domingo, 29 de abril de 2012

TRILOGIA SUPER STAR WARS!

Escrito e editado por: Edu-jb

SUPER STAR WARS

Gênero: side-scrolling, 2D shooter, pilotagem
Plataforma: Super Nintendo
Ano de Lançamento: 1992
Produtora: Lucas Arts
Revisão: baseado no primeiro filme da trilogia original de Guerra nas Estrelas (posteriormente intitulado Episódio IV Uma Nova Esperança), Super Star Wars foi lançado para o Snes em junho de 1992. O roteiro foi baseado diretamente no filme original de 1977, mostrando o início da jornada de Luke Skywalker para se tornar um cavaleiro Jedi e a guerra da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico, liderado pelo Imperador Palpatine (Darth Sidious). Há, é claro, algumas adaptações para favorecer o gameplay e o desafio do jogo. A história inicia em Tatooine, onde os Droids C3PO e R2D2 caem após uma emboscada à nave onde estavam pelo sinistro senhor do lado sombrio Darth Vader. Os Droids tinham por missão encontrar o ex-cavaleiro Jedi Obi-Wan (Ben) Kenobi. Logo são resgatados por Luke (diferente do filme onde são comprados) que decide ajudá-los a encontrar o velho ermitão Ben. Juntos, eles precisam fugir de Tatooine, sitiada pelas forças do Império, e encontrar os rebeldes. A única esperança de vitória dos rebeldes está com R2D2, já que este carrega o plano para destruir a estação espacial Estrela da Morte, uma base capaz de destruir um planeta inteiro. Para romper o bloqueio Imperial, Ben contrata os caçadores de recompensa Han Solo e seu fiel companheiro Chewbacca. Super Star Wars é um jogo inteligente e extremamente divertido, revolucionando os games baseados em filmes, havendo a possibilidade de jogar com três personagens e realizar muitas fases pilotando as naves vistas no cinema. Até os inimigos normais enfretados ao longo do game são baseados em criaturas que realmente aparecem no filme, mesmo que seja como elenco de apoio. Foi eleito o melhor jogo lançado em 1992 e também a melhor adaptação de filme daquele ano.

Jogabilidade: na maioria das fases é um jogo de tiro em 2D, havendo também característica de side-scrolling. As armas são as mesmas vistas no filme. A cada vez que se ganha um ícone de arma, ela evolui da Blaster para a Flame, depois para Seeker, Ion e por último Plasma. Quando se perde uma vida, retorna para a Blaster. O jogo tem três personagens controláveis, Luke Skywalker, capaz de usar o sabre de luz de seu pai após o encontro com Ben Kenobi; Han Solo, mais ágil; e Chewbacca, com uma barra de vida consideravelmente maior. O ataque (tiro, golpe com sabre) é usado com o Y, salto no B, arma especial (bomba) no X e A troca a arma de Luke. Quanto aos itens, as pistolas evoluem as armas, os sabres aumentam o tamanho máximo da vida, os corações regeneram a vida, as bombas adicionam uma bomba, o relógio acrescenta 50 segundos no tempo total, o capacete de Vader aumenta o número de pontos ganhos por um tempo e os rostos dos personagens adicionam uma vida. Durante as fases de nave (que era a diversão de muita gente) os comandos se alteram completamente, mais ou menos no estilo fixed shooter, fazendo jus ao nome "Guerra nas Estrelas", sendo possível controlar por exemplo o landspeeder e, claro, o X-Wing.

Pros: Super Star Wars está na lista dos melhores jogos para o Snes. Apresenta muita diversão tanto nas partes 2D normais quanto nas partes de nave. As cenas que rolam entre as fases são representações perfeitas do filme, assim como os diálogos que passam nas legendas. As músicas do jogo, comprometidas, claro, pela tecnologia da época, são as mesmas do filme. A abertura tradicional da série de filmes é reproduzida com uma fidelidade capaz de emocionar os fãs mais antigos.

Contras: talvez a única falha deste jogo seja a jogabilidade durante as fases em 2D. Especialmente no que refere aos pulos, que são imprecisos, ainda mais quando é necessário usar o pulo mais alto (para cima + B). Fora isso, o sabre de luz talvez pudesse ter sido mais bem trabalhado, já que a única explicação para usá-lo é porque é legal, já que a arma é muito mais útil inclusive para Luke.

Screenshots:













Trailer:


Considerações Finais: mais um grande jogo da Quarta geração que não pode ser esquecido. Ainda mais quando retrata de maneira tão fiel um dos maiores clássicos do cinema nerd. A série Super Star Wars teve mais duas continuações, logicamente baseados nos outros dois filmes da trilogia original. Este foi um dos primeiros entre tantas adaptações bem sucedidas do cinema para o Snes, fórmula aliás que os consoles da nova geração parecem ter esquecido.




SUPER STAR WARS: THE EMPIRE STRIKES BACK

Gênero: side-scrolling, 2D shooter, pilotagem
Plataforma: Super Nintendo
Ano de Lançamento: 1993
Produtora: Lucas Arts
Revisão: o segundo jogo da série foi lançado um ano após o primeiro. Seguindo o roteiro do filme de mesmo nome, quando os rebeldes, pressionados pelo Império Galático, se refugiam no planeta gelado de Hoth. Obcecado em encontrar o jovem Luke, o senhor do lado negro Darth Vader espalha espiões por toda a galáxia, finalmente localizando a base rebelde. O jogo inicia com Luke realizando uma missão de reconhecimento, exatamente como no filme. Após problemas, é resgatado por seu amigo Han Solo. De volta à base, ambos descobrem do ataque Imperial, iniciando a batalha com as tropas inimigas (com muitas missões de nave) e a fuga do planeta. Han Solo, Leia e Chewbacca fogem na Millenium Falcon juntamente com o droid C3PO. Luke, por outro lado, parte para o longíncuo planeta Dagobah junto com R2D2, guiado por Ben em busca de seu instrutor, o lendário mestre Jedi Yoda. Novamente muito aclamado, o jogo foi um sucesso na época por apresentar melhor qualidade gráfica e sonora que seu predecessor, além da jogabilidade reformulada. As cenas e os diálogos do filme seguem sendo perfeitamente reproduzidos em cenas do jogo.

Jogabilidade: segue o mesmo padrão do descrito anteriormente, com importante melhora nos pulos (permitindo o pulo duplo) e nas caracteristicas personagens. Chewie segue com uma vida gigantesca e ganhou um golpe de giro, Solo é o mais ágil e pode atirar bombas e Luke tem a possibilidade de usar o sabre de luz no inicio do jogo, desta vez causando um grande dano e podendo refletir os tiros disparados pelos inimigos. Depois da missão de Dagobah, Luke terá acesso aos poderes de cavaleiro Jedi, tornando ele o mais forte personagem do jogo e ganhando uma barra adicional representando a Força. Os itens seguem o mesmo padrão já descrito, a excessão do acréscimo de tempo que não existe e do ícone do R2D2 que funciona como um checkpoint caso você morra.

Pros: o enredo e as cenas retiradas do filme emocionam qualquer fã, seguindo o mesmo padrão do primeiro jogo. A jogabilidade reformulada permite melhor domínio do seu personagem, sendo os três bastante diferentes, destaque para Luke com seu sabre e controle da Força. Os combates nas naves seguem extremamente fiel às batalhas do filme. A inclusão de um sistema de password garante o progresso do jogador, tornando o jogo mais acessível neste sentido. E assim como no primeiro jogo, os cenários lembram exatamente os locais do filme, retratados com uma fidelidade impressionante. Por fim, o duelo final com sabres de luz apresenta uma complexidade rara, conseguindo reproduzir bem a luta final do filme, verdadeiramente épica para os fãs.

Contras: o jogo é o mais difícil dos três, até apelativo em alguns pontos, exigindo pulos precisos e até um pouco de sorte em alguns momentos.

Screenshots:












Trailer:


Considerações Finais: O Império Contra-Ataca é o episódio favorito de muita gente, aclamado principalmente pela crítica por seu roteiro e diálogos inteligentes. Sobre o jogo, acho que bastaria dizer que ele não deve nada ao filme, apresentando todos os eventos relevantes e os principais cenários, como Hoth, Dagobah e a Cidade das Nuvens de Bespin. Indicado para fãs de side-scrolling, de jogos de naves e, é claro, nerds em geral.



SUPER STAR WARS: THE RETURN OF THE JEDI

Gênero: side-scrolling, 2D shooter, pilotagem
Plataforma: Super Nintendo
Ano de Lançamento: 1994
Produtora: Lucas Arts
Revisão: o último filme da trilogia original foi lançado em 1982 e mostra a batalha final da Aliança Rebelde contra o poderoso Império Galático. Após as derrotas sofridas em O Império Contra Ataca, Luke, Leia e Chewie devem resgatar Han Solo e unir o Exército Rebelde para a batalha final. O Capitão Solo havia sido capturado pelo caçador de recompensa Booba Fett e entregue ao monstruoso Jabba. Após Leia e Chewie serem também capturados por Jabba, resta a Luke Skywalker, agora um cavaleiro Jedi, resgatar seus amigos e se preparar para a batalha final contra os senhores do Sombrio, Darth Vader e Darth Sidious. The Return of the Jedi é o jogo que encerra a maravilhosa trilogia Super Star Wars, mantendo a qualidade de seus antecessores e a fidelidade ao filme que o inspira. Com um número maior de fases e personagens, este é com certeza o mais complexo game da trilogia original.

Jogabilidade: é muito parecida com a do anterior, mantendo a boa qualidade. Os personagens estão ainda mais diferenciados. Luke, após confrontar o lado negro, é um cavaleiro Jedi, portanto tem acesso à Força desde o início do jogo. Ele porta seu novo sabre e não pode usar armas. Han Solo é capaz de utilizar bombas e segue sendo o mais ágil. Chewie permanece com seu giro e continua tendo a maior vida. Leia, nova personagem, aparece em três roupas, a mercenária antes de ser capturada por Jabba, a escrava de Jabba e com uniforme do Exército Rebelde, variando também suas habilidades. E os Ewoks são lentos e fracos, mas usam arco e flecha e armadilhas para vencer seus inimigos. Como não poderia deixar de ser, as fases de nave estão presentes, de novo com muita qualidade.

Pros: a jogabilidade e a diferenciação dos personagens torna o jogo interessantíssimo. O  maior número de personagens também auxilia neste fator. Praticamente todos os eventos do filme são cobertos pelo jogo. O final do jogo, categoricamente igual ao final original do filme (antes de ser violentado) deve fazer os fãs chorarem.

Contras: a ação do jogo é constante, no entanto algumas vezes são tantos inimigos na tela que o velho Snes quase trava. Luke está incrivelmente forte neste jogo, sendo que o confronto com um dos chefes finais tende a ser ridículo, estragando um pouco a imagem de um grande vilão do cinema.

Screenshots:




















Trailer:


Considerações Finais: o encerramento da trilogia Super Star Wars dá continuidade ao bom trabalho de adaptação feito pelos jogos anteriores. É também o mais balanceado em questão de jogabilidade e desafio. Super Star Wars é uma série memorável de games 16 bits que não pode ser esquecida. Mesmo havendo uma quantidade absurda de jogos baseados em diversos momentos da cronologia Guerra nas Estrelas, nenhum até hoje os substituiu como adaptação oficial dos primeiros filmes. E mesmo havendo a referida quantidade, Super Star Wars permanece sendo um dos melhores na opinião deste blog. Trata-se de um jogo capaz de fazer um fã dos filmes chorar de emoção. E quem curte 16 bits ou side-scrolling em geral irá certamente se agradar do jogo, mesmo que eventualmente nunca tenha visto os filmes (um alienígena, provavelmente). Só de escrever sobre estes jogos já me vem uma enorme vontade de jogá-los novamente! Um abraço e que a Força esteja com vocês.


4 comentários:

  1. Essa review ficou monstruosa! E não estou falando de tamanho (risos) mas sim de qualidade! Esses games merecem destaque, e você soube dar exatamente o destaque merecido! Muito jogamos esses games e eles são de fato grandes adaptações do cinema para os videogames! Os 3 são excelentes, sendo dificil eleger um melhor. Tinha quase certeza de meu favorito, mas lendo essa review, comecei a recordar de algumas fases sensacionais de cada um deles... realmente para quem é fã de Star Wars, esses games podem tranquilamente fazer aquela lágrima discreta correr no canto do olho. As fases de nave são simplesmente inesqueciveis (especialmente as do Empire Strikes Back! Nada como enrolar os pés dos AT-AT Walkers com a SnowSpeeder!) e as lutas com os Bosses que de fato estão no filme, que são memoráveis! Alias, adorei a Screenshot que mostra Booba Fett, que como você bem sabe, é um dos meus personagens favoritos de Star Wars. Acho que já estou me passando nesse comentário... muitas lembranças, muitas emoções... mas devo lhe dar os parabéns por essa review genial! Um forte abraço a você, bro! Até poderia lhe dizer "Que a força esteja com você", mas isso é coisa de Jedi... então, não é uma frase para mim (fã dos Siths). Pronto, falei! HAhHAhHAhHAHHAHhHAhHAHhHAh! Até mais!

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  2. Hahahahaha... Tá certo. Fã dos Siths, tu vai ver...

    Cara, fico feliz que tenha gostado. De fato a tua ideia de fazer as três em uma postagem ficou melhor, ainda que graaaaaande. Estes jogos são sensacionais e quando comecei a escrever pensei como tu, que havia melhores piores (o primeiro no caso). Mas depois de lembrar bem vi que os três são ótimos dentro de suas propostas. Pena que hoje dia poucas adaptações de filmes fiquem realmente boas como estas. Foi talvez o primeiro jogo que zeramos em parceiria e acho que foi o que fizemos mais vezes.

    Altamente recomendado para fas dos filmes, esses games transcendem a sua geração.

    Abraço

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  3. Tá uma das melhores memórias de minha infância no SNES!!! O IV eu tinha, sabia de cor cada pedacinho, inclusive aquele penhasco que voce cai pra pegar vidas até ficar com 99. O V, aluguei uma vez e terminei ele no final de semana, foi o que menos joguei, mas é demais. O VI aluguei várias vezes, na época me pareceu o mais difícil de todos. É meu preferido, muitos personagens, o Luke cheio de especiais, dá pra jogar com o Wicket, mas minha lembrança mais marcante é a fuga da explosão da Estrela da Morte, foi um parto pra passar!!! Hoje talvez não fosse, mas qdo criança eu penei... essa idéia foi usada novamente em vários games como em God of War 3 e Spider Man:Edge of Time quando você está caindo...

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  4. E aí, Giovani. Tu tem razão, a jogabilidade da fase de naves destes jogos é muito criativa, foi utilizada em muitos momentos em outros jogos. Eu só discordo que o Retorno de Jedi seja o mais difícil, a exceção desta parte que tu referiu da fuga da Estrela da Morte. E eu acho que não foi coisa de criança não, na verdade até hoje eu levo uma surra daquela parte, hehehe...

    Abraço.

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