quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PHANTOM BRAVE!

Escrito por: Time Keeper
Postado por: Mr.Gameworld


Gênero: Tactics RPG
Plataforma: PS2, Wii, PSP
Ano de lançamento: 2004 (PS2), 2009 (Wii), PSP (2010)
Produtora: Nippon Ichi Software (NIS)
Revisão: Phantom Brave é um jogo raro. Um dos motivos para o tal pode ser simplesmente porque ele foi produzido pela NIS, que é uma empresa meio que sem o grande renome que a Square (sem Enix) tem, ou por não ser um Final Fantasy. Porém Phantom Brave, como grande maioria dos jogos da NIS, carrega uma comovente história, acrescida de uma ótima Jogabilidade, que o faz poder ser o que muitos jogadores de RPG procuram em um jogo. Além de gostar muito do jogo (sendo ele o que mais gosto entre os RPG de estratégia da NIS), também quero divulgar um pouco o grande trabalho dessa empresa que merece mais atenção. A história se passa no mundo de Ivoire, que é composto somente por ilhas, onde, no ano de 913, estava sobre o ataque de forças malignas. Ash, Haze e Jasmine são 3 sobreviventes dessa tragédia que tentam escapar para um local seguro. As ocorrências acabam na morte de todos os 3, mas em seus últimos momentos, Haze prende o espirito de Ash em Ivoire para que ele possa cuidar e fazer companhia a sua irmã mais nova, Marona. Ela tenta ser uma Chroma, que é um tipo de caçador de recompensas, só que em seu caso ela apenas quer ajudar os outros, contudo as pessoas não pedem muito por seus serviços graças a mentiras espalhadas sobre suas habilidades de evocação de fantasmas, obtidas por ser filha de Haze. Você estará no comando de Ash para ajudar sua irmã mais nova seguir esse caminho e protege-la dos males de Ivoire.

Jogabilidade: O interessantíssimo sistema de Phantom Brave atua sobre a lógica de RPGs de estratégia, só que com seus toques especiais. Primeiramente, para se mover pelo campo de batalha você não irá se deslocar em casas, mas sim livremente! Com a limitação de uma linha vermelha que circula seu personagem. Em um combate você começa apenas com Marona, então você pode chamar seus fantasmas juntando-os com algum tipo de matéria no campo, pode ser uma pedra ou uma árvore, por exemplo, esse processo se chama confinamento. Dependendo de onde você evoca seu fantasma, ele ganhará algum bônus e algumas penalidades, se você confinar Ash em uma pedra, por exemplo, ele irá ganhar bastante defesa, mas perderá agilidade. Mas seus fantasmas não tomam esses corpos para sempre. Eles só permanecem no campo por algumas rodadas e depois vão embora, não podendo ser chamados pelo resto da luta. Isso faz com que o jogador pense muito antes de chamar um fantasma. Você também pode equipar qualquer um dos objetos em campo com Marona ou qualquer fantasma (até uma árvore) dando a você as mesmas vantagens e desvantagens. Esses equipamentos conferem habilidades que podem ser mestradas pelos personagens com uma velocidade que depende da afinidade que esse personagem tem com determinado item. Para tornar as habilidades dos objetos suas, você precisa utilizar um pouco de mana, que é adquirida derrotando monstros. O jogador pode criar fantasmas enquanto estiver na ilha que contem a casa de Marona, pagando uma quantia em dinheiro que varia com o tipo de fantasma. Existem fantasmas que possuem truques bem únicos que lhe ajudarão a fortalecer suas forças ocultas, variando desde vendedores de itens até fantasmas que sabem fundir praticamente tudo que existe no jogo (se eu entrar em detalhes posso até complicar as coisas...).

Pros: Excelente enredo que cuida muito bem da personalidade de cada personagem, fazendo o jogador se envolver com a problemática da história. Sistema de batalha cheio de possibilidades. Grande variedade de extras após o término do jogo (tirando o fato de que praticamente os extras dos jogos da NIS se resumem a mesma coisa).

Contras: Conheço algumas pessoas que detestam o sistema de Phantom Brave e desistiram dele por conta do limite de rodadas que os fantasmas permanecem confinados. Eu particularmente adorei o sistema e esse termo só me fez gostar ainda mais, porém maioria que da as cartas... Como todos os outros RPGs de estratégia da NIS, esse também não possui outros elementos que fariam o jogo ser mais empolgante, porque o progresso do jogo se resume a ir a um local e terminar uma sequencia de batalhas.

Screenshots:









Trailer:


Considerações Finais: Esse é um jogo que consegue prender as pessoas que curtem o gênero de verdade (no contexto da história). Sinceramente, chorei duas vezes jogando esse jogo. Até hoje lembro uma das cenas que me fizeram chegar a esse ponto. Recomendo de todas as formas, não foi atoa que escolhi começar a divulgar o trabalho da NIS por esse jogo.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

MONSTER HUNTER FREEDOM UNITE!

Escrito e editado por: Edu-jb

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: Playstation Portable
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Capcom

Revisão: Monster Hunter é uma série de jogos da Capcom que coloca o jogador na pele de um caçador em uma era pré-histórica. A série Freedom Unite é da segunda geração do game, lançado para PSP. O jogo rapidamente se tornou uma febre, especialmente no Japão mas também fora dele. A história se dá em torno de um caçador que chega a uma vila de humanos, uma raça ainda conquistando seu lugar no mundo. Esta vila é localizada no meio de vários ambientes selvagens como montanhas de gelo, florestas, desertos, pântanos e vulcões, sendo estes dominados pelos mais variados tipos de répteis, como lagartos, serpes e dragões, mas também alguns insetos, aves gigantes e mamíferos primitivos (em geral herbívoros). Logo no início do jogo você deverá editar o seu caçador, escolhendo sexo, nome, rosto, cabelo, etc. O jogo então se inicia, na vila. Enquanto está na vila, o caçador pode interagir com moradores, se alimentar, dormir, investir no sítio (um local onde é possível ganhar itens gratuitamente) e participar de aventuras solo ou em parceria (com outro caçador através do modo 2 player). Nas missões, o caçador deve buscar determinados itens, realizar algum tipo de fusão ou simplesmente caçar os monstros selvagens. A série Freedom apresenta várias melhorias em relação à geração anterior (para ps2), como melhores gráficos, mais opções para editar seu caçador, número maior de armas e monstros e a vila expandida. O jogo conta com mais de 70 monstros e um número absurdo de missões, sendo que muitas horas serão necessárias para zerar este jogo tendo completado todas elas.

Jogabilidade: o controle do personagem se dá pela alavanca. Na vila e nos cenários de combate quando se está com a arma guardada, R funciona como corrida enquanto L posiciona a câmera. Os comandos variam com o tipo de arma que se está utilizando, sendo que triângulo usa um dos ataques e círculo o outro. A função do X pode ser rolar ou recuar, dependendo da arma. R usa ataque especial, mira ou defende. Quadrado usa o item selecionado. As armas possíveis são bem diferentes, cada uma com sua vantagem e desvantagem. São elas: espada curta e escudo, duas espadas curtas, espada longa, espada gigante, martelo, chifre de caça, lança, lança que dispara, arco e flecha, besta leve, besta pesada. Há dois tipos de armaduras, a do Blademaster, que é utilizada por quem usa as armas como espada, martelo e lança, e a do Gunner, usada pelos arqueiros e atiradores. As armaduras conferem habilidades que podem ser muito úteis para completar as missões. Os itens funcionam para recuperar HP, energia, conferir proteção contra calor ou frio, matar insetos, aumentar ataque ou defesa e assim por diante. Além disso, os ambientes são realmente selvagens, havendo vários perigos que o caçador deve se precaver, como lugares extremanente quentes ou frios, pântanos venenosos, alimentação adequada e por aí vai.

Pros: o jogo é imenso, sendo necessárias muitas horas para conseguir completar todas as missões e enfrentar os monstros secretos. As armas são bem variadas e com diferentes características, de forma que é possível armar táticas diferentes com cada uma delas. Claro que no início a espada longa parece a melhor opção, mas logo se percebe que todas as armas podem ser úteis, dependendo do seu perfil e do monstro que está caçando. As armaduras são muito bem feitas, sendo cada detalhe perceptível quando o personagem a veste. As habilidades especiais conferidas por cada conjunto de armadura influencia muito na batalha, sendo este mais um fator a se pensar, além da defesa conferida.

Contras: o jogo não tem um enredo bem estabelecido. Até tem cenas ao longo do jogo e existe um "final" mas nenhuma história é efetivamente contada. Não é possível entrar nos cenários sem estar em missões, o que limita a exploração do ambiente. Depois de algum tempo as missões se repetem, apenas aumentando o nível de dificuldade e um ou outro fator diferente. Para enfrentar os monstros de missões adiantadas é necessária muita prática, de modo que o jogo não se preocupa muito com o jogador casual. Você precisará ser muito bom neste jogo para conseguir completá-lo, além de ter muito tempo.

Screenshots:



 





Trailer:
 


Considerações Finais: Monster Hunter é um excelente jogo do PSP, não é a toa que é mania, quem duvida pesquise no youtube o gigantesco número de pessoas que postam videos enfrentando todos os monstros com as mais variadas armas. Ele exige muito tempo e prática, de modo que jogadores que buscam apenas passar o tempo vão acabar morrendo diversas vezes. A opção de dois jogadores permite jogar com amigos, organizando táticas avançadas em um modo cooperativo que pode ser muito divertido. Enfim, trata-se de um jogo quase obrigatório para quem possui um PSP e curte aventuras.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AMERICAN MCGEE'S ALICE!

 Escrito e editado por: Mr.Gameworld

Gênero: Ação/Aventura
Plataforma: PC
Ano de Lançamento: 2000
Produtora: EA Games/Rogue
Revisão: desde muito criança sou fã do famoso conto Alice no País das Maravilhas. Pois esse game é justamente baseado no conto originalmente lançado no livro de 1862 (porem, pode esperar algo de bem diferente)! Exatamente em 2000, American McGee (designer  gráfico da EA Games)  resolveu assumir por completo (roteiro e designe) a produção de American McGee's Alice, para dar um tom macabro, assustador, violento e perturbador para a famosa obra de Lewis Carrol. A missão foi cumprida com sucesso, pois McGee pensou nos mínimos detalhes para dar esse clima "pesado" para o game (por exemplo: a trilha sonora ficou por conta de Chris Vrenna, baterista original do Nine Inch Nails, banda de Rock Industrial que ganhou reconhecimento nos anos 90 por sua criatividade e pelo clima perturbador de suas canções)! O enredo se inicia com Alice dormindo. Em cima da mesa estava seu gato, que ao fazer um movimento acaba derrubando um lampião próximo à lareira (fazendo com que o local começasse a pegar fogo). Em poucos segundos a casa inteira começa a ser tomada por chamas e a família de Alice acaba morrendo no acidente. Sentindo-se culpada pelo ocorrido, já adulta Alice se encontra em um manicômio, com os pulsos cortados e aparência sinistra. Eis que seu coelho de pelúcia começa a se mexer e Alice acaba sendo levada para o País das Maravilhas. Em meio a um ambiente sombrio e macabro, Alice vai à procura do Coelho Branco que aparentemente  é o único que tem as respostas para suas perguntas, mas acaba descobrindo que o local estava se tornando um caos devido ao controle impiedoso da Rainha de Copas. Guie Alice nessa aventura que vai muito além do que inicialmente se vê, podendo ser facilmente definida com apenas uma palavra: GENIAL!

Jogabilidade: a jogabilidade desse game é bastante interessante. Ao longo da aventura de Alice, você irá se deparar com diversos obstáculos em um mundo psicodélico, como plataformas flutuantes, caminhos que serão construídos conforme os passos da personagem, cordas para você alcançar outro local, fontes de ar  para Alice voar com seu vestido e alguns eventuais enigmas. Tudo isso ocorre em um plano 3D bem tradicional, onde você terá uma ampla visão dos cenários e poderá explorá-los com bastante liberdade. Existe uma boa variedade de armas no game, que alias dão um ar ainda mais macabro para a jogatina (afinal, diga-me: quando você imaginaria a dócil Alice cortando seus inimigos ao meio fazendo o uso de uma faca coberta de sangue?!). Todas as armas que Alice encontrar terão um ataque normal e um ataque secundário. Os ataques secundários normalmente são ataques à distância. Para ter certeza que eles acertarão seus inimigos, você deverá ter como referencia o pequeno ponto azul que está sempre na frente de Alice, que serve como mira (e pode ser controlado apenas pelo mouse). A mira se faz muito importante para combater inimigos aéreos, além de que serve também para visualizar os cenários. Vale lembrar que é sempre muito importante estar ligado nas dicas que o Gato de Cheshire dá a você, indicando através de uma linguagem complicada (exatamente como na obra original) as soluções para seus problemas. Antes que eu me esqueça, devo dizer que o game é bastante desafiador! Por isso tenha em mente dois comandos básicos: F4 para Quick Save, F1 para Quick Load (eles serão seus melhores amigos nessa aventura. Use e abuse dos Quick Saves). Agora que você já sabe como o gameplay de American McGee's Alice funciona, é só aproveitar a viajem nas sombras do "País das Maravilhas"!

Pros: os gráficos do game (apesar de datados) são bons e interessantes, com cenários e personagens  construídos com um designe que aumenta o tom macabro da obra; a OST é sensacional, com musicas sinistras e que fecham perfeitamente com o clima de cada ambiente da aventura; a jogabilidade é interessante, com sistemas de exploração e combate bem elaborados; o enredo é excelente, indo a fundo no psicológico da protagonista (fora o fato de que apresenta diversas citações ao enredo de ambos os livros: Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho); todos os diálogos são dublados (sejam eles entre personagens importantes ou não). As  dublagens passam longe de serem perfeitas, mas são boas; as armas de Alice são muito variadas, todas com suas devidas utilidades!

Contras: não é possível utilizar Joysticks (a menos que você use um programa milagroso para isso); tudo pode ser configurado no teclado da forma que você quiser, menos a mira que ficará sempre no Mouse (o que pode fazer você demorar para se acostumar aos combates contra inimigos aéreos especialmente); a falta de precisão dos pulos de Alice inicialmente pode imcomodar um pouco. É dicifil prever com certeza onde a personagem irá cair, pois com minimos toques em uma direção, Alice faz movimentos muito rápidos. Mas não se preocupe: com um pouco de prática você estará jogando de olhos fechados; alguns bugs eventualmente ocorrem, como por exemplo, o desaparecimento das musicas por alguns segundos.

Screenshots:












Trailer:


Considerações Finais: Dessa vez a EA Games e a Rogue ultrapassaram os limites da insanidade, dando sua versão para um dos mais bem sucedidos contos de todos os tempos em uma das obras mais macabras  e mais características dos videogames! McGee foi genial em sua produção, dando um ar bizarro para o game, desde o roteiro até a arte gráfica (que foi possivelmente a maior responsável por transformar o game no que ele foi, com cenários psicodélicos, sempre com um clima sombrio e pesado, além dos personagens, que em sua maioria são feios e desajeitados ou com aparência de maníacos)! Se você é fã de Alice no País das Maravilhas, esse game é obrigatório! Se não gosta da obra em questão, mesmo assim ele pode valer a pena, por ser um excelente game que mistura um clima de terror (podendo talvez agradar os fãs de Survival Horror) com uma jogabilidade bem conhecida nos games de Ação/Aventura. Em minha opinião, uma obra de arte dos games! Deixem seus comentários! Nos vemos por aqui!


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