Mostrando postagens com marcador Survival Horror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Survival Horror. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SILENT HILL: HOMECOMING!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 3, Xbox 360, Microsoft Windows
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Konami

Revisão: Homecoming é o sexto lançamento da série Silent Hill e o primeiro para a sétima geração. A franquia já havia mudado seus rumos desde The Room, e após o apenas razoável Origins a expectativa sobre este jogo era bem grande. O jogo permanece com a proposta de mundança dos jogos anteriores, trazendo uma série de inovações que serão discutidas mais adiante. O jogador assume o comando de Alex Shepherd, um soldado das forças especiais. Logos nas primeiras cenas, Alex é levado por sinistras criaturas no que parece ser uma bizarra instituição hospitalar. Após conseguir se libertar, Alex é surpreendido por seu irmão Josh, que inexplicavelmente foge dele. Seu terror entretanto se revela apenas um pesadelo, quando acorda na carona do caminhoneiro Travis Grady (protagonista de SH Origins, o que gera ainda mais polêmica diante do discutível final do referido jogo). Alex chega à sua cidade natal, Shepherd Glen, após um período de internação hospitalar por ferimentos sofridos em batalha. Entretanto, encontra a cidade, vizinha de Silent Hill, virtualmente abandonada, exceto por bizarras criaturas. Além disso, parecia que o tempo não havia passado desde que saira anos atrás. Ao chegar em casa, encontra apenas sua mãe, em um estado de confusão mental avançado. Sem saber a localização de seu irmão mais novo e de seu pai, Alex parte pela cidade, reencontrando antigos moradores (entre eles sua antiga paixão Elle Holloway) e descobrindo os segredos da fundação de sua cidade, intimamente ligados com sua famosa vizinha. Contando com uma equipe de produção relativamente nova (exceto pelo já confirmado Akira Yamaoka na trila sonora), sendo o primeiro jogo produzido nos EUA, o jogo teve uma relativa aproximação do filme, principalmente pela presença das enfermeiras, da maneira como a cidade se transforma no mundo sombrio, e da reaparição (de certa forma inexplicada) do Pyramid Head. Mesmo assim o jogo gerou muita desconfiança e descontentamento por parte dos fãs mais antigos.

Jogabilidade: o jogo tem talvez a melhor jogabilidade de todos os Silent Hill. Por ser um militar, Alex é perito em armas de fogo e brancas. Para as primeiras, a mira é totalmente manual e a região do corpo atingida afeta diretamente o dano sofrido. São raras, entretanto, havendo pistola, espingarda e rifle. Já as armas brancas são mais variadas, divididas entre facas, machados e bastões. Várias combinações de golpes fracos e fortes podem ser utilizados na luta contra os monstros, incluindo a opção de esquiva. Além do óbvio uso para enfrentar os inimigos, essas armas são essenciais para a resolução de parte dos enigmas. Estes, a exemplo do que ocorre desde Silent Hill 3, costumam ser mais simples que nos dois primeiros e suas respostas estão em um local muito próximo de onde é utilizado. O que não significa que são fáceis de resolver. A exploração da cidade é similar a de Origins, é possível andar por muitos lugares mas só dá pra explorar mesmo aqueles pré-estabelecidos pelo storyline. Os diálogos são o grande diferencial de Homecoming, já que todos eles podem ser escolhidos pelo jogador. Essas escolhas, combinadas com duas decisões maiores, culminam em um dos quatro finais principais, que variam entre o bom e os intermediários (que por vezes são mais interessantes e coerentes que o bom). Além destes, há também o final UFO, tradicional da série.

Pros: o jogo apresenta um roteiro marcante, já tradicional da série, com muitas revelações sobre o passado de Alex e da cidade. A possibilidade de escolha de falas garante a interação do jogador com o personagem, algo inédito na série até então. As melhorias na jogabilidade asseguram um nível de ação que nunca havia existido, ainda que também demande maior habilidade. Os finais são bem variados, bastante coerentes em relação ao roteiro, o que fará com que os fanáticos queiram ver todos eles, garantindo muito mais tempo de jogo. O visual do jogo colabora para o clima de terror, havendo uma série de cenas violentas e perturbadoras. Os enigmas são mais simples quando comparados aos dos primeiros jogos, mas exigem um moderado grau de raciocínio e até compreensão do roteiro. Como sempre, a trilha sonora dá um show, marca registrada da série.

Contras: o jogo apresenta uma evolução lenta, só depois de algumas horas a história se torna envolvente de verdade. Por isso, as primeiras partes podem ser extremamente lineares dependendo de cada jogador. Algums monstros tendem a ser apelativos em alguns momentos, pela primeira vez na série, o que acaba por testar a paciência de quem era habituado com a forma mais tranquila que os outros jogos foram conduzidos.

Screenshots:









Trailer:

Considerações Finais: Silent Hill Homecoming é mais um bom jogo de terror, seguindo fiel à forma em que foram feitos os seus antecessores. No entanto, os fãs mais fanáticos não se agradaram muito pela exploração e enigmas não seguirem a mesma linha do excepcional primeiro Silent Hill. Mesmo assim, recomendo muito este game aos fãs que ainda não o experimentaram, mesmo não sendo tão marcante, trata-se de um bom jogo que representa muito bem esta importante série no PSX e no PS2. Mesmo com uma considerável redução no "terror psicológico", o jogo ainda consegue manter um adequado nível de tensão, especialmente conforme se aproxima do final do jogo e das decisões chave.


domingo, 28 de outubro de 2012

JOGOS NÃO RECOMENDADOS (PARTE 2)!

Semana especial Halloween aqui no PrettyCoolGames.Blogspot, seguimos revisando alguns jogos do estilo Survival que marcaram época. E hoje trazemos especialmente para vocês jogos que marcaram... negativamente! É a segunda parte da nossa série de jogos que nós do PCG não recomendamos, falando de dois jogos que você deve ficar o mais longe possível por serem terrivelmente ruins! Para quem quiser ver a primeira parte da série, clique aqui para ler sobre dois jogos de heróis macabros que nós definitivamente não indicamos aos leitores! Agora vamos com os Survival Horror não recomendados!

RESIDENT EVIL: SURVIVOR 2!

Corram, pois o Nemesis e o Steve estão de volta! Resident Evil: Survivor 2, como o nome já sugere para os conhecedores profundos da série, trata-se de um First-Person Shooter, seguindo os passos do game anterior que seguia a mesma linha (que alias era muito bom). Porém, esse é algo que poderíamos (e deveríamos) simplesmente descartar da grande história de games sensacionais que Resident Evil fez e faz desde o primeiro lançamento ainda no PSX. Survivor 2 conta com uma jogabilidade absurda (no mal sentido), sendo que seu objetivo em todas as missões é basicamente chegar ao chefe da fase em um determinado tempo, que é mostrado em formato de contagem regressiva na tela. Como se isso já não fosse retardado o suficiente, caso o contador chegue à zero, Nemesis (?) aparece e começa a perseguir você! Ele acaba com a história com apenas um golpe, e não pode ser derrotado a menos que você tenha a arma mais poderosa do game, adquirida de alguma forma que não sei qual (não me culpem, culpem a Capcom... por motivos óbvios. Vamos dizer que esse não é o game mais empolgante de se jogar para descobrir seus segredos). Talvez se ele tivesse ficado somente no Arcade, essa jogabilidade simplória poderia até passar como um game para se jogar por simples diversão, mas para um game que foi lançado também para PS2, pareceu algo realmente idiota. Em alguns lugares ele é conhecido pelo subtítulo “Code Veronica: Survivor 2”. A explicação para isso é simples: como a história apresenta dois personagens famosos de tal game (Claire e Steve), a Capcom decidiu que a historia sem sentido do game, que faz uma “mixagem” com inimigos de outros games, se passaria em um sonho que Claire teve em sua viajem para o Alaska, ocorrida em Code: Veronica. “Claro Capcom... agora esse jogo faz todo o sentido! Eu não teria conseguido dormir se não tivesse essa informação!”. Sinceramente, chega a ser engraçado a produtora ainda tentar encaixar Survivor 2 na cronologia oficial da série. Alias... essa historia de sonho parece a típica desculpa para dizer “Fizemos besteira, finjam que nada disso ocorreu!” em outras palavras. A parte sonora é literalmente uma clonagem de Code: Veronica, todas as músicas foram reutilizadas, mais uma vez mostrando um pouco esforço na produção do jogo. A única canção original é a trilha sonora de Nemesis, que basicamente será a única que você não vai querer ouvir! Os gráficos das CutScenes até não são ruins, pois ficam um pouco atrás de Code: Veronica, mas nada que chegue a comprometer tudo. Mas se estivermos falando dos gráficos de quando o gameplay acontece mesmo... ai a historia muda! Nos cenários você verá itens e armas gigantes, brilhantes e desproporcionais... flutuando..., coisa que aconteceria somente em um game de SNES (onde isso ainda era normal). Com tudo isso, a Capcom ainda coloca no Gameplay um sistema de Ranking oposto ao dos demais games da franquia, sendo que aqui, quanto mais tempo você jogar, melhor será sua classificação. Será que eles realmente esperavam que alguém jogasse tanto assim esse negócio? Acho melhor eu parar por aqui, dizendo apenas que se você é fã da sensacional série Resident Evil e leu essa breve análise, fique longe desse game, pois fingir que ele não existe é o melhor a se fazer! Possivelmente um dos games mais aterrorizantes que já vi... mas nesse caso, aterrorizante de tão ruim! Tanto que não merecia nem o ponto de exclamação em seu título, lá em cima da imagem principal...mas enfim... 
(Texto escrito por Mr.Gameworld)

Screenshots:











Trailer:



MICHIGAN: REPORT FROM HELL!
O gênero Survival entrou em evidência no PSX com o lançamento de grandes séries que temos até hoje. No PS2 esse estilo cresceu muito mais, atingindo seu auge pela grande quantidade de jogos lançados. O lado ruim dessa "produção em massa" é que muita coisa medíocre ou ruim foi criada. Dentre estes acredito que mereça destaque Michigan: Report From Hell. O jogo até começa com uma ideia interessante. Vários eventos bizarros envolvendo monstros e assassinatos ocorrem na cidade de Michigan, levando uma equipe de reportagem a investigar os fatos. O jogador passa a controlar o cameraman (sem nome) responsável por filmar a bela repórter Pamela Martel, sempre acompanhados pelo caboman Brisco. A exploração do jogo ocorre totalmente em primeira pessoa através da câmera, que não pode ser desativada ou deixada de lado (esse nosso amigo deve ser bem forte). O personagem tem pouquíssimas opções de ação, pode mover-se e empurrar coisas, além de aumantar o foco da câmera. Os eventos obrigatórios levam à morte da repórter Pamela, sendo substituída por Ann Anderson. Dali em diante o jogo segue uma exploração linear e repetitiva, sendo o seu personagem, mudo, é o único que pode tomar decisões. Portanto, ninguém abre portas a menos que você foque a câmera na maçaneta, ninguém pega um item se você não estiver olhando para ele do ângulo que o game entende ser o correto. E pior, ao ser atacado por monstros, a repórter apenas usa sua arma (que aparentemente faz parte do básico que qualquer repórter carrega) se você focar no monstro e apertar o botão de ação. Se eventualmente a repórter morrer, ela será substituída por outra e pula a fase. Se acontecer de novo vai indo assim até a última. Acho que é o único jogo que quanto pior você for mais rápido termina. Você pode inclusive terminá-lo fracassando em todos os objetivos. O jogo possui três finais, variando de acordo com a motivação do personagem e sua "moral" (se optou por salvar pessoas ao invés de filmar elas morrendo). Mas isso faz pouca diferença já que todos são curtos e estapafúrdios. Agora não tenho certeza se o jogo simplesmente não explica sua história no final ou se eu estava tão desmotivado que não prestei atenção. E claro, ao concluir o jogo você ganha a opção de ver a repórter que você terminou o jogo fazendo Pole Dance e pode jogar de novo com ela de biquíni. Faz muito sentido, afinal nós gamers queremos mesmo ver peitos virtuais, ninguém se interessa por roteiro. Esquecendo um pouco a história e partindo para uma análise mais técnica: o jogo tem uma trilha sonora que não se destaca mas não compromete; já os gráficos são inicialmente razoáveis, mas a extrema falta de expressão no rosto dos personagens torna o gameplay deprimente. Certas cenas e ângulos são constrangedores pelo nível hentai de apelação. Sobre a jogabilidade, ela chega a ser um insulto ao Dual Shock 2 do PS2 pela quantidade de botões que simplesmente não tem serventia nenhuma. Na verdade esse game poderia tranquilamente ser adaptado para o joystick do Atari 2600! Enfim, pessoal, acho que já falei o bastante. Michigan é um jogo que falha em todos os aspectos, inclusive naquilo que se propõe. Mesmo que na geração atual os Survival estejam meio em baixa, nada justifica perder o seu tempo nesse jogo, vale muito mais um replay de qualquer Silent Hill ou Resident Evil (exceto o acima mencionado, claro), não importando quantas vezes você já os tenha completado.
(Texto escrito por Edu-jb)

Screenshots:












Trailer:




Assinado: Equipe PrettyCoolGames.Blogspot

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RESIDENT EVIL 3: NEMESIS!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation, Windows, Dreamcast, GameCube
Ano de Lançamento: 1999, 2000, 2003
Produtora: Capcom

Revisão: em 1998, após o lançamento de Resident Evil 2 (que você confere aqui no Blog clicando no link), a série Resident Evil já havia dominado o mercado do terror nos videogames! Os Zumbis invadiam as telas de muitos Gamers, através de variados consoles, em uma fama que havia surgido para ficar. E foi em meio à toda essa grandiosidade que Resident Evil 3 foi lançado, inicialmente para Playstation, em 1999. Graças a absoluta aceitação dos fãs, outras plataformas ganharam suas versões: DreamCast e Windows (em 2000) e GameCube (bem mais tarde, em 2003). Envolvido de sucesso em cada um dos videogames, o título veio para garantir a definitiva boa reputação da série, mostrando uma jogabilidade bem mais espontânea, como veremos mais abaixo. Agora vamos de história: Resident Evil 3 acontece em Raccoon City, dividindo-se em duas partes na cronologia da série (com a primeira metade anterior e a segunda posterior à Resident Evil 2). A protagonista é a agente especial da S.T.A.R.S., Jill Valentine, que junto com mais um sobrevivente do grupo, se encontra presa em Raccoon City, que estava em estado de guerra contra os zumbis que a enfestaram completamente. Além da S.T.A.R.S., ainda foram enviados para as ruas a Policia da cidade e o grupo de Mercenários conhecido como UBCS (Umbrella Biohazard Countermeasure Service), responsáveis por operações especiais em casos de contaminação em massa. Porém, nada conseguia conter os zumbis. A única possibilidade de parar com as contaminações pelo T-Virus era colocar um ponto final na história do local, através de sua total destruição! Então, Jill só terá uma escolha a partir desse momento: fugir da cidade, antes de virar cinzas juntamente com todas as suas estruturas! Mas o que a gata inicialmente não sabia é que um novo e devastador B.O.W. do Projeto T (Tyrant) logo entraria em seu caminho: Nemesis, o ser mais próximo do Tyrant perfeito até então, que havia sido induzido à caçar até o momento de sua morte qualquer vestígio que tivesse sobrado da S.T.A.R.S.! Então, prepare-se para uma história que trará uma visão ainda mais ampla para o segundo game, mostrando casos paralelos aos seus acontecimento, que ajudaram a enriquecer a grande linha do tempo da franquia!

Jogabilidade: como em seu antecessor, em Resident Evil 3 o Gameplay acontece em Raccoon City, através de um esquema de exploração bastante extenso, passando por localidades diversas da conhecida cidade (inclusive com algumas revisitações a pontos que Leon/Claire passaram). A movimentação segue a mesma dos games anteriores, com os lados do direcional girando a protagonista e frente/trás fazendo-a caminhar. Porém, uma maior naturalidade nos movimentos pode ser facilmente percebida, pois Jill está mais ágil. Inclusive, duas novas possibilidades foram adicionadas ao controle da personagem: um giro de 180°  e uma esquiva! O primeiro facilita muito em momentos de fuga ou em ambientes cercados por monstros, sendo que com um simples apertar de botão, Jill vira-se exatamente para o lado oposto do que estava encarando (sem a necessidade de fazer toda a volta com os direcionais). Quanto a esquiva... bem... você certamente encontrará uma enorme utilidade para ela quando encontrar Nemesis em seu caminho! Com tal movimento, Jill poderá desviar de ataques dos inimigos, sendo que para isso, você deverá pressionar o botão de mirar no momento exato do ataque. Tal ação pode ser usada contra qualquer tipo de inimigo, sendo que ela varia para cada um deles (nos zumbis, por exemplo, ao invés de se esquivar, Jill os empurra para trás). Agora, voltando a falar de Nemesis: ele será o maior perigo do jogo, e também um dos grandes responsáveis pelo extremo terror passado aos jogadores ao longo da missão! Armado com uma Rocket Launcher, um tentáculo e os próprios punhos, Nemesis irá seguir você pelos cenários, sendo que não são todas as portas que o param! Ou seja: durante algumas salas pré determinadas, ele poderá entrar nelas atrás de Jill. As únicas salas que você pode ter certeza que está 100% seguro são as de Save Points (onde você encontra também os clássicos baús de itens). É possível derrotar Nemesis, mas ele não ficará caído por muito tempo, podendo reaparecer após levantar-se. Derrota-lo é um requisito para desbloquear uma arma extra até o termino do jogo, sendo que além dela, algumas partes para montar novas armas serão adquiridas (no mesmo estilo de Resident Evil 2). Para finalizar: foi adicionado ao game um sistema interessantíssimo de criação de munições. Você terá um item chamado Reloading Tool, que servirá para gerar munição para todos os tipos de armas, utilizando as diferentes Gun Powders (pólvoras) encontradas. Muitos tipos de munições poderão ser criados, dependendo do tipo de Gun Powder usado no Reloading Tool, sendo que combinar duas Powders diferentes, dará origem a um novo tipo de Powder (e consequentemente munição no resultado final). Certamente, um processo que deu uma nova cara às possibilidades de armamentos!

Pros: o game utilizou os conceitos de seu maravilhoso antecessor para criar mais um grande sucesso. Novamente com uma longa exploração pela cidade, a diversão é certa; mesmo que as alterações na jogabilidade não tenham sido gigantes, os novos movimentos (de esquiva e de virar-se rápido em 180°) ajudaram a tornar o Gameplay bem mais espontâneo, facilitando em algumas ocasiões de extremo perigo; os gráficos estão excelentes, utilizando tecnologia de ponta do PSX para uma criação mais chamativa nos personagens e ambiente (como um todo, facilmente indicado como um dos melhores visuais do console da Sony); além da tradicional criação de ervas, combinando-as para melhores resultados de cura, o sistema de criação de munição veio para tornar o game ainda mais estratégico, exigindo um estudo maior para adquirir por meio desse sistema algumas munições raríssimas (muitas não encontradas em lugar nenhum do jogo); o enredo é muito bom, trazendo aos jogadores uma história que complementa o game anterior, mostrando ainda um vilão extremamente marcante. E por falar no maldito, o clima de tensão que é gerado por suas aparições é genial; as armas encontradas ao longo do caminho são muitas, e todas apresentam uma produção espetacular (assim como no segundo jogo), com sonoridade ótima e funcionamento bem desenvolvido; o modo Mercenaries é uma adição interessante, ajudando a tornar a jogatina mais longa e com mais prêmios.

Contras: contrariando a mim mesmo (mas por um motivo lógico), o movimento de esquiva pode ser um pouco frustrante por não funcionar sempre, pois o momento para apertar o botão é exato, sem margem para erros; se você realmente quiser conseguir as armas que o incansável Nemesis dá, terá um trabalho infernal pela frente, baseado em muito treino! É realmente divertido enfrentá-lo algumas vezes, mas para conseguir tudo (incluindo o Assault Rifle M4AI), é necessário derrubá-lo sete... SETE VEZES! Então, pratique muito sua esquiva!

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Resident Evil 3: Nemesis com certeza é nada menos do que um game sensacional! Com todos os aspectos de produção (jogabilidade, gráficos e som) elevados ao nível dos últimos anos do PSX, o jogo representa até hoje um dos mais memoráveis nomes de sua geração, além de ser para uma grande quantidade de fãs da série um dos melhores Resident Evil (ao lado de Resident Evil 2, também sempre muito bem lembrado)! Fora isso, a produção nos deu o prazer de mais uma vez jogar com a famosa protagonista Jill Valentine, que mais histórias trouxe a cronologia completa da série! Não há dúvida que esse é mais uma obrigação para os fãs de Resident Evil! Um excelente game, que até hoje permanece vivo e forte nas memórias daqueles que puderam ficar cara a cara com o monstruoso Nemesis! Afinal, o game não leva como subtítulo seu nome à toa! É inexplicável como uma simples palavra (S.T.A.R.S.!), pode ter feito tantos corações Gamers baterem mais forte, não é mesmo? Enfim: por hoje vou ficando por aqui! Não perca esse game! E não deixe de ler minha review do também sensacional Resident Evil 2 (mais um imperdível)! Um forte abraço a todos! Nos vemos nos próximos dias, no seguimento da Semana Halloween aqui pelo Blog!


domingo, 14 de outubro de 2012

FORBIDDEN SIREN!

Escrito editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2
Ano de Lançamento: 2003
Produtora: Sony CE Japan
Revisão: a sexta geração (e o PS2 em especial) produziu uma lista muito grande de jogos do estilo terror, sendo o início de muitas importantes séries. Entre elas as que considero de mais qualidade são Fatal Frame e Siren. Meu post de hoje é justamente sobre o segundo. Siren foi lançado em uma época que o cinema ocidental "descobriu" o terror japonês (talvez os filmes mais expressivos tenham sido O Grito e O Chamado). Assim como Fatal Frame, Siren tira muito de sua inspiração deste tipo de filme. A história começa com o jovem Kyoya Suda passeando com sua bicicleta no que parece ser um parque. Em uma pausa ele vê uma bela jovem com seu cachorro. Ao perceber que estava sendo observada, a menina foge. Na noite do mesmo dia, enquanto investigava uma floresta, ele presencia um tipo sinistro de ritual, no qual a garota de antes participa. Ao ser percebido, ele foge correndo. Quando se dá conta, um bizarro policial o ameaça com uma arma. Mesmo após atropelá-lo com uma camionete ele ainda se levanta a acerta um tiro no peito de Kyoya, atingindo seu coração. O garoto então acorda próximo a um rio vermelho, inexplicavelmente vivo após o trauma sofrido. Kyoya está em uma estranha vila, cercado por seus estranhos habitantes, transformados em criaturas chamadas Shibito. O jogador agora controlará Kyoya e outras nove pessoas que estavam na vila no momento da catástrofe, que parece ter íntima relação com o ritual realizado. Siren é um jogo de terror que alcançou bastante sucesso, principalmente no Japão, produzindo duas continuações. Observando inicialmente o jogo é impossível não lembrar de Silent Hill, seja pelo clima perturbador, pela clássica névoa e visão prejudicada ou pela cidade remota com um ritual pertencente a uma religião antiga. O motivo é que o diretor do jogo é Keichiro Toyama, o mesmo do Silent Hill original do Playstation, além de outros profissionais comuns entre os dois projetos.

Jogabilidade: Siren impressiona o jogador já nos aspectos gráficos, que apresentam um nível de realidade ímpar para a sexta geração, havendo expressões faciais extremamente anatômicas. A movimentação do personagem é em 3D com a câmera sobre os ombros do personagem. É possível correr, caminhar ou rastejar, em ordem descrescente de ruídos. O barulho é importante porque os Shibitos costumam se manter presos à atividade que faziam antes da catástrofe, a menos que percebam alguém diferente deles, que deve ser atacado. Claro que essa tática não vale para todos uma vez que há muitos tipos de shibitos, incluindo vigias, rastejante e até voadores. Todos os personagens controláveis ganham a habilidade de entrar na mente dos Shibitos e perceber qual a rota que percorrem e para onde olham, facilitando o stealth. A luta no jogo é precária e normalmente os personagens não dispõe de nenhuma arma para confrontar seus oponentes, sendo importante fugir e se esconder. Quando uma arma é encontrada pelo personagem (em geral em pontos obrigatórios do jogo) ela é mantidas em todas as aparições deste. Armas de fogo são restritas a pouquíssimos personagens, e balas são ainda mais raras. Itens de cura não existem, o personagem se recupera com o tempo ao ser atingido e morre após três ou quatro golpes, dependendo do tipo do Shibito. Não há barra de vida. O modo como o jogo é planejado é um pouco difícil de explicar e tende a ser longo. Vou tentar sem o mais conciso possível. Basicamente o jogo se divide em fases, cada uma com duas missões. Inicialmente só uma estará aberta, e ao completá-la você será encaminhado para outra sem possibilidade de escolha. São poucos cenários ao todo, mas vários personagens passarão por eles, o que torna o jogo grande. Após cumprir determinados pré-requisitos em uma fase o segundo objetivo estará disponível. Esses pré-requisitos nem sempre são claros e normalmente estão na fase de outro personagem. Após cumprir algumas missões você poderá escolher quais irá jogar, podendo revisitar fases antigas que ficou faltando algum pequeno detalhe. O número de fases varia de acordo com cada personagem, alguns tem apenas 2 e alguns chegam a 7. Todos os eventos do jogo se passam em um período de três dias. Após completar todas os objetivos 1 de todos os personagens você enfrentará o chefe e verá o final falso. Quando todos os objetivos (1 e 2) você enfrentará o chefe com novos parâmetros e verá o final verdadeiro.

Pros: o clima do jogo é muito perturbador e vários sustos são garantidos a quem tiver coragem de desbravar esta terrível maldição. A dificuldade nos combates é um fator interessante, exigindo conhecimento dos cenários e planejamento ao passar pelos Shibito, semelhante ao que ocorre em jogos de stealth. Os gráficos utilizados são interessantíssimos e usam rostos reais sobrepostos aos gráficos poligonais. Isso é algo raríssimo na sexta geração e que mesmo hoje em dia ainda impressiona nos jogos atuais. Os tipos de Shibito e a forma como eles "evoluem" é muito interessante e bem condizente com o roteiro apresentado

Contras: mesmo tendo uma história perturbadora, é muito difícil compreender o que realmente se passa durante o jogo, necessitando jogar ele muitas vezes ou consultar sites especializados nesses assuntos. Nada que atrapalhe, claro. A real desvantagem deste jogo é o nível de dificuldade dos enigmas. O YouTube está aí para provar que qualquer um é capaz de realizar qualquer coisa em qualquer tempo, mas ainda assim eu desconfio muito se alguém disser que completou esse jogo com todos os objetivos sem usar detonados. É difícil explicar sem spoilers, mas basicamente muitas vezes um personagem terá que fazer uma coisa idiota (como molhar uma toalha e colocar ela no freezer) para que outro personagem faça uso disso mais tarde, sendo que os dois nem se encontram pela história do jogo. Esse "contra" foi inclusive admitido pelos produtores, que corrigiram o exagero nas sequências.

Screenshots:
 
















Trailer:

Considerações Finais: Siren é um dos grande jogos surgidos na sexta geração. Seu grande problema dos enigmas pode ser facilmente resolvido com detonados livres de spoilers, e há muitos assim disponíveis na rede. Fãs de Survival, em especial do clima perturbador de Silent Hill não podem deixar de conferir este fantástico game. Gerou uma continuação no PS2, uma no PS3 e um filme, que é surpreendentemente bom (nenhuma maravilha, mas comparado ao que costuma vir de filmes de jogos, em especial jogos de terror). Recomendo todos os produtos desta terrível série, em que poucos conseguirão sair vivos após ouvir a sirene.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FATAL FRAME II: CRIMSON BUTTERFLY!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2, XBox
Ano de Lançamento: 2003 (PS2), 2004 (XBox)
Produtora: Tecmo

Revisão: mesmo que Fatal Frame (clique para ler minha review) não tenha alcançado um sucesso gigantesco entre as massas como outros games de seu gênero, ele teve sua merecida fama, marcando para sempre a história do terror nos videogames, como um dos games mais perturbadores de sua geração. Agora, imagine isso elevado a níveis ainda mais extremos! Isso é justamente o conceito que a Tecmo decidiu trazer em seu segundo lançamento: Fatal Frame II: Crimson Butterfly, inicialmente lançado para Playstation 2, mais tarde ganhando também uma versão para XBox (em 2004). Por muitos fãs da serie, esse é considerado o mais complexo dos quatro games lançados até o presente momento (e também o preferido), especialmente por conta dos detalhes de seu enredo que vai bem além do que é evidente, se aprofundando em detalhes que trazem ainda mais perturbação para a obra, que conta com histórias macabras (todas conhecidas da maneira à não deixar a desejar). Pois paremos de papo e vamos ao de costume, para conhecer a fundo tudo sobre esse excelente título: o game se inicia com as irmãs gêmeas Mio e Mayu revisitando uma floresta onde costumavam brincar quando eram crianças. De repente, uma misteriosa borboleta carmesim surge em meio às arvores, atraindo a atenção de Mayu, que começa a segui-la (aparentemente fascinada pelo estranho ser). Preocupada com sua irmã que se afastava para longe, Mio decide ir atrás dela, até que em certo ponto da floresta, a noite cai sem nenhum aviso. As gêmeas então chegam à um vilarejo abandonado, onde se encontravam assombrações aparentemente inconsoladas com algo de muito terrível que havia ocorrido no passado daquele local. Ao entrarem em uma das casas, as garotas são trancadas por uma força maligna, vinda do espírito de alguém que algo tinha a dizer. A partir desse momento, você assumirá o controle de Mio para descobrir o que de fato ocorreu no vilarejo há anos atrás (além do destino das duas gêmeas, que foram trazidas até o vilarejo por um motivo em especial!). E tudo isso você descobrirá por conta própria, jogando esse excelente game que potencializou o que já havia de sensacional em seu antecessor, dando origem a um dos mais perturbadores games de sua geração (altamente recomendado!). Não acredita? Então venha comigo ler mais sobre ele!

Jogabilidade: a lógica da jogabilidade de Crimson Butterfly segue a mesma de seu antecessor. Você estará equipado com a Câmera Obscura (sua única arma) que quando ativada, abre uma visão em primeira pessoa. Assim como no game anterior, também há alguns Upgrades importantes para aumentar os atributos básicos de sua câmera, como o dano, a precisão, a sensibilidade, etc (todos eles serão feitos com os pontos que você adquire fotografando fantasmas inimigos e/ou inofensivos). Você também encontrará alguns itens ao longo do game que servem como Upgrades automáticos, dando capacidades extras para sua câmera que podem ser equipadas pelo menu como, por exemplo, parar ou retardar os movimentos dos fantasmas por um certo tempo (tais ataques são utilizados com o uso do botão Triângulo). A grande alteração de Fatal Frame 2 ficou por conta de uma maior exigência quanto ao Shutter Moment, o momento exato de atacar o fantasma, que normalmente ocorre quando ele está atacando você. O fato é que aqui você não terá grandes chances de atacar de longe, sendo que os danos serão bem baixos, representando um desperdício quase total de uma oportunidade de ataque . O foco da Câmera Obscura é bem mais curto, e os Kanjis que indicam danos altíssimos (que surgem conforme o tempo que você mantém a câmera focada na assombração) só irão realmente aumentar se você estiver muito próximo de seu inimigo, pelo menos até começar a aumentar o Level de Range e Sensibility. Isso faz com que você seja praticamente obrigado a se profissionalizar no uso do Zero Shot (disparo no momento do ataque do inimigo), Core Shot (mesma lógica do Zero Shot, porém com o foco exatamente no centro da mira, o que causa maiores danos) e o poderosíssimo Fatal Frame (o disparo mais eficiente do game, que deve ser executado no último segundo do ataque de seu inimigo). O Fatal Frame, alias, será sua salvação contra algumas assombrações realmente difíceis, pois ele dá a você a possibilidade de acertar um combo de até 3 disparos devastadores! Ao longo do jogo você encontrará um item que serve para indicar o momento exato do Fatal Frame, acendendo uma luz no topo da tela da câmera. Agora que o básico já foi explicado, cabe a você acostumar-se com o sistema de Gameplay, que apesar de algumas alterações, não chegou a mudar muito em relação ao Fatal Frame original, garantindo uma adaptação bem rápida para quem o jogou anteriormente..

Pros: gráficos excelentes, ainda melhores que os do primeiro game (que já tinha gráficos excelentes); o clima extremamente tenso já presenciado antes está ainda mais forte aqui. As aparições são constantes (tanto inimigas quanto as inofensivas) e o ambiente ajuda a aumentar o ar sombrio do game, intercalando entre cavernas, florestas e os templos e casas do vilarejo perdido; a tradicional trilha sonora da série, composta por ruídos, continua cumprindo com perfeição seu papel (aumentar ainda mais a tensão no Gameplay), com sons assustadores que fazem você avançar pelos cenários sempre desconfiado de algo;  o enredo é complexo e profundo, além de muito bem explorado, surpreendendo aqueles que achavam que o segundo game seria mais do mesmo. Digo, alias, que ele me prendeu como poucos games conseguiram. Praticamente todos os fantasmas deixam pedras que contém suas memórias, que podem ser ouvidas em um rádio sobrenatural (fazendo com que você possa entender melhor a causa de suas mortes). Além disso, muitas das assombrações têm trechos enormes do game quase que somente para contar suas histórias, sempre chocantes e macabras. Com tudo isso, praticamente nenhum fantasma parece estar deslocado no Storyline, pois a grande maioria deles tem um excelente motivo para estar vagando pelo vilarejo (ou seja: um enredo que como um todo foi produzido de maneira muito detalhada); ainda que tenha suas complicações (leia em contras), a jogabilidade ficou boa, seguindo os passos do seu antecessor, com bons Upgrades e possibilidades nos combates.

Contras: para os jogadores que tiveram dificuldades para se adaptar aos comandos de Fatal Frame, o contra de Crimson Butterfly poderá ser a forte exigência em relação ao Shutter Moment. Será praticamente impossível e completamente inútil atirar tentando se distanciar de seu inimigo (tática comum para os demais games da franquia). Muito pelo contrário: você deverá se manter próximo, para garantir os Fatal Frames, Core Shots e Zero Shots. Por sorte, são poucos os fantasmas que tem um padrão de ataque imprevisível (como movimentos aéreos ou mergulhos em sua direção). Boa parte deles segue uma lógica de se aproximar e tentar agarrar Mio. Porem, não os subestime... especialmente se estivermos falando dos fantasmas que desaparecem com frequência ou dos de baixa estatura (você vai entender o porque de não subestimá-los assim que ver de quais estou falando...).

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Ainda que eu tenha quase certeza de que essa será uma declaração um tanto quanto polêmica, devo deixar o relato de que esse possivelmente tenha sido o game mais perturbador que já joguei. Todos os conceitos que já faziam um excelente trabalho no título anterior, foram trazidos de forma ainda mais peculiar para a criação de Crimson Butterfly, que garantiu à seus jogadores uma aventura onde nenhum (ou quase nenhum) de seus inimigos foi colocado no jogo por nada. Algo que realmente chama a atenção e ajuda muito a garantir esse clima de total perturbação e desconforto, pois conhecer as histórias inicialmente ocultas das assombrações que se encontram em seu caminho, foi algo muito bem pensado! Concordar com os muitos que tem esse como Fatal Frame preferido é complicado para mim (pois a produção de The Tormented não deixou a desejar em absolutamente nada também). Mas digo que esse foi sim o mais profundo entre eles. Um belo enredo, que se desenrola de forma a surpreender o jogador após a descoberta de alguns fatos chocantes desvendados através dos diversos documentos encontrados no vilarejo. Um dos melhores games que passaram pela minha vida, altamente recomendado à todos aqueles que desejam jogar um excelente Survival Horror, surpreendente por sua qualidade geral (jogabilidade, gráficos, sons, etc) e pela riqueza de sua historia, muito bem apresentada! Em minha modesta opinião, uma obra prima que praticamente alcançou a perfeição dentro de suas propostas! Assustador! Não deixe de jogar... evidentemente, de luzes apagadas! Nos vemos em minha próxima postagem! E não esqueça de ler minha review do primeiro game, Fatal Frame (basta clicar e você já estará na página)! Muito obrigado a todos os leitores e até mais!


domingo, 16 de setembro de 2012

SILENT HILL 4: THE ROOM!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2, PC
Ano de Lançamento: 2004
Produtora: Konami
Revisão: o quarto jogo da série Silent Hill chegou ao mercado com uma proposta diferente de seus antecessores. Permanecia, claro, o clima perturbador típico da série, mas diversas características foram alteradas. Talvez a principal delas tenha sido o cenário. Os eventos de The Room ocorrem principalmente em Ashfield, uma cidade vizinha a Silent Hill. A história começa relatando a feliz chegada de Henry Townshend a seu novo apartamento. No entanto, três dias após a mudança Henry não foi capaz de deixar sua casa, ficando incomunicável com o mundo externo. Sua única pista é uma mensagem na porta escrito "Não saia. Walter". Além disso, apresentava pesadelos recorrentes sobre monstros saindo de suas paredes. Henry estava a um passo de perder a sanidade quando um misterioso buraco surge em seu banheiro. Sem nada a perder, Henry entra neste e misteriosamente sai no Metrô próximo a seu prédio. Lá encontra a provocante Cynthia Velásquez, que aparentemente acredita que tudo não passa de um pesadelo. Os dois começam então a procurar uma maneira de escapar do metrô enquanto são atacados por bizarras criaturas. No entanto, após uma pausa no banheiro os dois acabam se separando (que tipo de cara respeita restrições como banheiro feminino numa situação dessas??). Após muita procura ele a encontra agonizando em uma sala após ser esfaqueada, com o número 16121 marcado no peito. Henry  se vê no meio de um misterioso ritual que envolve assassinatos em série e sacrifício humano. A busca por respostas, sua única chance de sobreviver neste terrível mundo, o leva às pesquisas de Joseph Schreiber, o antigo morador do quarto 302, local que parece estar intimamente ligado ao culto macabro. Com o tempo todo o prédio acaba envolvido, especialmente o explosivo Richard Braintree, o zelador Frank Sunderland (que supostamente seria o pai de James Sunderland, protagonista de Silent Hill 2), e Eileen Galvin, vizinha de Henry pela qual ele rapidamente se apega emocionalmente. Quem é o misterioso Walter, qual a intenção de seu ritual sinistro e qual a relação disso com o quarto 302 são algumas das perguntas que Henry terá que responder na desesperada tentativa de escapar de seu pesadelo. O interessante da história do jogo é que ela se baseia em dois pequenos textos sem grande importância presentes em jogos anteriores. Em Silent Hill 2, no lixo dos apartamentos, James acha um jornal com a história de Walter Sullivan, um homem que se suicidou após matar duas crianças seguindo a "vontade do diabo". Já em Silent Hill 3 Heather lê a história da casa que "cuida" de crianças, a Hope House (no SH4 chamada de Wish House), escrita por Joseph Schreiber. Essa casa, logicamente, está diretamente ligada a antiga religião de Silent Hill conhecida como A Ordem.  Apenas um detalhe, mas que torna ainda mais interessante o roteiro deste game.

Jogabilidade: há uma clara divisão entre dois ambientes: os mundos (metrô, floresta, prisão, apartamentos, prédio, hospital), onde a exploração ocorre no padrão 3D similar aos anteriores e a movimentação é livre, respeitando os limites do cenário; e o apartamento 302, um ambiente inicialmente seguro que traz interação com diversos enigmas apresentados nos mundos. A exploração do último ocorre em primeira pessoa. Em casa é possível repousar (recupera a vida), salvar o jogo, trocar itens no baú ou interagir com os diversos utensílios da casa. Após determinado evento, no entanto, essa sensação de segurança acaba, já que fantasmas aleatórios passam a assombrar diversos cômodos, em um clima bastante inspirado no clássico Poltergeist. Em sua jornada o protagonista pode retornar para seu apartamento toda vez que encontra buracos. O combate contra os monstros é basicamente por armas brancas, como é tradicional na série. Nesse sentido, Henry é especialmente limitado, tendo movimentação lenta e golpes descoordenados. Há apenas duas armas de fogo, que devem ser guardadas para monstros especiais ou o último chefe. A Inteligência Artificial do jogo é bem precária, eu diria que talvez seja a pior que eu me lembro. Os monstros são muito burros, não tendem a cercar o jogador e atacam de maneira desordenada. E não são raras as vezes que o antagonista principal do jogo ataca outros monstros, livrando o caminho de Henry. O que pode parecer uma coisa boa em princípio torna-se infernal quando a mesma AI controla algum outro personagem que deve acompanhar Henry. Dessa forma, seu parceiro desarmado sempre tenderá a se colocar na maior situação de perigo possível. Se considerarmos que não é possível dar comandos a estes personagens e que o final bom depende do quanto você "cuida" de um deles, teremos realmente um grande problema. Falando em finais, o jogo tem 4, todos "sérios" (não há final ufo ou dog desta vez). O enredo do jogo é relativamente linear, ainda que haja grandes revelações elas tendem a não ser tão impactantes, especialmente se compararmos com os dois primeiros.

Pros: o trabalho gráfico neste jogo é ótimo, entre os melhores da sexta geração. A trilha sonora, tradicionalmente feita por Akira Yamaoka, está incrível, ainda que isso não seja novidade a fãs da série. A interação dos enigmas com o apartamento é uma ideia sensacional (inclusive utilizada por outras franquias mais tarde), exige bom raciocínio lógico e exploração das coisas básicas que cada casa tem. A exploração deste ambiente em primeira pessoa auxilia muito o suspense. Aliás, falando na casa, as assombrações presentes da metade em diante tornam o game ainda mais perturbador, além de tornar cada jogada potencialmente diferente pela característica randômica delas. As revelações sobre os assassinatos são bem interessantes e os personagens conseguem ser razoavelmente cativantes, garantindo que boa parte dos jogadores consiga aproveitar bem seus grandes momentos. Por último, resta dizer que o clima perturbador é muito forte neste jogo, de forma diferente de seus antecessores, mas de intensidade semelhante. Assim como ocorre em SH2, boa parte dos monstros apresentados tem uma complexa história por trás, explicada ao longo do jogo.

Contras: o que mais me incomoda é a já referida questão da inteligência artificial, que será responsável por algumas horas de jogo perdidas, se não o jogo todo ao comprometer irreversivelmente o final desejado. Ainda que o roteiro em si me pareça bom, a maneira como ele é conduzido é cansativa, os diálogos por vezes são entediantes (what the hell...) e expressão dos personagens dá muito a impressão que são "atores ruins" (ponto negativo também para a dublagem). A mudança no foco da exploração do jogo e a ausência doa enigmas clássicos geralmente é motivo de reclamação por parte dos fãs mais tradicionais, além da ausência de chefes (o que é MUITO relativo). Por último, os fantasmas aleatórios, interessantíssimos, podem ser mais um fator de frustração, já que alguns são raríssimos (o do telefone e o do retrato por exemplo), enquanto outros aparecem até 4 vezes na mesma jogada.

Screenshots:











Trailer:

Considerações Finais: Silent Hill 4 é uma grande mudança de foco na série. Boatos de Internet (até onde sei apenas boatos) dizem que ele deveria ser um jogo à parte chamado The Room e que o título Silent Hill foi incluído de última hora para aumentar as vendas. Não sei se é verdade, mas não seria surpresa. A história por vezes até tenta forçar  uma relação com os anteriores, mas é algo bem fraco. Tamanha mudança dividiu público e crítica.  Alguns o consideram inovador e divertido enquanto outros praticamente acham um insulto à série. Eu fico com os primeiros, considero The Room um bom jogo de terror, com vários momentos interessantes e perturbadores, mas com sérios problemas na jogabilidade e com um enredo mais simples e direto. Tal roteiro torna as jogadas sequentes cada vez mais fracas, diferente do que ocorre nos outros em que a cada vez que se completa se descobre coisas novas. Mas fãs da série e do estilo não podem deixar de conferir mais um dos grandes (e extintos?) bons jogos de terror que povoavam amplamente a quinta e a sexta geração.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SILENT HILL 3!

Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Survival Horror
Plataforma: Playstation 2, PC, Playstation 3 e XBox360 (HD Collection)
Ano de Lançamento: 2003, 2012 (HD)
Produtora: Konami

Revisão: dando continuidade às reviews dessa grande série dos games de terror, cá estou eu trazendo Silent Hill 3! Para o enredo do game, a Konami decidiu seguir os passos do idolatrado primeiro Silent Hill (para ler a review do Edu-Jb, basta clicar aqui!), lançado para Playstation, revivendo alguns pontos importantes do clássico e trazendo questionamentos importantes sobre a série, o que garantiu uma boa aceitação por parte dos fãs. Aqui você assumirá o controle da bela jovem Heather Mason, que após ter um estranho pesadelo com um assustador parque de diversões, acorda na mesa de um restaurante localizado em um Shopping Center. Saindo de lá, Heather liga para seu pai de um telefone público, avisando-o que já estaria indo para casa. Heather então é surpreendida por um homem desconhecido, que se identifica como Douglas Cartland, um detetive que estava atrás dela para contar algo importante de seu passado. Afirmando que não tinha interesse em ouvi-lo, a garota segue para o banheiro feminino, ameaçando Douglas, dizendo que gritaria para todos ouvirem se ele não a deixasse em paz. Aproveitando que Douglas ficou do lado de fora, Heather foge pela janela do banheiro, indo parar logo em seguida na área central do Shopping. Entrando em uma loja (aparentemente a única visitada recentemnete), ela encontra uma pistola no chão e uma escrota criatura humanoide, que começa a se aproximar. Heather atira no monstro, matando-o a tempo de não ser atacada. Assustada com o que viu, a garota continua seguindo pelo local, tentando encontrar uma saída. Porém, os pesadelos de Heather tem inicio mesmo ao encontrar Claudia, uma estranha mulher que, após falar coisas estranhas e inicialmente incompreensíveis, transforma o local inteiro em outro mundo! Agora, você deverá ajudar a bela Heather a sair desse inferno, que levará à uma série de descobertas surpreendentes, certamente capazes de prender os fãs de um bom Silent Hill na frente de seus videogames (ou PCs, nesse caso)! Pois vamos conhecer um pouco mais desse excelente game logo abaixo, nos próximos tópicos!

Jogabilidade: aqui você encontrará muitas das características clássicas da série, encontradas em boa parte dos títulos anteriores. Você terá ao longo do jogo cenários com diversas portas, sendo que muitas delas estarão bloqueadas, assim como outras abrem e podem esconder itens importantes ou absolutamente nada (característica que definiu uma exploração bem mais complexa em Silent Hill, encontrada desde o primeiro game). Para auxiliar em suas buscas, assim como nos demais games, você terá um mapa, onde muitos pontos importantes, portas trancas ou localização de enigmas ainda não solucionados serão marcados em vermelho. Para os combates, a tendencia segue a mesma dos mais clássicos: o ideal é não lutar, e ao invés disso, treinar bastante a movimentação da protagonista para esquivar-se de seus inimigos. Mas se tiver que realmente enfrentá-los, sempre é bom usar as armas brancas, sempre muito úteis, para assim economizar munição (normalmente usada em chefes, que nesse game especificamente, são realmente difíceis). Os já imortalizados enigmas estarão sempre presentes aqui também. Então, de uma forma geral, poderia dizer que Silent Hill 3 segue uma linha muito semelhante à vista nos games anteriores, assim agradando facilmente qualquer jogador que já acompanha a série de um certo tempo. Talvez a grande alteração fique mesmo por conta de um design novo em alguns cenários, que agora contam com buracos. Eles já existiam em outros games, mas aqui, a personagem não é impedida de cair neles! Ou seja: tome muito cuidado em suas andanças para lá e para cá, pois se Heather tomar um susto e balançar os braços, é melhor você largar o controle... pois se seguir apertando para frente em seu direcional... corre sérios riscos de ter que voltar de seu último save!

Pros: os gráficos são incríveis, com um especto mais definido (o que pode desagradar alguns) e destaque para as impressionantemente bem detalhadas expressões passadas pelos movimentos do rosto dos personagens em meio aos diálogos; a trilha sonora segue com a qualidade já comprovada em outros títulos, com canções muito bem encaixadas no contexto de cada cena; as dublagens são exemplares, com dubladores escolhidos a dedo para representar as vozes de cada um dos personagens; a movimentação de Heather me pareceu bastante natural, respondendo muito bem aos comandos desejados (o que ajuda muito na hora de esquivar-se dos inimigos); o enredo é excelente, revivendo alguns pontos não explorados no Storyline do primeiro jogo, assim estabelecendo uma ligação muito bem pensada entre as duas obras; os enigmas, como de costume, são inteligentes, exigindo muito raciocínio para serem superados; para quem gosta de desafios, esse poderia ser considerado um dos games mais difíceis da franquia. Porém, antes de qualquer coisa, leia os contras para não reclamar comigo depois (risos).

Contras: por vezes, a dificuldade do jogo parece bem desnecessária. Quantidades grandes de inimigos perigosíssimos, unidos a ambientes em que é possível cair e morrer instantaneamente (onde normalmente Heather tende a parar em frente aos buracos, assustando-se ao quase cair), são aspectos que tornam o game bem trabalhoso. Por sorte, você terá saves bem próximos e acessíveis, o que ameniza a situação. Mas tirando a dificuldade, talvez o maior contra de Silent Hill 3 seja mesmo uma aparente preguiça na criação de alguns cenários, que em alguns pontos apresentam "barreiras" que impedem a tradicional exploração mais aberta dos games anteriores.

Screenshots:











Trailer:


Considerações Finais: Sem dúvida nenhuma, muitos pontos me chamaram a atenção nesse game. E sem dúvida, um dos principais deles foi a relação desse com o primeiro game, trazendo informações interessantíssimas sobre pontos que de fato deixaram brechas para a criação de uma nova história ao final do clássico do PSX. E essa história veio em forma desse excelente game, protagonizado por uma personagem que muitos mistérios esconde, e que leva o jogador a entrar no enredo do game para com ela buscar explicações sobre as coisas macabras que vem da sombria Silent Hill (e tudo que já ocorreu por lá no passado). Aqui você encontrará mais uma história profunda, focada em explicar detalhes dos fatos e a relação entre os personagens encontrados durante o jogo. Sem dúvida, um game que JAMAIS pode passar batido por aqueles que curtem a franquia e a acompanham desde seus tempos mais clássicos! Um grande game e, sinceramente (crucifique-me quem quiser), meu favorito! Não deixem de jogá-lo! Deixem seus comentários! Até mais pessoal! E aproveitem a visita para conferir mais reviews da série: Silent Hill, Silent Hill 2, Silent Hill: Shattered MemoriesSilent Hill: The Room e Silent Hill: Homecoming (tudo aqui no Blog! Só clicar para checar)!



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...