessante, prendendo o jogador ao usar temas como armas biológicas e terrorismo. Fora isso o jogo tem uma trilha sonora muito boa e armas muito realistas, tanto em visual quanto em detalhes e descrição.

Contras: o jogo apresenta alguns bugs (típicos dos jogos de ação 3D do psx). Algumas missões tendem a ser apelativas, especialmente por causa do número absurdo e irreal de inimigos, o que pode tornar alguns pontos levemente irritantes.

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Syphon Filter ajudou a definir o que o Third Person Shooter seria dali em diante. Mesmo sendo uma marca exclusiva da Sony, o jogo alcançou muito respeito e reconhecimento. O roteiro usou temas como ameaça global e terrorismo muito antes de isso virar pauta frequente (após os eventos de 11 de setembro de 2001). Um jogo lendário que gerou boas continuações, duas delas ainda no psx conforme comentaremos a seguir.



SYPHON FILTER 2!
Revisão: no ano seguinte, Syphon Filter 2 foi lançado. Com o sucesso do primeiro, o jogo foi muito expandido em tamanho (agora em dois CDs) ainda que mantivesse a mesma fórmula e opções do jogo anterior. A história é continuação direta. Quem não jogou o primeiro pode ter spoilers abaixo, fique avisado.

Jogabilidade: a movimentação do personagem é exatamente aquela descrita para o primeiro jogo. A grande inovação deste jogo é permitir jogar com Lian, que cativou muitos fãs no primeiro título. Não é possível escolher ou alternar entre os dois, cada um tem suas missões de acordo com o roteiro do jogo. O jogo em si permanece muito semelhante ao primeiro, com muita ação seguida da busca de algum objeto de interesse. Além do modo de campanha, o jogo criou um modo versus, onde dois jogadores podem se enfrentar com os avatares e as armas qu quiserem em determinados cenários do jogo, algo extremamente simples mas surpreendentemente divertido.

Pros: o jogo mantém a mesma ação constante do jogo anterior, mas é consideravelmente maior. O número de armas também foi expandido e agora há a possibilidade de jogar com dois personagens, cuja roupa altera perfeitamente de acordo com a missão executada. Muitas missões de stealth foram incluídas. Alguns dos bugs do primeiro jogo foram corrigidos. Os cenários são muito interessantes pela diversidade e por retratar bem a cidade em que se passa. Por fim, o modo versus é muito divertido para jogar com amigos, um modo rápido e dinâmico de desafio.

Contras: apesar dos avanços gráficos, o jogo segue sendo mais do mesmo. Quem achou o primeiro jogo limitado (fórmula: mata todos no cenário e aperta triângulo para pegar item/desativar bomba/acionar painel) vai ter a mesma visão deste jogo, que não se preocupou tanto com diversificar as fases. A questão de controlar Lian foi certamente uma boa ideia, mas não há real diferença entre eles durante o gameplay.

Screenshots:


















Trailer:


Considerações Finais: considero Syphon Filter 2 o melhor jogo da série até hoje. A incrível diversidade dos cenários, a correção dos principais bugs que tanto atrapalhavam o primeiro e o roteiro forte e consistente tornam este jogo comparável aos grandes filmes de ação. Na época que este jogo foi lançado havia poucas opções neste estilo, o que certamente o destaca entre seus contemporâneos.


SYPHON FILTER 3!
Revisão: o terceiro jogo da série foi lançado em 2001 e foi o último da trilogia para o Playstation. O jogo apresentou muitos avanços na questão gráfica e sonora em relação aos primeiros. No entanto, a história do jogo é muito mais simples e muito menor que a do seu antecessor. Novamente teremos mínimos spoilers no texto a seguir, quem clicar para mostrar está avisado.

Jogabilidade: ficou exatamente igual ao do segundo jogo no que se refere à movimentação do personagem e do modo versus. A grande diferença é que além de Logan e Lian, mais dois personagens podem ser controlados em fases específicas, Teresa Lipan e Lawrence Mujari. Além dos modos tradicionais, um modo extra de desafio single player foi criado, garantindo ainda mais tempo de jogo, já que as missões do storyline em si são curtas.

Pros: o jogo mantem a tradicional qualidade da série, desta vez com uma produção ainda melhor (som, gráficos e cenários), mais armas e mais personagens controláveis.

Contras: não há nenhuma inovação à série e mesmo o roteiro não evolui muito, já que apenas as missões finais tem realmente alguma repercussão na história futura. A adição de mais personagens não alterou em nada a jogabilidade já que eles não possuem características próprias.

Screenshots:



Trailer:


Considerações Finais: o terceiro jogo encerra esta maravilhosa série, jogos que seguramente ficou entre as melhores para o Playstation. Três grandes clássicos que mesmo hoje, com tantos avanços feitos no estilo, seguem atuais. Recomendo para fãs de jogos em terceira pessoa em geral e, claro, para quem se tornou fã da série nos lançamentos mais recentes para PSP ou PS2. Considero a série Syphon Filter uma das mais importantes dos videogames. Talvez esteja errado, mas a maneira como o roteiro é trabalhado lembra muitos filmes e séries de ação que vieram depois, destaco as séries Alias e 24 horas, as quais gosto muito. Não sei se houve inspiração direta ou apenas uma similaridade por influências comuns, mas certamente há muia coisa parecida. O jogo foi recentemente disponibilizado na Playstation Network, o que garante o acesso a boa parte do público.


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