Gênero: RPG
Plataforma: Playstation 2
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: Namco/Monolith Soft
Revisão: após a dedicação que Tetsuya Takahashi mostrou para com o projeto Xeno na produção de Xenosaga - Episode I: Der Wille Zur Macht (para ver o review que fiz sobre ele, basta clicar aqui), o diretor/roteirista decidiu em 2005 lançar o segundo episódio da nova metade de Xenogears, que se chamou Xenosaga - Episode II: Jenseits Von Gut Und Böse ("Além do Bem e do Mal", em Alemão). Porem, Tetsuya parece não ser um cara de muita sorte, pois graças a alguns problemas de administração do projeto, Soraya Saga foi tirada da equipe de produção nesse titulo. Além disso, Tetsuya foi creditado com papel secundário na obra (mesmo novamente tendo escrito o roteiro inteiro e feito um trabalho importante como diretor) por conta de uma nova direção que havia chegado na Monolith. Mesmo com esses infortúnios, o game foi lançado, sendo mais um titulo excelente dessa franquia de Storylines inigualáveis. Episode II trata-se de uma continuação direta de seu antecessor. Portanto, Atenção! Se você não jogou Xenosaga: Episode I, pode encontrar Spoilers logo abaixo. Clicar no botão e ler o restante do texto é um risco seu!
Jogabilidade: aqui nesse tópico irei me focar mais em apresentar as diferenças encontradas nesse game em relação ao Episode I. Em diversos pontos a jogabilidade continua a mesma: o uso de combos com diferentes botões, os Tech Attacks no final dos combos, uso de magias e itens e sistema de Boost (tudo é encontrado também aqui). Porem, os produtores resolveram complicar um pouco as coisas, criando um sistema chamado de Break, que funciona da seguinte forma: todos os inimigos (absolutamente todos) terão uma guarda que os protegerá de danos altos. Você deverá então quebrar essa guarda fazendo sequências especificas (que variam de inimigo para inimigo). Ao atacar, você verá algumas letras aparecerem no topo da tela (que podem ser A, B e C), representando o tipo de ataque executado por seu personagem. Sempre que as letras aparecerem em vermelho, sua sequência está no caminho certo (sendo que letras em branco reapresentam erros). Sendo assim, será necessário descobrir (muitas vezes por tentativa e erro) a sequência de ataques correta para quebrar a guarda de cada inimigo e memorizá-la, para assim, toda a vez que encontrar o mesmo inimigo em seu caminho, não ter mais problemas em derrotá-lo rapidamente. Como os chefes são consideravelmente desafiadores (alguns extremamente desafiadores, na verdade), o Boost do game anterior se faz ainda mais importante aqui, pois você poderá utilizá-lo como vantagem nos combates da seguinte forma: acumule turnos para seus personagens, quebre a guarda do inimigo e, enquanto ele estiver vulnerável, aproveite para utilizar todos os seus ataques mais poderosos (KOS-MOS é sempre uma boa pedida). Existe ainda o comando Movement, que diferentemente de Episode I, serve tambem para mover seus personagens para tras dos inimigos (ataques pelas costas tem maiores chances de acerto). Porem, tenha em mente que os inimigos podem fazer o mesmo, cercando completamente seu grupo. Outra mudança considerável é o sistema de aprendizado de Ethers e Skills. Seus personagens não terão equipamentos e a unica coisa que aumentará os status deles serão os Skills. Os SPs (Skill Points) servirão para aprender os Skills, assim como os Ethers (magias). Porem, antes de qualquer coisa você terá de gastar pontos para habilitar um determinado grupo de Skills/Ethers, que são divididos por Level. Assim que um grupo estiver disponível, você poderá adquirir os Ethers/Skills daquele grupo com seu SP. Para finalizar, os combates a bordo dos Mechs (nesse game boa parte das unidades são chamadas de E.S. - explicações sobre elas no game) está muito aprimorada, sendo que os gigantes apresentam uma utilidade enorme, com uma serie de possibilidades nos combates.
Pros: inovação gráfica que trouxe mais detalhes ao game (especialmente para os personagens e Mechs), mas que conseguiu manter a característica gráfica de seu antecessor; a trilha sonora é muito boa; enredo extraordinário, com muitas explicações procuradas pelos jogadores de Episode I, novos mistérios, muitas reviravoltas e muitas emoções, além de alguns trechos que começam a abrir as portas da imaginação dos fãs em relação ao clássico Xenogears; o uso dos Mechs foi melhorado (aliás, absurdamente melhorado). Eles são realmente úteis e acima de tudo necessários, além de apresentarem um design de dar inveja em muitas outras series de Mechs (especialmente se estivermos falando dos E.S.); a preocupação em mostrar muito de personagens em momentos individuais, com longos trechos de história com o foco neles (fato esse que já ocorria no primeiro game) continua evidente aqui. Você conhecerá muito do passado e dos dramas pessoais de cada um deles; as Boss Battles em sua maioria são memoráveis, onde raciocínio é sempre uma exigência; as dublagens são excelentes.
Contras: o sistema de Break certamente foi uma péssima idéia. Ter que toda a vez quebrar a guarda dos inimigos para somente então começar a dar danos de verdade, em certos momentos é um inferno (que torna batalhas contras inimigos medíocres mais demoradas do que deveriam ser); o sistema de aprendizado de Skills e Ethers é uma confusão generalizada. O problema é que são tantas possibilidades que você até se sente perdido, além de correr o risco de gastar pontos em algo que não vale tanto a pena assim (o que pode ser um problema devido ao fato de que os Skills representam um ponto determinante nos Status de seus personagens); a enciclópedia que ajudava a relembrar fatos, significados de termos e nomes de organizações e locais foi cortada do game sem nenhuma explicação lógica; a trilha sonora (apesar de ser muito boa, como eu citei nos Pros) fica atras da incrivel OST de Episode I, sendo que muitos ligam esse fato a ausência de Yasunori Mitsuda no projeto.
Trailer:
Considerações Finais: Para mim, Xenosaga é uma obra totalmente a parte de tudo que joguei até hoje. Como eu já havia dito na postagem de Episode I, o enredo desses games conseguiu me prender como nenhum outro. O nível de Xenosaga: Episode II se manteve o mesmo, com um Storyline de uma profundidade e complexidade que não é vista em qualquer game. Filosofia, religião, teorias de conspiração, política. Tudo isso em uma obra de qualidade indiscutível (com garantia de qualidade Tetsuya Takahashi). Apesar de algumas mudanças que podem ter desagradado um pouco, sem duvida esse é um excelente game, tão bom quanto o anterior. Não precisaria dizer que esse eu assino em baixo! Comentem! Logo mais trarei à vocês o terceiro game da série, para então trazer Xenogears (cronologicamente posterior), a verdadeira origem do projeto Xeno! Um abraço a todos os amigos e até mais! E não deixe de passar na minha postagem do título anterior: Xenosaga I: Der Wille Zur Macht (basta clicar)!




































