Gênero: Animação CGI
Ano de Lançamento: 2005
Produtora: SquareEnix/Sony Pictures
Produtora: SquareEnix/Sony Pictures
Que tal um pouco de cinema por aqui? Pois hoje trago à vocês uma revisão de Final Fantasy VII: Advent Children, uma animação CGI (Computer Generated Imagery), produzida pela própria SquareEnix em parceria com a Sony Pictures, como parte de uma série derivada do clássico e merecidamente idolatrado Final Fantasy VII. Tais obras derivadas do game ganharam o nome de Compilation Of Final Fantasy VII, que além de Advent Children, trouxe também os games Before Crisis (celulares), Dirge Of Cerberus (Playstation 2) e Crisis Core (PSP). Graças a todos os mistérios que envolveram os fãs ao termino do clássico do Playstation, era evidente que grandes expectativas surgiriam junto ao anúncio de todos os games e também de Advent Children. Pois o resultado após o lançamento foi muito satisfatório (pelo menos para o filme): na primeira semana, mais de 420 mil cópias já haviam sido vendidas, com um imensa aprovação daqueles que o assistiram, ainda que a critica tenha reclamado de alguns pontos relacionados ao desenrolar da história. Mas agora, darei minha visão da animação, para que vocês possam conhecer aquilo que podem esperar de positivo ou negativo vindo de Advent Children!
ATENÇÃO! A partir daqui, evidentes e inevitáveis Spoilers sobre o enredo do Final Fantasy VII (o game de PSX) serão encontrados! Portanto, esteja ciente disso antes de seguir a leitura!
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| O trio de vilões Yazoo, Kadaj e Loz |
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| Jenova no Reator de Nibelheim |
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| Cloud e sua moto Fenrir |
A História: O filme tem inicio com o mundo envolvido em uma devastadora crise financeira, causada principalmente pela entrada do Meteor na atmosfera do Planeta. Midgar havia se tornado ruínas, e uma nova cidade estava sendo desenvolvida em seu lugar (chamada Edge), em cima do que ainda sobrava do que um dia foi o lar de Tifa, Cloud, Barret e Marlene. A Shinra havia falido, além de ter sido responsabilizada pelos grandes prejuízos do mundo, por conta do uso indevido (obscurecido pela companhia) do LifeStream do Planeta. Para piorar a situação, uma terrível e incurável doença havia surgido para transformar o mundo em um verdadeiro caos: tratava-se da Geostigma, uma doença que segundo teorias inicias, foi causada pela manifestação de Jenova no próprio LifeStream do Planeta, causando manchas de pele, perturbações mentais e fortes dores nos infectados (que eram tratados como aberrações pelas pessoas ainda livres de tal mal). O herói Cloud Strife deixou a cidade para seguir uma vida solitária, em busca de respostas para livrar-se de seus dramas e culpas, encarregando Tifa dos compromissos de cuidar do bar e também da menina Marlene, assim como um menino órfão chamado Denzel (também afetado pela Geostigma). Porém, Cloud decide abrir mão de sua solidão ao ser chamado por Rufus Shinra, que havia sobrevivido ao ataque aparentemente mortal de Diamond Weapons nos eventos de Final Fantasy VII. O objetivo do chamado era descobrir uma solução para a constante contaminação por Geostigma. No meio do caminho, Cloud acaba atacado por um trio de misteriosos homens que afirmam serem seus irmão, à procura da "Mãe". Após um eletrizante combate abordo de sua moto Fenrir, Cloud consegue livrar-se dos inimigos, que são chamados de volta pelo líder Kadaj. Chegando ao ponto de encontro, Cloud ouve o que Rufus tinha à dizer: basicamente a teoria de que o Geostigma era uma manifestação do LifeStream contaminado pelas conhecidas "Células de Jenova" e pelo próprio Sephiroth (que após o combate final no centro do planeta, poderia ter deixado seu legado maligno ao mundo), sendo assim um risco gigantesco para todos. Então, Shinra e Cloud se unem para descobrir mais sobre o Geostigma e sua possível (mas improvável) cura, sendo que Tifa e os outros também serão logo envolvidos nessa difícil missão em busca de um futuro melhor, sendo que novamente, alguém muito importante será a chave para a salvação de todos. Não vou entrar mais na história, pois o objetivo dessa postagem não é dar Spoilers, mas sim apresentar essa animação aos fãs de Final Fantasy VII. Mas agora, o que esperar de Advent Children naquilo que vai além de sua história?
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| O enigmático Vincent Vilentine |
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| A belíssima ladra de Matérias, Yuffie |
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| Os Turks Rude, Reno, Elena e Tseng |
O que Esperar do Filme: Advent Children segue a linha traçada por Final Fantasy VII, apresentando um enredo que se desenvolve em cima de conhecidos fatos, teorizando mais sobre o LifeStream e os Genes de Jenova. Nada de muito surpreendente e revelador aparece, sendo que se esperava mais explicações quanto a própria Jenova, que acabou deixando algumas perguntas ao término da obra original. Mas isso torna o filme ruim ou mediano? De forma alguma! O filme é muito bom, e explorou muito bem as questões que formam seu enredo, assim servindo como uma boa continuação para o sucesso do PSX. Além disso, o ponto que mais chamou a atenção dos fãs sem dúvida foi a impecável transição das características dos personagens do game para as telas do cinema! Tudo aquilo que o game passa sobre os personagens através de seus diálogos, pode ser facilmente sentido na animação (a personalidade forte de Tifa; o sempre enigmático Vincent; o sábio e tranquilo Red XIII; o explosivo Barret; a extrovertida e sempre feliz Yuffie; o canastrão e despreocupado Cid; o irritante Cait Sith... perdão... nunca fui muito com a cara dele hehehe). Todos foram realmente muito bem apresentados, mesmo alguns com participações não muito longas. Destaque também para os Turks (os agentes de elite da Shinra), que se fazem fundamentais no desenrolar do filme, se mostrando muito parecidos com o que foi visto no game, sempre tentando fazer demais e se dando mal! Os novos personagens não chegam a ser extraordinários, mas sem dúvida conseguem convencer os telespectadores. A parte visual é incrível, sendo inteiramente modelado nos padrões de altíssima qualidade (e por vezes até a frente de seu tempo) de CGs da SquareEnix, que já haviam impressionado em outras diversas obras dos videogames, especialmente quando o assunto é mesmo Final Fantasy. E é incrível rever os personagens clássicos em imagens com a tecnologia já de uma nova geração! Todos eles foram muito bem produzidos, com suas características tradicionais mantidas. As dublagens também ficaram boas, tanto na versão Americana quanto na original, Japonesa. Uma bela escolha de dubladores foi feita para cada um dos personagens que aparecem durante as mais de 2 horas de filme. Alias, a preocupação em agradar os jogadores de Final Fantasy VII aparece também nas Matérias, que são bastante mostradas. Até mesmo um Summon é invocado em um determinado momento, sendo esse um novo Bahamut (dragão já famoso na franquia, que já apareceu com dezenas de variações de nomes e aparências). Talvez o grande defeito do filme seja mesmo um andamento muito devagar em certos momentos, com fatos que não chegam a chamar muito a atenção (e que em alguns momentos se perdem em suas próprias narrativas). O filme começa a se tornar empolgante de verdade quando alguns fatos já ficam claros, e a busca por respostas realmente tem inicio, com boas lutas e aparição dos personagens que todos esperavam por ver nos gráficos impressionantes do filme. Isso traz uma leve impressão de que o ponto alto da obra ficou mesmo por conta da famosa turma do clássico.
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| O jovem órfão Denzel |
Conclusão: Final Fantasy VII: Advent Children foi um filme muito bom. Uma boa ideia da SquareEnix, que foi capaz de agradar os fãs de um dos maiores sucesso da história dos RPGs. Um bom enredo foi apresentando, com qualidades também em outras áreas, como a sonora e visual (sendo que até remixes das músicas do game podem ser ouvidas, chamando de imediato a atenção de ouvidos mais atentos). Sem dúvida, recomendo para os apaixonados por Final Fantasy VII. Uma obra à milhas e milhas distantes de se comparar com a genialidade de sua origem (até por ter se aproveitado de muito do que lá já foi mostrado), mas ainda assim, vale a pena! Não deixe de assistir! Espero que tenham gostado dessa postagem, que trouxe algo um pouco diferente à vocês. Não se esqueçam de comentar! Um abraço a todos os leitores! Até mais!






























